quinta-feira, 30 de julho de 2026

Pretty Baby – Menina Bonita

Pretty Baby – Menina Bonita
Essa semana, para minha surpresa, me deparei com esse filme sendo exibido em um canal a cabo pelo período da tarde. Sem falsos moralismos acredito que esse definitivamente não seja o horário adequado para a exibição dessa película. O motivo? Basta dar uma lida na sinopse para descobrir. O filme narra a vida de uma garota de apenas 12 anos, Violet, interpretada por Brooke Shields. A estória se passa em New Orleans no começo do século XX. Tudo estaria tudo bem se não fossem as circunstâncias que rondam a vida da jovem. Ela é filha de uma prostituta, interpretada por Susan Sarandon. Vive dentro de um bordel decadente e lascivo. Como se não bastasse tem sua virgindade leiloada sem pudores durante uma noite. Entre os clientes que dão seus lances estão políticos (um senador depravado), empresários, homens de negócios e até mesmo sujeitos que passam a imagem de serem acima de qualquer suspeita dentro da sociedade. A cena do leilão é tratada com fina naturalidade, o que deixa tudo ainda mais perturbador.

O filme ainda trata sobre um improvável romance envolvendo a garotinha e um homem bem mais velho que ganha a vida vendendo fotos de nudismo das prostitutas – clicando inclusive a própria mãe da personagem de Brooke Shields. O filme tem nudez moderada (apenas seios à mostra) mas pelo tema forte e complicado do ponto de vista moral só deveria ser exibido tarde da noite, em um horário mais adequado para sua proposta. Aqui obviamente não se trata de censura mas de bom senso apenas. Tirando as questões morais de lado é importante ainda chamar a atenção para a postura do filme sobre o tema de que trata. As prostitutas, as doenças, a vida sacrificada e explorada, tudo vai surgindo na tela com se fosse algo muito natural na vida daquelas personagens. O diretor Louis Malle parece muito à vontade em contar essa estória. Algumas das mulheres nasceram em bordéis e não conseguem ver outra vida pela frente. A dona do estabelecimento, uma cafetina destruída pela vida e pelo tempo, mais parece uma personagem saída dos filmes de Fellini. Brooke Shields a estrela juvenil repudiou o filme alguns anos depois afirmando que não deveria ter feito algo assim. Olhando para trás devo concordar. O filme é bom, não restam dúvidas, mas seu tema é forte demais para uma atriz tão jovem quanto Brooke era na época. De uma forma ou outra vale a pena ser redescoberto nem que seja para vermos como a prostituição infantil era terrivelmente encarada como algo normal naquele passado distante.

Pretty Baby - Menina Bonita (Pretty Baby, Estados Unidos, 1978) Direção: Louis Malle / Roteiro: Polly Platt / Elenco: Brooke Shields, Keith Carradine, Susan Sarandon / Sinopse: Garota de 12 anos, filha de uma prostituta, tem sua virgindade leiloada no bordel onde vive. Ao mesmo tempo começa a ter sentimentos por um homem bem mais velho, um fotógrafo de nudismo.

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 24 de julho de 2026

Amor Sem Fim

Amor Sem Fim 
Amor Sem Fim (Endless Love) foi lançado em 17 de julho de 1981, dirigido por Franco Zeffirelli e baseado no romance homônimo de Scott Spencer. O roteiro foi escrito por Judith Rascoe, com revisões não creditadas de outros roteiristas durante a produção. O elenco principal reúne Brooke Shields, Martin Hewitt, Shirley Knight, Don Murray, Richard Kiley e Beatrice Straight. A história acompanha David Axelrod, um jovem de origem humilde profundamente apaixonado por Jade Butterfield, filha de uma rica família da alta sociedade. O relacionamento entre os dois é intenso e obsessivo, despertando a desaprovação dos pais da garota. Na tentativa desesperada de provar seu amor, David toma uma atitude impulsiva que desencadeia uma tragédia, levando-o a enfrentar consequências legais e emocionais que ameaçam destruir definitivamente o romance. O filme procura explorar os limites entre o amor verdadeiro, a paixão obsessiva e os conflitos entre diferentes classes sociais.

Quando estreou, Amor Sem Fim recebeu uma recepção crítica predominantemente negativa, apesar da enorme expectativa criada em torno de Brooke Shields, que vivia o auge de sua popularidade após A Lagoa Azul (1980). O The New York Times considerou que o filme sacrificava a profundidade psicológica do romance em favor de um melodrama excessivamente sentimental, observando que a paixão dos protagonistas parecia mais artificial do que convincente. O Los Angeles Times elogiou a elegância visual da direção de Franco Zeffirelli, mas criticou o desenvolvimento superficial dos personagens. A revista Variety afirmou que a produção era visualmente sofisticada, porém comprometida por um roteiro inconsistente e por um protagonista masculino sem o carisma necessário para sustentar a história. Muitos críticos também apontaram que Martin Hewitt demonstrava pouca experiência diante da forte presença de Brooke Shields. O consenso geral foi de que o filme possuía qualidades técnicas, mas não conseguia transmitir toda a força emocional presente no romance original.

