sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Miss Simpatia

Miss Simpatia
Eu realmente nunca entendi como a Sandra Bullock virou uma estrela de primeira grandeza, com cachês milionários e destaque no mundo do cinema. Para falar a verdade sempre considerei sua filmografia muito abaixo do razoável. Grande parte de seus filmes são realmente bem bobinhos, alguns até admito que são divertidos, mas nada para se ter o status que ela tem dentro da indústria. Não que eu tenha antipatia por ela, longe disso, mas realmente não há como negar que ela fez sua carreira estrelando uma bobagem atrás da outra. Um exemplo é esse “Miss Simpatia” que fez tanto sucesso que até virou franquia! Mas afinal qual é o segredo dessa moça? Assistindo essa comédia descobrimos algumas pistas. A Bullock nunca fez o gênero das grandes musas do cinema, ela na verdade rema em outra maré. Seu jeito de garota despojada, quase moleca, sem nenhuma sofisticação é o seu grande charme em relação ao público. Muitas mulheres se identificam com ela por essa razão.
   
“Miss Simpatia” aliás investe justamente nisso, no choque que surge entre uma garota durona e o mundo fútil e artificial dos concursos de misses! É a tal coisa, choques de realidades geralmente são divertidos e engraçados e o roteiro do filme foi todo escrito aproveitando essa premissa. Sandra Bullock aqui interpreta uma policial rude e machona que acaba tendo que se disfarçar de miss para desvendar um crime ocorrido em um dos principais concursos de beleza dos EUA. O jeito sulista de Bullock então cai como uma luva para o enredo que explora exatamente a diferença existente entre o seu jeito de ser e as regras que norteiam a vida dessas dondocas e beldades. Não posso dizer que o filme é todo ruim porque há sim seqüências divertidas e engraçadas mas nada que justifique a grande bilheteria que essa comédia teve em seu lançamento. O público simplesmente adorou o jeito cafona e mal educada, além da risada de “porquinha” da personagem de Bullock! Agora uma coisa deve-se reconhecer: nada é mais engraçado no filme inteiro do que ver o eterno Capitão Kirk, o ator William Shatner, pagando mico como apresentador de concurso de misses! É realmente de rolar de rir... Por essa nem o Dr. Spock esperava...

Miss Simpatia (Miss Congeniality, Estados Unidos, 2000) Direção: Donald Petrie / Roteiro: Marc Lawrence, Katie Ford / Elenco: Sandra Bullock, Michael Caine, Benjamin Bratt, William Shatner / Sinopse: Gracie Hart (Sandra Bullock) é uma policial que precisa se infiltrar em um fútil e frívolo concurso de miss para solucionar um caso dos mais complicados.

Pablo Aluísio.

28 Dias

28 Dias
A Sandra Bullock já foi mais simpática e carismática. Sempre quando tentou fazer algo mais sério na carreira não ficou muito bem. Esse filme se propôs a ser um tipo de alerta contra os efeitos nocivos do alcoolismo e suas consequências, mas ficou pelo meio do caminho. No enredo a atriz interpreta uma escritora bem sucedida que adora festas. Sempre que há uma balada, lá está ela, geralmente enchendo a cara, se tornando a rainha da noite. Isso vai numa rotina até que ela bate o carro, após estar dirigindo completamente embriagada. Isso é coisa séria dentro da justiça americana.

Condenada, é levada para uma clínica de reabilitação e aí começa a, digamos, parte chata do filme. Curiosamente Sandra Bullock escolheu pessoalmente uma diretora para o filme, que teve equipe quase toda feminina (aí incluída a roteirista). O problema é que a cineasta Betty Thomas era mais experiente com comédias, como "Dr. Dolittle" e "O Rei da Baixaria", então não havia mesmo o toque certo para esse tipo de filme. No geral ficou apenas como uma nota de rodapé na filmografia da senhorita Bullock. Poderia ser mais bem desenvolvido, poderia ser mais interessante, poderia explorar melhor o tema. Porém tudo ficou mesmo pelo meio do caminho das boas intenções.

