sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Quase Famosos

Título no Brasil: Quase Famosos
Título Original: Almost Famous
Ano de Produção: 2000
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures, DreamWorks SKG
Direção: Cameron Crowe
Roteiro: Cameron Crowe
Elenco:  Billy Crudup, Frances McDormand, Kate Hudson, Philip Seymour Hoffman

Sinopse: Um garoto de apenas 15 anos realiza o sonho de qualquer jovem de sua idade: cobrir a excursão de uma banda de rock durante os anos 70. Contratado pela famosa revista Rolling Stone ele coloca o pé na estrada ao lado de músicos, empresários e tietes e vivencia na pele os loucos anos da história do rock americano.

Comentários:
Sim, faz bastante tempo, mas me lembro bem do lançamento desse "Almost Famous". Na época o filme foi mais do que badalado. Também pudera, o cineasta Cameron Crowe virou o queridinho da mídia e do jornalismo que se achava mais descolado. No auge do exagero chegaram a chamar Crowe de "gênio da nova geração". Como sou muito precavido desses arroubos da imprensa - sempre indo atrás da última modinha - resolvi esperar para crer. Não há como negar que " Quase Famosos" é um bom filme. O mesmo se aplica a "Jerry Maguire" e "Vida de Solteiro". O mesmo não se pode dizer porém de coisas como "Tudo Acontece em Elizabethtown" e "Compramos Um Zoológico". Trocando em miúdos: Crowe é um diretor interessante? Sim, claro. É um gênio da sétima arte? Não, faça-me o favor... Assim deixando as bobagens da mídia de lado vamos analisar o filme sem exageros. O roteiro é de fato acima da média (levemente inspirado na própria vida de Crowe) e o elenco como um todo está muito bem (com destaque para Frances McDormand, Kate Hudson e Philip Seymour Hoffman). Obviamente que quem gosta de Rock vai apreciar muito mais, afinal o filme passeia com desenvoltura dentro do cenário musical das bandas dos anos 70. Mas fora isso não há como qualificar "Quase Famosos" como excepcional ou obra prima. Assista, ignore as opiniões mais ufanistas e descabeladas e o mais importante de tudo, divirta-se sem maiores compromissos. Quer algo mais rock ´n´ roll do que isso?

Pablo Aluísio.

As Quatro Plumas

Título no Brasil: As Quatro Plumas
Título Original: The Four Feathers
Ano de Produção: 2002
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Shekhar Kapur
Roteiro: Michael Schiffer
Elenco: Heath Ledger, Kate Hudson, Wes Bentley, Daniel Caltagirone, Lucy Gordon, Alex Jennings

Sinopse:
Durante uma guerra nas colônias inglesas um oficial britânico decide abandonar o campo de batalha. Isso cria uma série de problemas pessoais e profissionais para ele pois a partir de então ele é visto como um mero covarde, recebendo quatro plumas por seu ato. Um gesto simbólico de desmerecimento.

Comentários:
Heath Ledger morreu jovem demais. Em janeiro de 2008 ele sofreu uma overdose de drogas que acabou com sua vida. Estava em um dos melhores momentos de sua carreira. Outro talento que sucumbiu ao vício. Uma pena. Esse "As Quatro Plumas" foi uma tentativa da Paramount em transformá-lo em astro. Ele ainda estava começando a se tornar conhecido e contracenava com a gracinha da Kate Hudson. É um filme de época, com todos aqueles uniformes militares pomposos e um código de ética e moral que soam completamente estranhos para as novas gerações. Apesar de ter até gostado do filme achei que o diretor indiano Shekhar Kapur não conseguiu imprimir um bom ritmo para o filme. O desenvolvimento se torna lento e pesado em algumas partes. Um pouco mais de leveza cairia muito bem. Talvez por isso o filme não tenha feito sucesso, chegando a dar prejuízo para o estúdio dentro do mercado americano. Assim apesar da boa e bonita produção, não é aquele tipo de épico marcante. É um momento de presenciar Heath Ledger tentando chegar ao topo em Hollywood e nada muito além disso. Dizem que na época ele teve um caso amoroso com Kate Hudson. Bom, se isso foi verdade então já valeu ter feito o filme...apesar de tudo.

Pablo Aluísio.

Kate Hudson - Filmografia Selecionada

 
Kate Hudson - Filmografia Selecionada:
Quase Famosos
As Quatro Plumas
Como Perder um Homem em 10 Dias
À Francesa
Um Presente para Helen
A Chave Mestra
Dois é bom, Três é demais
Um Amor de Tesouro
Amigos, Amigos, Mulheres à Parte
Noivas em Guerra
Nine
O Assassino em Mim
Pronta para Amar
O Noivo da Minha Melhor Amiga
O Relutante Fundamentalista
Apagar Histórico
Lições em Família
Risco Imediato
Rock em Cabul
O Maior Amor do Mundo
Horizonte Profundo: Desastre no Golfo
Marshall: Igualdade e Justiça
Mona Lisa e a Lua de Sangue
Glass Onion: Um Mistério Knives Out
Segredo Obscuro

Pesquisa: Pablo Aluísio. 