Apesar das críticas desfavoráveis, Amor Sem Fim recebeu reconhecimento em uma categoria importante. A canção-tema "Endless Love", interpretada por Diana Ross e Lionel Richie, tornou-se um enorme sucesso internacional. A música foi indicada ao Oscar de Melhor Canção Original e ao Globo de Ouro, além de alcançar o primeiro lugar na parada Billboard Hot 100, permanecendo várias semanas no topo e tornando-se um dos maiores sucessos da década de 1980. Muitos críticos observaram que a trilha sonora acabou conquistando um prestígio muito superior ao do próprio filme. Até hoje, "Endless Love" é considerada uma das mais famosas baladas românticas da história da música popular.

Do ponto de vista comercial, Amor Sem Fim apresentou um desempenho satisfatório. Produzido com um orçamento estimado em cerca de US$ 20 milhões, arrecadou aproximadamente US$ 32,5 milhões nas bilheterias norte-americanas, obtendo ainda receitas adicionais no mercado internacional. Embora não tenha alcançado o status de grande blockbuster, o filme recuperou seu investimento e atraiu principalmente o público jovem interessado no romance entre Brooke Shields e Martin Hewitt. A popularidade da atriz e o enorme sucesso da música-tema contribuíram decisivamente para manter o longa em evidência durante vários meses. Posteriormente, o filme também obteve boa aceitação no mercado de vídeo doméstico e nas exibições televisivas, especialmente entre admiradores dos dramas românticos da década de 1980.

Atualmente, Amor Sem Fim é lembrado de maneira bastante diferente daquela observada em seu lançamento. Embora continue sendo considerado um filme inferior às melhores obras de Franco Zeffirelli, muitos espectadores passaram a apreciar sua fotografia elegante, a direção sensível e a atmosfera romântica característica do cinema do início dos anos 1980. Brooke Shields permanece como o principal destaque da produção, enquanto a canção "Endless Love" praticamente eclipsou o próprio filme, tornando-se um clássico absoluto da música romântica. O longa também é frequentemente citado como um retrato da estética cinematográfica da época e como uma curiosidade na carreira de Zeffirelli. Décadas depois de sua estreia, Amor Sem Fim continua despertando interesse tanto pela presença de Brooke Shields quanto por sua inesquecível trilha sonora.

Amor Sem Fim (Endless Love, Estados Unidos, 1981) Direção: Franco Zeffirelli / Roteiro: Judith Rascoe, baseado no romance Endless Love, de Scott Spencer / Elenco: Brooke Shields, Martin Hewitt, Shirley Knight, Don Murray, Richard Kiley e Beatrice Straight / Sinopse: Um jovem apaixonado por uma garota da alta sociedade leva seu amor ao extremo, desencadeando acontecimentos trágicos que colocam à prova seus sentimentos e transformam profundamente a vida de ambos.

Erick Steve. 

sexta-feira, 17 de julho de 2026

Brooke Shields e a Lagoa Azul

O filme A Lagoa Azul (The Blue Lagoon) foi lançado em 20 de junho de 1980, dirigido por Randal Kleiser e estrelado por Brooke Shields, Christopher Atkins, Leo McKern, William Daniels e Elva Josephson. Baseado no romance homônimo de Henry De Vere Stacpoole, publicado em 1908, o filme conta a história de Richard e Emmeline, duas crianças que sobrevivem a um naufrágio no Pacífico Sul ao lado de um velho marinheiro. Após a morte do único adulto que os acompanhava, os dois crescem completamente isolados em uma exuberante ilha tropical, aprendendo a sobreviver apenas com os recursos da natureza. Sem contato com a civilização, eles descobrem gradualmente o amor, a sexualidade e a formação de uma família, enfrentando desafios naturais e emocionais. A narrativa procura retratar a passagem da infância para a vida adulta em um ambiente paradisíaco, combinando romance, aventura e drama. As belas paisagens das ilhas Fiji contribuíram para transformar o filme em uma das produções visualmente mais marcantes do início da década de 1980.