28 Dias (28 Days, Estados Unidos, 2000) Direção: Betty Thomas / Roteiro: Susannah Grant / Elenco: Sandra Bullock, Viggo Mortensen, Dominic West / Sinopse: Jovem escritora (Bullock) vê sua vida mudar completamente quando, embriagada, bate o carro numa casa. Condenada na justiça, é enviada para uma clínica de recuperação de alcoolismo. A festa, que parecia não ter fim, chega ao seu final.

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Forças do Destino

Título no Brasil: Forças do Destino
Título Original: Forces of Nature
Ano de Lançamento: 1999
País: Estados Unidos
Estúdio: DreamWorks Pictures
Direção: Bronwen Hughes
Roteiro: Marc Lawrence
Elenco: Sandra Bullock, Ben Affleck, Maura Tierney, Steve Zahn, Blythe Danner, Ronny Cox

Sinopse: 
Ben Holmes está prestes a se casar com Bridget e precisa viajar de Nova York até Savannah, na Geórgia, para chegar a tempo de seu casamento. Pouco antes da viagem, porém, um acidente com o avião faz com que ele fique com medo de voar e seja obrigado a procurar outra maneira de chegar ao destino. Durante a viagem, Ben conhece Sarah Lewis, uma jovem espontânea, aventureira e completamente diferente dele. Os dois acabam seguindo juntos por estrada, enfrentando uma sucessão de acontecimentos inesperados que tornam a viagem cada vez mais complicada. Carros, trens, ônibus, tempestades e outros imprevistos transformam os dois dias seguintes em uma verdadeira aventura. Enquanto tentam chegar a Savannah, Ben começa a questionar algumas das certezas que tinha sobre sua vida e seu casamento. A convivência com Sarah faz surgir uma aproximação que ele não esperava, colocando seus planos para o futuro em conflito com sentimentos novos.

Comentários: 
Forças do Destino é uma comédia romântica de estrada que combina situações de humor, romance e aventura com uma história sobre escolhas pessoais e relacionamentos. Sandra Bullock interpreta Sarah com seu habitual estilo espontâneo e carismático, enquanto Ben Affleck apresenta Ben como um homem mais contido, que inicialmente está concentrado apenas em chegar ao próprio casamento. A química entre os dois protagonistas é o principal elemento da produção, já que a longa viagem permite que suas personalidades sejam reveladas gradualmente. Maura Tierney interpreta Bridget, a noiva de Ben, enquanto Steve Zahn participa como Alan, acrescentando vários momentos de humor à jornada. A direção de Bronwen Hughes utiliza os desastres e contratempos da viagem para movimentar a história e aproximar os personagens. O filme foi lançado nos Estados Unidos em 19 de março de 1999 e teve classificação PG-13.

A recepção crítica foi bastante dividida. Roger Ebert, em crítica publicada no Chicago Sun-Times, considerou que o roteiro era excessivamente artificial e criticou especialmente o desenvolvimento da história e seu desfecho. Já a produção encontrou seu público entre os espectadores interessados em comédias românticas protagonizadas por grandes estrelas de Hollywood. O filme teve orçamento estimado em US$ 75 milhões e arrecadou cerca de US$ 93,9 milhões mundialmente, enquanto sua bilheteria doméstica nos Estados Unidos ficou em aproximadamente US$ 52,9 milhões. Mesmo sem alcançar o mesmo reconhecimento de outros trabalhos de Sandra Bullock daquele período, Forças do Destino permanece como uma produção característica das comédias românticas de fim dos anos 1990. A presença de Bullock e Affleck, a viagem repleta de acontecimentos e a combinação de romance com humor deram ao filme uma identidade própria dentro do gênero. Hoje, a obra também é lembrada por reunir dois atores que estavam em grande evidência no cinema americano naquele momento.

Erick Steve. 