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Quatro Casamentos e Um Funeral

Quatro Casamentos e um Funeral
Depois de muitos anos decidi rever. De fato os anos 90 se tornaram mesmo a era de ouro das comédias românticas. Essa popularidade havia começado lá por meados dos anos 80 e explodiu uma década depois. Essa é uma das melhores produzidas na Inglaterra. Tem um elenco charmoso, jovem, empolgante e o roteiro, embora meio formulaico, é bem redondinho e ainda funciona muito bem. Claro que depois esses filmes sobre casamentos iriam virar uma verdadeira praga cinematográfica, tornando tudo insuportável, mas quando esse filme chegou nas telas tudo soava como um perfume frescor de novidade no ar. 

Hoje em dia o filme é mais lembrado por ter transformado Hugh Grant em um astro do cinema internacional. Na época ele era desconhecido, apenas um jovem ator talentoso que fazia muito bem o papel de um típico inglês meio desajeitado, tímido e com ótimas tiradas daquele bom humor britânico que conhecemos tão bem. A carreira dele só iria subir a partir desse filme, fazendo com que ele se tornasse também um ator muito popular nos Estados Unidos. Revisto hoje, tantos anos após seu lançamento original, pude perceber que o filme envelheceu bem. Não ficou datado e a história conserva seu charme inicial. De certa maneira ainda funciona, mesmo sendo o pioneiro de um nicho de filmes que iria saturar completamente nos anos que viriam. Quatro Casamentos e Um Funeral conseguiu, apesar de tudo isso, resistir bem ao teste do tempo. 

Quatro Casamentos e Um Funeral (Four Weddings and a Funeral, Reino Unido, 1994) Direção: Mike Newell / Roteiro: Richard Curtis / Elenco: Hugh Grant, Andie MacDowell, James Fleet, Simon Callow, John Hannah, Kristin Scott Thomas, Rowan Atkinson / Sinopse: Não tem jeito, Charles (Grant) sempre chega atrasado nos casamentos, mesmo quando é o padrinho! Agora vai precisar encarar o desafio de superar relacionamentos pessoais fracassados de seu passado, ao se apaixonar por uma americana que veio a conhecer justamente em um desses casamentos. 

Pablo Aluísio.

Quatro Casamentos e Um Funeral

Quatro Casamentos e Um Funeral
Uma comédia romântica realmente saborosa, com excelente roteiro, explorando justamente a vida de um grupo de amigos, cujas vidas são mudadas exatamente em quatro casamentos e um funeral. O roteiro é muito bem elaborado porque praticamente funciona como flashes da vida desses personagens centrais. Entre eles se destaca obviamente a relação conturbada e indefinida entre Charles (Hugh Grant) e Carrie (Andie MacDowell). Como se trata de uma produção britânica você já sabe que terá pela frente o melhor do humor inglês, com todo aquele clima de sofisticação que é de repente afrontado pelas mais bizarras situações. Daí vem o humor, desse choque e contraste entra uma postura fina e tradicional e o modo de ser mais grotesco revelado dentro dos relacionamentos amorosos e de amizade.

Essa comédia acabou transformando o ator Hugh Grant em um astro. Seu estilo tipicamente britânico acabou caindo no gosto do grande público, inclusive do americano, já que as mulheres acabaram suspirando por seu ar tímido e atrapalhado, que acabava se revelando um charme irresistível para o público feminino. Bom para ele, que depois desse sucesso cruzou o Atlântico e começou uma bem sucedida carreira na América, colecionando sucessos e mais sucessos de bilheteria (embora hoje em dia ele esteja em baixa, praticamente aposentado). Mesmo assim ainda vale muito a pena rever o filme, pois ele não envelheceu em nada, mantendo-se ainda muito divertido e engraçado, com ótima trilha sonora.

Quatro Casamentos e Um Funeral (Four Weddings and a Funeral, Inglaterra, 1994) Direção: Mike Newell / Roteiro: Richard Curtis / Elenco: Hugh Grant, Andie MacDowell, James Fleet / Sinopse: Comédia romântica de sucesso nos anos 90, com toques de puro humor negro inglês. Indicado ao Oscar nas categorias de Melhor Filme e Melhor Roteiro Original. Vencedor do Globo de Ouro na categoria de Melhor Ator - Comédia ou Musical (Hugh Grant).

Pablo Aluísio.

Filmografia Selecionada: Hugh Grant


Década de 1990:
Quatro Casamentos e um Funeral
Jogos de Ilusão
O Inglês que Subiu a Colina e Desceu a Montanha
Nove Meses
Razão e Sensibilidade
O Outro Lado da Nobreza
Medidas Extremas
Um Lugar Chamado Notting Hill
Mickey Olhos Azuis

Pesquisa: Pablo Aluísio. 