Quando foi lançado, A Lagoa Azul recebeu uma recepção crítica predominantemente negativa. O The New York Times considerou que o filme privilegiava excessivamente a beleza de seus cenários e protagonistas em detrimento da profundidade dramática, classificando-o como uma obra visualmente atraente, mas emocionalmente superficial. O Los Angeles Times elogiou a fotografia exuberante, porém criticou o ritmo lento e a fragilidade do roteiro. A revista Variety reconheceu o enorme apelo comercial da produção, mas observou que a história apresentava desenvolvimento limitado e personagens pouco complexos. Muitos críticos também apontaram controvérsias relacionadas à sensualização de personagens adolescentes, especialmente devido à idade de Brooke Shields durante as filmagens, tema que gerou intenso debate na imprensa. Apesar das críticas ao roteiro, praticamente todos os veículos elogiaram a fotografia de Néstor Almendros e a beleza das locações naturais. Assim, a avaliação crítica foi majoritariamente desfavorável, embora alguns aspectos técnicos tenham sido amplamente reconhecidos.

Na temporada de premiações, A Lagoa Azul recebeu uma indicação ao Oscar na categoria de Melhor Fotografia, graças ao trabalho de Néstor Almendros, cuja utilização da luz natural foi amplamente elogiada. Brooke Shields também recebeu uma indicação ao Framboesa de Ouro de Pior Atriz, prêmio criado justamente naquele ano para destacar as produções mais criticadas de Hollywood. Ao longo do tempo, diversos críticos passaram a reconhecer que, embora o roteiro apresente limitações, a fotografia, a direção de arte e a trilha sonora contribuíram para criar uma atmosfera inesquecível. Publicações como The New Yorker destacaram o contraste entre a beleza visual da produção e a simplicidade de sua narrativa. O filme também permaneceu no centro de debates culturais sobre representação da adolescência e sexualidade no cinema. Dessa forma, sua importância histórica acabou ultrapassando sua recepção crítica inicial.

Do ponto de vista comercial, A Lagoa Azul foi um enorme sucesso de bilheteria. Produzido com um orçamento estimado em aproximadamente US$ 4,5 milhões, arrecadou cerca de US$ 58 milhões apenas nos Estados Unidos e mais de US$ 58 milhões no mercado internacional, superando amplamente suas expectativas comerciais. O público foi atraído pelas paisagens paradisíacas, pelo romance entre os protagonistas e pela forte campanha publicitária da Columbia Pictures. Christopher Atkins tornou-se uma revelação imediata, enquanto Brooke Shields consolidou sua posição como uma das jovens atrizes mais conhecidas do mundo. O filme também alcançou enorme popularidade nas exibições televisivas e posteriormente no mercado de vídeo doméstico. Embora a crítica permanecesse dividida, a resposta do público foi extremamente favorável, garantindo à produção o status de um dos maiores sucessos comerciais de 1980.

Atualmente, A Lagoa Azul continua sendo um dos romances mais conhecidos do cinema das décadas de 1970 e 1980. Apesar de ainda despertar discussões sobre alguns de seus temas e escolhas de produção, o filme conquistou uma legião de admiradores graças à sua fotografia exuberante, à trilha sonora delicada e ao clima de fantasia romântica. A atuação de Brooke Shields permanece uma das mais lembradas de sua juventude, enquanto Christopher Atkins ficou para sempre associado ao papel de Richard. A influência do filme pode ser percebida em diversas produções posteriores ambientadas em ilhas desertas e romances de sobrevivência. Também gerou continuações e uma refilmagem para a televisão, embora nenhuma delas tenha alcançado o mesmo impacto cultural da versão de 1980. Mais de quatro décadas após seu lançamento, A Lagoa Azul permanece um clássico popular do cinema romântico de aventura.

A Lagoa Azul (The Blue Lagoon, Estados Unidos, 1980) Direção: Randal Kleiser / Roteiro: Douglas Day Stewart, baseado no romance The Blue Lagoon, de Henry De Vere Stacpoole / Elenco: Brooke Shields, Christopher Atkins, Leo McKern, William Daniels, Elva Josephson e Glenn Kohan / Sinopse: Dois jovens sobrevivem a um naufrágio e crescem isolados em uma ilha tropical, onde aprendem a sobreviver, descobrem o amor e enfrentam os desafios da vida longe da civilização.

Erick Steve. 

A Lagoa Azul

Título no Brasil: A Lagoa Azul
Título Original: The Blue Lagoon
Ano de Produção: 1980
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures
Direção: Randal Kleiser
Roteiro: Douglas Day Stewart baseado no livro de Henry De Vere Stacpoole
Elenco: Brooke Shields, Christopher Atkins, Leo McKern

Sinopse:
Casal de náufragos vive em ilha perdida no pacífico sul. Juntos vão crescendo e vivendo as primeiras experiências amorosas e sentimentais. Filme indicado ao Oscar na categoria de Melhor Fotografia (Néstor Almendros). Indicado ao Globo de Ouro na categoria de revelação masculina (Christopher Atkins). "Vencedor" do Framboesa de Ouro na categoria Pior Atriz (Brooke Shields).