Da Magia à Sedução

Título no Brasil: Da Magia à Sedução
Título Original: Practical Magic
Ano de Produção: 1998
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros
Direção: Griffin Dunne
Roteiro: Alice Hoffman, Robin Swicord
Elenco: Sandra Bullock, Nicole Kidman, Stockard Channing, Dianne Wiest, Evan Rachel Wood, Aidan Quinn
  
Sinopse:
Duas irmãs, Sally (Sandra Bullock) e Gillian (Nicole Kidman), tentam fugir de uma maldição secular. As mulheres de sua família, bruxas em um passado distante, não conseguem ser felizes no amor. Os homens com quem elas se envolvem geralmente acabam tendo finais trágicos. Para fugir desse destino tão cruel elas então tentam mudar o futuro, olhando para as lições do passado. Filme vencedor do Blockbuster Entertainment Awards na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante (Stockard Channing).

Comentários:
É um filme que hoje em dia está mais do que datado. E isso nem faz muita diferença pois o filme realmente nunca foi grande coisa! O roteiro jamais convence, é tudo muito popzinho, inofensivo, nada marcante. Revisto hoje em dia o maior atrativo vem obviamente do elenco, com uma ótima dupla de beldades de Hollywood, ainda bem jovens, bonitas e sensuais na época, prestes a se tornarem grandes estrelas de cinema (na época do filme elas ainda não tinham atingido esse status, sendo apenas atrizes promissoras). Como escrevi o argumento é bobinho, bobinho, tudo baseado na obra teen da escritora Alice Hoffman (alguém ainda lembra dos livros dela?). Nicole Kidman, já com os cabelos alisados, sem aqueles grandes cachos do começo de sua carreira, mas ainda bem ruivos, rouba todas as atenções com sua beleza. Já Bullock faz a linha mais inteligente, intelectual, embora também esteja muito bonita em cena. Um detalhe curioso: esse foi um dos primeiros trabalhos de Evan Rachel Wood (de "Westworld"). Ela era apenas uma garotinha e foi indicada, veja só, ao prêmio da Young Artist Awards! Mas enfim, esse é mesmo um desses filmes sobre magia que eram direcionados mais para o público jovem dos anos 90. Hoje em dia anda bem esquecido, o que não deixa de ser completamente compreensível porque é um filme bem mais ou menos.

Pablo Aluísio.

Enquanto Você Dormia

Título no Brasil: Enquanto Você Dormia
Título Original: While You Were Sleeping
Ano de Produção: 1995
País: Estados Unidos
Estúdio: Hollywood Pictures
Direção: Jon Turteltaub
Roteiro: Daniel G. Sullivan, Fredric Lebow
Elenco: Sandra Bullock, Bill Pullman, Peter Gallagher, Peter Boyle, ack Warden, Glynis Johns

Sinopse:
Lucy (Sandra Bullock) trabalha vendendo bilhetes no metrô de Chicago. Certo dia ela acaba salvando a vida de um passageiro e passa a ser confundida como se fosse a namorada dele, o que gera uma série de mal-entendidos e confusões de todos os tipos. Filme indicado ao Globo de Ouro na categoria de melhor atriz - musical ou comédia (Sandra Bullock).

Comentários:

A atriz Sandra Bullock começou a se transformar em estrela de Hollywood nesse filme. Essa produção era para ser apenas uma comédia romântica como tantas outras que eram lançadas naquela mesma temporada, mas acabou se tornando um grande sucesso de bilheteria. Qual era o segredo desse sucesso? Para muitos críticos na época de lançamento do filme, o segredo era o carisma da própria Sandra Bullock. Ela foi a alma desse filme, encantando a todos. Sua personagem tinha o estilo certo para agradar ao grande público. Além disso todos estavam em busca de um filme romântico, leve, bem humorado, com jeitão de filmes de romance da era de ouro de Hollywood. Com todos esses elementos nos lugares certos, o filme acabou funcionando muito bem. E o diretor Jon Turteltaub que era acostumado a dirigir comédias mais exageradas também acertou a mão. Ao lado da atriz encontrou o caminho certo, principalmente no uso de sutileza e elegância necessárias para se contar uma boa história de amor.