Comentários:
Se você perguntasse a um jovem do começo da década de 80 quem ele levaria para uma ilha deserta era quase certo que ele responderia: Brooke Shields. O filme "A Lagoa Azul" estaria em cartaz e a bela adolescente fazia parte do imaginário romântico e sexual de todo garoto daqueles anos. De certa forma "A Lagoa Azul" era o sonho de todo rapaz apaixonado. Ficar sozinho com uma linda jovem em uma ilha paradisíaca no meio do Oceano. O roteiro foi escrito a partir do famoso livro do romancista inglês Henry De Vere Stacpoole. A estória em si já é uma miscelânea dos ideais românticos que se espalharam pela literatura no começo do século XX. Lá está a jovem donzela, o garoto, quase homem, que a venera e o cenário extremamente bucólico ao redor. Além do romantismo, "A Lagoa Azul" ainda pincela momentos que de uma forma ou outra revisitam o livro do gênesis da Bíblia. Pois ambos são puros de coração mas vão aos poucos se descobrindo, perdendo a inocência original.

O filme foi realizado nas lindas locações das ilhas Fiji. Houve um certo desconforto com as muitas cenas sensuais e de nudez pois a atriz Brooke Shileds era menor de idade. Com extrema sensibilidade o diretor  Randal Kleiser resolveu então com habilidade na edição suavizar esses momentos, deixando tudo com um olhar de muito bom gosto, conseguindo ser sensual sem se tornar vulgar ou apelativo. Com isso a produção conseguiu uma classificação etária que não prejudicasse sua bilheteria. E por falar em bilheterias "A Lagoa Azul" se tornou um filme extremamente lucrativo para o estúdio. Com custo reduzido de meros quatro milhões de dólares conseguiu render quase 80 milhões ao redor do mundo, um resultado realmente excepcional para a Columbia que dessa forma encheu seus cofres, superando uma velha crise financeira que teimava em persistir por anos. O sucesso transformou  Brooke Shields em estrela, conseguindo um bom espaço que só não foi maior por causa de erros na administração de sua carreira. Pior aconteceu com seu parceiro de cena, Christopher Atkins, que não conseguiu alcançar maiores vôos. De qualquer modo mesmo tendo consciência que o filme envelheceu e que de certa forma saturou por ter sido muito satirizado ao longo dos anos, não há como negar que ainda continua charmoso e muito romântico, quase atemporal. Se você é uma pessoa que ainda acredita no amor não deixe de assistir "A Lagoa Azul".

Pablo Aluísio.

De Volta à Lagoa Azul

Título no Brasil: De Volta à Lagoa Azul
Título Original: Return to the Blue Lagoon
Ano de Produção: 1991
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures
Direção: William A. Graham
Roteiro: Henry De Vere Stacpoole, Leslie Stevens
Elenco: Brian Krause, Milla Jovovich, Lisa Pelikan

Sinopse:
Duas crianças são abandonadas e ficam isoladas numa linda ilha no Pacífico Sul. Ao se tornarem adolescentes começam a perceber estranhos sentimentos uma em relação à outra. Não tarda para que o romance entre elas surja com toda a intensidade própria da idade.

Comentários:
Sem dúvida um dos filmes mais oportunistas que se tem notícia. A Columbia não assumiu o filme como um remake e nem como uma continuação - assim é complicado entender do que se trata mesmo esse "De Volta à Lagoa Azul". A premissa é completamente a mesma do famoso sucesso com Brooke Shields no começo dos anos 80. Um filme feito para jovens apaixonados que gostariam de viver um grande amor numa ilha paradisíaca perdida no meio da imensidão do Oceano Pacífico. O problema é que aqui não podemos contar nem mesmo com o carisma do casal de atores do filme original. A modelo Milla Jovovich pela primeira vez chama a atenção no cinema. Mal sabia ela que sua carreira só iria decolar mesmo depois de encontrar zumbis no meio do caminho na franquia de terror "Resident Evil". Se Milla não é grande coisa como atriz imagine seu nulo parceiro, Brian Krause, em cena. Enfim uma refilmagem completamente desnecessária e inútil que, como sempre, só se salva pela linda fotografia que procura tirar todo o proveito da maravilhosa ilha onde tudo foi filmado. Fora isso nada digno de nota.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 15 de julho de 2026

George Washington

Título no Brasil: George Washington 
Título Original: Young Washington
Ano de Lançamento: 2026
País: Estados Unidos
Estúdio: Wonder Project, 2521 Entertainment e Angel Studios
Direção: Jon Erwin
Roteiro: Jon Erwin, Diederik Hoogstraten e Tom Provost
Elenco: William Franklyn-Miller, Ben Kingsley, Andy Serkis, Mary-Louise Parker, Kelsey Grammer, Joel David Smallbone, Mia Rodgers e Jonno Davies. O filme estreou no Festival de Tribeca em junho de 2026 antes de seu lançamento comercial nos Estados Unidos em 3 de julho de 2026.

Sinopse:
Antes de se tornar o primeiro presidente dos Estados Unidos e um dos principais líderes da independência americana, George Washington era apenas um jovem oficial da milícia da Virgínia tentando provar seu valor. A narrativa acompanha os acontecimentos da Guerra Franco-Indígena, quando uma missão comandada pelo inexperiente Washington termina em desastre e contribui para desencadear um conflito de dimensões mundiais. Obrigado a enfrentar os próprios erros, lidar com derrotas militares e conquistar o respeito de seus superiores, o jovem oficial inicia um processo de amadurecimento que moldará o homem destinado a liderar a Revolução Americana anos depois. O filme combina grandes cenas de batalha com um drama biográfico centrado na formação moral e política de Washington, enfatizando os desafios pessoais que antecederam sua consagração como um dos fundadores dos Estados Unidos.

Comentários:
Young Washington foi lançado como parte das comemorações dos 250 anos da independência dos Estados Unidos e despertou grande interesse por abordar um período pouco explorado da vida de George Washington. A crítica americana recebeu o filme de forma moderadamente positiva. No Rotten Tomatoes, a aprovação inicial ficou em torno de 60%, indicando uma recepção favorável, embora distante do consenso entusiasmado obtido por grandes épicos históricos recentes. Diversos críticos elogiaram a direção de Jon Erwin por privilegiar o desenvolvimento humano do protagonista em vez de construir uma narrativa excessivamente patriótica. A revista Entertainment Weekly destacou a atuação de William Franklyn-Miller, afirmando que o jovem ator consegue retratar Washington como um líder inseguro, impulsivo e falível, tornando sua evolução dramática convincente. Também receberam muitos elogios as interpretações de Ben Kingsley, no papel do governador Robert Dinwiddie, e de Andy Serkis como o general britânico Edward Braddock. A fotografia das batalhas e o cuidadoso trabalho de reconstituição histórica foram frequentemente apontados entre os maiores méritos técnicos da produção. Ao mesmo tempo, alguns críticos observaram que o roteiro simplifica determinados acontecimentos históricos e adota um tom bastante reverente em relação ao personagem principal.

Entre o público, a recepção foi significativamente mais calorosa do que entre os críticos. O filme recebeu nota A no CinemaScore e alcançou cerca de 92% de aprovação da audiência no site da Angel Studios, demonstrando forte aceitação entre os espectadores. Nas comunidades de cinema, as opiniões foram bastante variadas. Alguns espectadores elogiaram o equilíbrio entre espetáculo e drama histórico, comparando a produção a clássicos como The Patriot e Braveheart em sua abordagem das batalhas e do heroísmo. Outros criticaram o tom excessivamente idealizado da narrativa e questionaram a ausência de maior aprofundamento em aspectos mais controversos da biografia de George Washington. Comercialmente, o longa representou um dos maiores sucessos da história da Angel Studios, registrando uma forte estreia no feriado da Independência americana e levando o estúdio a anunciar rapidamente o desenvolvimento de uma sequência intitulada 1776, que deverá acompanhar Washington durante a Revolução Americana.

Erick Steve. 

Uma Casa na Pradaria

Título no Brasil: Uma Casa na Pradaria
Título Original: Little House on the Prairie
Ano de Lançamento: 2026
País: Estados Unidos
Plataforma: Netflix
Produção: CBS Studios, Anonymous Content Studios e Trip Friendly Productions
Criação: Rebecca Sonnenshine, baseada na série de livros de Laura Ingalls Wilder
Elenco: Luke Bracey, Crosby Fitzgerald, Alice Halsey, Skywalker Hughes, Warren Christie, Jocko Sims, Meegwun Fairbrother, Alyssa Wapanatâhk, Barrett Doss e Ryan Robbins. A primeira temporada estreou em julho de 2026, com oito episódios, e foi renovada para uma segunda temporada antes mesmo da estreia oficial.