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Um Sonho Sem Limites

Título no Brasil: Um Sonho Sem Limites
Título Original: To Die For
Ano de Lançamento: 1995
País: Estados Unidos e Reino Unido
Estúdio: Columbia Pictures
Direção: Gus Van Sant
Roteiro: Buck Henry e Joyce Maynard
Elenco: Nicole Kidman, Matt Dillon, Joaquin Phoenix, Casey Affleck, Illeana Douglas e Alison Folland

Sinopse: 
Suzanne Stone é uma jovem ambiciosa que vive em uma pequena cidade e sonha em se tornar uma personalidade famosa da televisão. Determinada a alcançar o sucesso, ela consegue um emprego em uma emissora local e passa a acreditar que sua carreira poderá levá-la ao estrelato. Seu casamento com Larry Maretto, proprietário de uma pizzaria, começa a ser visto por ela como um obstáculo para seus objetivos. Suzanne então decide produzir um documentário sobre adolescentes e aproxima-se de três jovens que passam por dificuldades pessoais e sociais. Entre eles está Jimmy Emmett, um rapaz problemático que desenvolve uma forte ligação com ela. Aos poucos, Suzanne começa a manipular os jovens para que atendam aos seus interesses. Sua obsessão pela fama cresce até transformar sua busca pelo sucesso em uma perigosa conspiração criminosa.

Comentários: 
Um Sonho Sem Limites é uma das produções mais interessantes da carreira de Gus Van Sant e utiliza humor negro e sátira para mostrar o lado sombrio da busca pela fama. Nicole Kidman apresenta uma atuação muito diferente de seus trabalhos anteriores, construindo Suzanne Stone como uma personagem aparentemente simpática, mas extremamente manipuladora. Matt Dillon interpreta o marido de Suzanne com simplicidade, enquanto Joaquin Phoenix se destaca como Jimmy, um jovem vulnerável que acaba sendo influenciado por ela. Casey Affleck também participa como Russell, outro dos adolescentes envolvidos na trama. O filme consegue misturar comédia, drama, crime e suspense psicológico sem abandonar seu tom irônico. A crítica destacou especialmente a atuação de Nicole Kidman, que recebeu o Globo de Ouro de Melhor Atriz em Comédia ou Musical em 1996 e também foi indicada ao BAFTA.

A produção foi apresentada inicialmente no Festival de Cannes em maio de 1995 e chegou aos cinemas americanos em setembro daquele ano, recebendo posteriormente lançamento internacional. Embora tenha uma história bastante sombria, o diretor evita tratar Suzanne como uma vilã tradicional e prefere mostrar como sua obsessão pelo sucesso é alimentada pela própria cultura da televisão. O roteiro, baseado no romance de Joyce Maynard, também funciona como uma crítica à necessidade de transformar tudo em espetáculo. Nicole Kidman tornou Suzanne uma personagem marcante justamente por combinar ingenuidade aparente, charme e frieza. O filme posteriormente passou a ser considerado um dos trabalhos mais importantes da atriz durante os anos 1990 e ajudou a consolidar sua carreira internacional. Seu legado permanece ligado à sátira da televisão, à atuação de Kidman e à abordagem provocadora de Gus Van Sant sobre fama, ambição e manipulação.

Erick Steve. 

Batman Eternamente

Título no Brasil: Batman Eternamente
Título Original: Batman Forever
Ano de Lançamento: 1995
País: Estados Unidos e Reino Unido
Estúdio: Warner Bros.
Direção: Joel Schumacher
Roteiro: Lee Batchler, Janet Scott Batchler e Akiva Goldsman
Elenco: Val Kilmer, Tommy Lee Jones, Jim Carrey, Nicole Kidman, Chris O'Donnell e Michael Gough

Sinopse: 
Bruce Wayne continua atuando como Batman e agora precisa enfrentar dois perigosos inimigos que ameaçam Gotham City: Harvey Dent, conhecido como Duas-Caras, e Edward Nygma, que se transforma no Charada. Ao mesmo tempo, o herói começa a questionar sua própria missão e os traumas provocados pela morte de seus pais. A situação se complica ainda mais quando Dick Grayson, um jovem que perdeu a família por causa de Duas-Caras, entra na vida de Bruce. Determinado a combater o crime, Dick acaba se tornando Robin e passa a atuar ao lado de Batman. Enquanto os dois enfrentam seus inimigos, Bruce também se aproxima da psicóloga Chase Meridian, que demonstra interesse pelo homem por trás da máscara. O Charada desenvolve uma máquina capaz de absorver as mentes dos habitantes de Gotham e pretende descobrir a verdadeira identidade de Batman. Para impedir seus adversários, Batman e Robin precisam superar suas diferenças e trabalhar juntos para salvar a cidade.