Sinopse:
A nova adaptação de Little House on the Prairie retorna às origens da obra de Laura Ingalls Wilder, inspirando-se diretamente nos livros autobiográficos da autora. Diferentemente da clássica série estrelada por Michael Landon, a primeira temporada é ambientada em Independence, Kansas, acompanhando a chegada da família Ingalls ao Oeste americano durante a década de 1870. Charles e Caroline Ingalls procuram construir uma nova vida ao lado das filhas Mary e Laura, enfrentando as dificuldades da fronteira, as intempéries, a escassez de recursos e os conflitos inerentes ao processo de colonização. A produção também amplia a perspectiva histórica ao incluir personagens indígenas da Nação Osage, afro-americanos e outros grupos frequentemente ausentes das adaptações anteriores, oferecendo uma visão mais abrangente e historicamente contextualizada da expansão para o Oeste. O resultado é um drama familiar que combina aventura, amadurecimento e reflexão sobre as complexas relações sociais da época.

Comentários:
A nova versão de Uma Casa na Pradaria foi recebida de maneira amplamente positiva pela crítica americana, que destacou sua proposta de modernizar a obra sem abandonar os valores centrais dos livros de Laura Ingalls Wilder. No Rotten Tomatoes, a primeira temporada estreou com 80% de aprovação da crítica, refletindo um consenso favorável quanto à qualidade da produção. A revista Entertainment Weekly elogiou a escolha do elenco, especialmente Alice Halsey como Laura Ingalls e Luke Bracey como Charles Ingalls, afirmando que a série preserva o espírito da obra original enquanto amplia sua perspectiva histórica. A revista Marie Claire destacou que Rebecca Sonnenshine optou por uma adaptação mais fiel aos livros do que à série dos anos 1970, incorporando personagens indígenas, afro-americanos e figuras históricas reais para retratar de maneira mais completa a vida na fronteira americana. Muitos críticos também elogiaram a fotografia cinematográfica, as locações naturais e a direção, observando que a produção apresenta um tom mais dramático e realista do que sua antecessora. Outro aspecto bastante elogiado foi o cuidado em reconstruir o cotidiano dos pioneiros, valorizando o trabalho agrícola, as dificuldades da sobrevivência e a convivência entre diferentes culturas no Kansas do século XIX. Antes mesmo de sua estreia, a Netflix anunciou a renovação para uma segunda temporada, demonstrando grande confiança no projeto.

Entre o público, a recepção foi mais dividida, principalmente em razão das inevitáveis comparações com a série clássica estrelada por Michael Landon. Muitos espectadores elogiaram a abordagem mais fiel aos livros e a qualidade técnica da produção, que rapidamente figurou entre os programas mais assistidos da Netflix em diversos países. Em fóruns de fãs, vários comentários destacaram a excelente interpretação de Alice Halsey como Laura e a forma como a série desenvolve personagens historicamente negligenciados nas adaptações anteriores. Por outro lado, alguns admiradores da produção de 1974 sentiram falta do tom mais caloroso e sentimental característico da versão clássica. Em discussões no Reddit, parte dos espectadores considerou que a nova série adota uma linguagem contemporânea em excesso e apresenta menos carga emocional do que a obra original, enquanto outros elogiaram justamente sua tentativa de construir um retrato mais complexo e historicamente fundamentado da vida na fronteira americana. Apesar dessas divergências, o consenso é que a Netflix conseguiu revitalizar uma das propriedades mais importantes da televisão americana para uma nova geração, preservando os temas centrais de família, perseverança e esperança que tornaram Little House on the Prairie um clássico atemporal. Além do bom desempenho de audiência, a rápida renovação para uma segunda temporada reforçou a confiança da plataforma no potencial da série para se tornar uma franquia duradoura.

Erick Steve. 

Mensagens para Isabelle

Título no Brasil: Mensagens para Isabelle
Título Original: Voicemails for Isabelle
Ano de Lançamento: 2026
País: Estados Unidos
Estúdio: Netflix Studios, Escape Artists e Sony Pictures Releasing
Direção: Leah McKendrick
Roteiro: Leah McKendrick
Elenco: Zoey Deutch, Nick Robinson, Nick Offerman, Lukas Gage, Harry Shum Jr., Ciara Bravo, Megan Danso, Toby Sandeman e Spencer Lord. O filme estreou mundialmente na Netflix em 19 de junho de 2026.

Sinopse:
Jill é uma jovem confeiteira que vive em San Francisco e ainda tenta lidar com a morte de sua irmã, Isabelle, vítima de fibrose cística. Como forma de manter viva a ligação entre as duas, ela continua deixando mensagens de voz no antigo número de telefone da irmã, contando seus medos, fracassos, sonhos e acontecimentos do dia a dia. O que Jill não sabe é que o número foi transferido para Wes, um corretor de imóveis que vive em Austin. Aos poucos, Wes passa a ouvir aquelas mensagens profundamente pessoais e acaba se apaixonando por uma mulher que nunca conheceu. Quando os dois finalmente se encontram, nasce uma delicada história de amor marcada por segredos, culpa e pelo desafio de revelar a verdade sobre a origem daquele improvável relacionamento. Misturando romance, comédia e drama, o filme aborda temas como luto, superação e a importância das conexões humanas.

Comentários:
Mensagens para Isabelle foi uma das maiores surpresas da Netflix em 2026. Escrito e dirigido por Leah McKendrick, o filme conquistou a crítica especializada por transformar uma premissa potencialmente problemática em uma história sensível sobre perda e recomeço. No Rotten Tomatoes, a produção estreou com 88% de aprovação, e o consenso dos críticos afirmou que o filme "tem sucesso ao fundamentar seu romance em emoção autêntica e humor centrado nos personagens, com atuações envolventes que tornam sua história agridoce tão emocionante quanto divertida". A revista Entertainment Weekly destacou Voicemails for Isabelle entre os lançamentos mais importantes do verão da Netflix, elogiando especialmente o roteiro de McKendrick e a química entre Zoey Deutch e Nick Robinson. O site Decider reconheceu que a premissa poderia parecer moralmente desconfortável, mas ressaltou que a interpretação extremamente carismática de Zoey Deutch consegue sustentar a narrativa, equilibrando humor, romance e emoção de forma convincente. A atuação de Deutch recebeu elogios praticamente unânimes, sendo considerada uma das melhores de sua carreira, enquanto Nick Robinson foi apontado como o parceiro ideal para construir um romance delicado e emocionalmente honesto.

Entre o público, a recepção foi ainda mais calorosa. O filme rapidamente alcançou o topo das produções mais assistidas da Netflix em diversos países e tornou-se um dos romances mais comentados do ano. Em comunidades como o Reddit, muitos espectadores afirmaram que a produção lembrava as grandes comédias românticas dos anos 1990 e 2000, destacando o equilíbrio entre humor e emoção. Diversos comentários elogiaram o relacionamento entre Jill e Isabelle como o verdadeiro coração da história, observando que o filme fala tanto sobre o amor entre irmãs quanto sobre romance. Houve, entretanto, algumas críticas à lógica da premissa, principalmente quanto ao comportamento de Wes ao ouvir as mensagens antes de revelar a verdade, questão debatida por parte da imprensa e dos fãs. Mesmo assim, a maioria considerou que o roteiro consegue resolver esse dilema de maneira satisfatória. A trilha sonora, que reúne artistas como Robyn, Taylor Swift, Benson Boone e Kesha, também recebeu muitos elogios por reforçar a carga emocional da narrativa. Ao final, Mensagens para Isabelle consolidou-se como uma das comédias românticas mais elogiadas de 2026, demonstrando que ainda há espaço para histórias românticas originais e emocionalmente maduras no cinema contemporâneo.

Erick Steve.

sexta-feira, 10 de julho de 2026

Flertando: Aprendendo a Viver

Título no Brasil: Flertando: Aprendendo a Viver
Título Original: Flirting
Ano de Lançamento: 1991
País: Austrália
Estúdio: Kennedy Miller Productions
Direção: John Duigan
Roteiro: John Duigan
Elenco: Noah Taylor, Thandiwe Newton, Nicole Kidman, Naomi Watts, Bartholomew Rose, Kym Wilson e Marshall Napier.

Sinopse:
Sequência de The Year My Voice Broke (1987), Flirting acompanha o jovem Danny Embling, agora estudante em um rígido internato masculino australiano durante a década de 1960. Inteligente, sensível e pouco adaptado ao ambiente dominado pela disciplina e pelo bullying, Danny conhece Thandiwe Adjewa, uma brilhante estudante de origem ugandense que frequenta um colégio feminino próximo. Os dois iniciam um delicado romance, mas logo enfrentam a oposição provocada pelo preconceito racial, pelas rígidas normas escolares e pelas expectativas sociais da época. Paralelamente, o filme retrata o amadurecimento emocional de Danny e sua luta contra o autoritarismo presente nas instituições de ensino. Nicole Kidman interpreta Nicola, uma das alunas mais populares do colégio feminino, enquanto Naomi Watts aparece em um pequeno papel, em uma de suas primeiras atuações no cinema.