Comentários: 
Batman Eternamente marcou uma mudança significativa na série cinematográfica do Homem-Morcego, substituindo o tom mais sombrio dos filmes dirigidos por Tim Burton por uma abordagem mais colorida, exagerada e próxima das histórias em quadrinhos. Joel Schumacher assumiu a direção e criou uma Gotham repleta de neon, grandes cenários e uma estética visual bastante característica dos anos 1990. Val Kilmer assumiu o papel de Batman e apresentou uma interpretação mais séria de Bruce Wayne, enquanto Jim Carrey transformou o Charada em um vilão extremamente expansivo e cômico. Tommy Lee Jones interpretou Duas-Caras de maneira igualmente exagerada, contrastando com personagens mais tradicionais da franquia. Nicole Kidman interpretou Chase Meridian, acrescentando um elemento romântico à história, enquanto Chris O'Donnell estreou como Robin. O filme recebeu críticas mistas, mas teve grande repercussão comercial e arrecadou cerca de US$ 182,5 milhões somente nos Estados Unidos.

Apesar das críticas ao excesso de humor e ao estilo visual carregado, Batman Eternamente tornou-se um filme importante dentro da trajetória cinematográfica do personagem. A produção apresentou uma nova geração de espectadores ao universo de Batman e ajudou a transformar a franquia em um grande fenômeno de merchandising durante os anos 1990. A participação de Jim Carrey foi particularmente marcante e contribuiu para o enorme sucesso popular do filme naquele momento. A trilha sonora de Elliot Goldenthal também ajudou a estabelecer uma identidade própria para essa nova fase, enquanto a música “Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me”, do U2, tornou-se um dos destaques da divulgação do longa. O filme foi indicado a três Oscars, incluindo Melhor Fotografia, Melhor Edição de Som e Melhor Som. Mesmo sendo visto hoje de maneira mais dividida, Batman Eternamente permanece como um retrato bastante característico do cinema de super-heróis dos anos 1990. Seu legado está principalmente na introdução de Robin, na interpretação de Val Kilmer e na estética exuberante que marcou a versão de Joel Schumacher para Gotham City.

Erick Steve.

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Um Sonho Distante

Título no Brasil: Um Sonho Distante
Título Original: Far and Away
Ano de Produção: 1992
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures
Direção: Ron Howard
Roteiro: Bob Dolman, Ron Howard
Elenco: Tom Cruise, Nicole Kidman, Thomas Gibson

Sinopse: 
O jovem Joseph Donnelly (Tom Cruise) decide deixar sua terra natal, a Irlanda, em busca de uma nova vida na América. Seu objetivo é participar da corrida em busca de novas terras na colonização do território do Oklahoma em 1893. O filme é um retrato da expansão rumo ao oeste dos Estados Unidos da América.

Comentários:
Após conhecer Nicole Kidman no set de "Dias de Trovão" e se apaixonar por ela, Cruise retorna à parceria nessa super produção com ares de filmes antigos. A pretensão do ator era realmente estrelar um épico ao velho estilo, com muitas cenas edificantes, músicas grandiosas e paisagens de cartão postal. Aqui ele interpreta um imigrante irlandês que vem tentar a sorte na América em 1892. O filme tem linda fotografia, uma direção de arte suntuosa e uma produção de encher os olhos mas não conseguiu cair no gosto do público. Feito para render milhões o filme comercialmente falando ficou bem abaixo das expectativas. De qualquer forma é um bom momento na carreira de Cruise, um filme que foi prejudicado por um marketing equivocado mas que mesmo assim vale a pena como bom entretenimento.