Comentários:
Flirting foi recebido com entusiasmo pela crítica australiana e internacional, sendo considerado um dos melhores filmes da carreira do diretor John Duigan. Diversos críticos elogiaram a sensibilidade com que o cineasta aborda temas como racismo, descoberta da sexualidade, amadurecimento e intolerância, evitando os clichês comuns dos dramas adolescentes. O jornal The New York Times destacou a delicadeza do romance entre Danny e Thandiwe e a autenticidade com que os conflitos da juventude são retratados. A revista Variety elogiou a direção de Duigan, observando que o filme consegue equilibrar humor, romance e crítica social sem perder sua naturalidade. A atuação de Noah Taylor foi amplamente elogiada pela vulnerabilidade e sinceridade que imprime ao protagonista, enquanto Thandiwe Newton, então em seu primeiro grande papel no cinema, foi apontada como uma das grandes revelações do ano. Muitos críticos também chamaram atenção para a participação de Nicole Kidman, que começava a construir sua carreira internacional antes de conquistar Hollywood. O filme venceu o prêmio de Melhor Filme no Australian Film Institute Awards, reforçando seu prestígio na cinematografia australiana.

Com o passar dos anos, Flirting consolidou-se como um dos mais respeitados filmes de formação produzidos na Austrália. Em retrospectivas, críticos passaram a considerá-lo uma obra à frente de seu tempo por abordar relações inter-raciais e preconceito de forma madura e profundamente humana. Em comunidades de cinéfilos, o longa é frequentemente lembrado como um dos melhores romances adolescentes da década de 1990 e um dos trabalhos mais pessoais de John Duigan, inspirado em experiências de sua própria juventude. Usuários e críticos destacam a química entre Noah Taylor e Thandiwe Newton, além da elegância da fotografia de Geoff Burton e da atmosfera nostálgica da narrativa. Muitos historiadores do cinema também observam que o filme reúne, ainda em início de carreira, três futuras estrelas internacionais: Nicole Kidman, Naomi Watts e Thandiwe Newton. Embora nunca tenha alcançado grande sucesso comercial fora da Austrália, Flirting conquistou status de clássico cult e continua sendo recomendado por revistas especializadas e estudiosos do cinema como uma das mais belas histórias de amadurecimento produzidas no país, permanecendo relevante por sua abordagem sensível da juventude, da intolerância e do primeiro amor.

Erick Steve. 

sexta-feira, 3 de julho de 2026

Nicole Kidman - Primeiros Filmes

Terror a Bordo (1989) 
O primeiro filme com Nicole Kidman a ter sucesso internacional foi essa produção australiana chamada "Terror a Bordo". Era um suspense dirigido pelo cineasta veterano Phillip Noyce. O roteiro contava a estória de suspense e terror passada em um veleiro, no meio do oceano. O filme chamou a atenção da crítica internacional, ganhou status de cult movie e abriu as portas de Hollywood para a atriz.

Dias de Trovão (1990)
O primeiro filme de repercussão internacional que a atriz participou foi esse "Dias de Trovão". Foi a primeira grande produção da carreira da atriz que contracenava com o astro e ídolo Tom Cruise. O romance dos personagens acabou passando para fora das telas e Nicole e Cruise começaram a namorar, em um dos romances mais badalados dos anos 90. Romance esse que iria virar casamento que infelizmente não iria terminar muito bem, anos depois. "Dias de Trovão" foi dirigido por Tony Scott que em suas próprias palavras quis realizar um "Ases Indomáveis com carros de corrida"

Flertando - Aprendendo a Viver (1990)
Depois do blockbuster "Dias de Trovão", ao lado do namorado Tom Cruise, Nicole resolveu alisar seus cabelos que chamavam a atenção por causa de seus longos cachos ondulados, para atuar nesse pequeno filme independente chamado "Flirting", dirigido por John Duigan. O filme se passava todo em um ambiente escolar nada saudável. A produção australiana foi premiada em seu país, pelo Australian Film Institute, ganhando uma boa receptividade por parte da crítica internacional de um modo em geral.

Billy Bathgate: O Mundo a Seus Pés (1991)
Filme passado na era dos grandes gangsters americanos. Nicole Kidman interpretou uma personagem chamada Drew Preston, em um papel não muito significativo. Foi complicado para a atriz se sobressair em um elenco com tantos astros como Dustin Hoffman e Bruce Willis. Dirigido pelo cineasta Robert Benton, o filme não conseguiu fazer sucesso, ficando no meio do caminho. Com orçamento milionário o filme foi mal nas bilheterias. Uma das poucas coisas boas, segundo a crítica da época de lançamento da produção, era justamente a presença de Kidman, que com figurino de época ficou ainda mais bonita e glamorosa.

Pablo Aluísio.