Pablo Aluísio.

Minha Vida

Minha Vida
Michael Keaton interpreta Bob Jones, um sujeito que descobre estar sofrendo de uma doença terminal que não o deixará acompanhar o crescimento e a vida de seus filhos em um futuro próximo. Inicialmente decepcionado com a trágica notícia, ele decide então gravar uma série de fitas para os garotos, com conselhos que todos os pais deveriam dar para os filhos. Numa delas ensina os meninos a tirarem a barba da forma correta, na outra deixa dicas preciosas de beisebol e por aí vai. Um filme que tentou ser leve, mas que tem um tema pesado, que simplesmente não dá para aliviar.

O filme não é grande coisa, mas também não chega a ser ruim completamente. Para ajudar na duração temos a linda Nicole Kidman interpretando Gail, a esposa de Bob (Keaton). Ela talvez seja o único motivo para rever o filme nos dias de hoje. Ainda jovem e muito bonita (se bem que ela nunca deixou de ser uma linda mulher), a atriz empresta graça e carisma a um roteiro meio capenga que perde o pique depois da segunda metade de duração. No final das contas o filme não fez muito sucesso (na realidade seu resultado comercial foi bem fraco) o que fez com que a carreira de Keaton fosse cada vez mais para o buraco. Foram tempos difíceis para o ex-Batman.

Minha Vida (My Life, Estados Unidos, 1993) Direção: Bruce Joel Rubin / Roteiro: Bruce Joel Rubin / Elenco: Michael Keaton, Nicole Kidman, Bradley Whitford / Sinopse: Um homem que descobre que vai morrer em breve decide gravar uma série de vídeos para serem assistidos pelos seus filhos, em um futuro próximo.

Pablo Aluísio.

Malícia

Título no Brasil: Malícia
Título Original: Malice
Ano de Produção: 1993
País: Estados Unidos
Estúdio: Castle Rock Entertainment
Direção: Harold Becker
Roteiro: Aaron Sorkin, Jonas McCord
Elenco: Alec Baldwin, Nicole Kidman, Bill Pullman
  
Sinopse:
Um conto sobre um casal, há pouco tempo casado, que gostaria muito de realizar o sonho de ter filhos. A esposa Tracy (Nicole Kidman) ensina arte e Andy (Bill Pullman) está no topo de sua carreira, exercendo a função de reitor em uma bela Universidade. A vida do casal muda repentinamente quando Tracy passa mal e é levada ao hospital, onde acaba conhecendo o médico Jed (Alec Baldwin), que tem planos sombrios para o futuro daquele casal. Filme vencedor do festival Cognac Festival du Film Policier na categoria de Melhor Direção (Harold Becker).

Comentários:
Nicole Kidman, quando jovem, foi uma das mulheres mais bonitas do cinema. Hoje, claro, ela ainda continua charmosa e mais elegante do que nunca, naquele tipo de sensualidade que apenas a maturidade consegue trazer para o sexo feminino, mas no começo de sua carreira ela era realmente algo impressionante. Uma beleza estupenda, de fechar quarteirão. Não sei exatamente a razão (ou talvez até saiba demais), mas o fato é que sempre associei sua figura à da princesa e musa Grace Kelly. Como não tive a oportunidade de viver na época de Kelly, transportei, até de forma inconsciente, aquela imagem para a Nicole Kidman, que acabou se tornando assim em minha mente a Grace Kelly da minha vida de cinéfilo na modernidade. Dito isso não vou me alongar muitos nos supostos méritos desse filme. Ele é apenas ok em minha opinião. É um daqueles Thrillers típicos dos anos 1990. Bem feito, com roteiro redondinho. Bom para ver em casa no VHS. Sem receios de parecer vazio ou superficial escrevo que o grande atrativo de "Malice" é mesmo a presença luminosa de uma jovem Kidman, linda de morrer! Impossível não se apaixonar. Todo o resto é secundário.

Pablo Aluísio.