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Miss Simpatia

Miss Simpatia
Eu realmente nunca entendi como a Sandra Bullock virou uma estrela de primeira grandeza, com cachês milionários e destaque no mundo do cinema. Para falar a verdade sempre considerei sua filmografia muito abaixo do razoável. Grande parte de seus filmes são realmente bem bobinhos, alguns até admito que são divertidos, mas nada para se ter o status que ela tem dentro da indústria. Não que eu tenha antipatia por ela, longe disso, mas realmente não há como negar que ela fez sua carreira estrelando uma bobagem atrás da outra. Um exemplo é esse “Miss Simpatia” que fez tanto sucesso que até virou franquia! Mas afinal qual é o segredo dessa moça? Assistindo essa comédia descobrimos algumas pistas. A Bullock nunca fez o gênero das grandes musas do cinema, ela na verdade rema em outra maré. Seu jeito de garota despojada, quase moleca, sem nenhuma sofisticação é o seu grande charme em relação ao público. Muitas mulheres se identificam com ela por essa razão.
   
“Miss Simpatia” aliás investe justamente nisso, no choque que surge entre uma garota durona e o mundo fútil e artificial dos concursos de misses! É a tal coisa, choques de realidades geralmente são divertidos e engraçados e o roteiro do filme foi todo escrito aproveitando essa premissa. Sandra Bullock aqui interpreta uma policial rude e machona que acaba tendo que se disfarçar de miss para desvendar um crime ocorrido em um dos principais concursos de beleza dos EUA. O jeito sulista de Bullock então cai como uma luva para o enredo que explora exatamente a diferença existente entre o seu jeito de ser e as regras que norteiam a vida dessas dondocas e beldades. Não posso dizer que o filme é todo ruim porque há sim seqüências divertidas e engraçadas mas nada que justifique a grande bilheteria que essa comédia teve em seu lançamento. O público simplesmente adorou o jeito cafona e mal educada, além da risada de “porquinha” da personagem de Bullock! Agora uma coisa deve-se reconhecer: nada é mais engraçado no filme inteiro do que ver o eterno Capitão Kirk, o ator William Shatner, pagando mico como apresentador de concurso de misses! É realmente de rolar de rir... Por essa nem o Dr. Spock esperava...

Miss Simpatia (Miss Congeniality, Estados Unidos, 2000) Direção: Donald Petrie / Roteiro: Marc Lawrence, Katie Ford / Elenco: Sandra Bullock, Michael Caine, Benjamin Bratt, William Shatner / Sinopse: Gracie Hart (Sandra Bullock) é uma policial que precisa se infiltrar em um fútil e frívolo concurso de miss para solucionar um caso dos mais complicados.

Pablo Aluísio.

28 Dias

28 Dias
A Sandra Bullock já foi mais simpática e carismática. Sempre quando tentou fazer algo mais sério na carreira não ficou muito bem. Esse filme se propôs a ser um tipo de alerta contra os efeitos nocivos do alcoolismo e suas consequências, mas ficou pelo meio do caminho. No enredo a atriz interpreta uma escritora bem sucedida que adora festas. Sempre que há uma balada, lá está ela, geralmente enchendo a cara, se tornando a rainha da noite. Isso vai numa rotina até que ela bate o carro, após estar dirigindo completamente embriagada. Isso é coisa séria dentro da justiça americana.

Condenada, é levada para uma clínica de reabilitação e aí começa a, digamos, parte chata do filme. Curiosamente Sandra Bullock escolheu pessoalmente uma diretora para o filme, que teve equipe quase toda feminina (aí incluída a roteirista). O problema é que a cineasta Betty Thomas era mais experiente com comédias, como "Dr. Dolittle" e "O Rei da Baixaria", então não havia mesmo o toque certo para esse tipo de filme. No geral ficou apenas como uma nota de rodapé na filmografia da senhorita Bullock. Poderia ser mais bem desenvolvido, poderia ser mais interessante, poderia explorar melhor o tema. Porém tudo ficou mesmo pelo meio do caminho das boas intenções.

28 Dias (28 Days, Estados Unidos, 2000) Direção: Betty Thomas / Roteiro: Susannah Grant / Elenco: Sandra Bullock, Viggo Mortensen, Dominic West / Sinopse: Jovem escritora (Bullock) vê sua vida mudar completamente quando, embriagada, bate o carro numa casa. Condenada na justiça, é enviada para uma clínica de recuperação de alcoolismo. A festa, que parecia não ter fim, chega ao seu final.

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Forças do Destino

Título no Brasil: Forças do Destino
Título Original: Forces of Nature
Ano de Lançamento: 1999
País: Estados Unidos
Estúdio: DreamWorks Pictures
Direção: Bronwen Hughes
Roteiro: Marc Lawrence
Elenco: Sandra Bullock, Ben Affleck, Maura Tierney, Steve Zahn, Blythe Danner, Ronny Cox

Sinopse: 
Ben Holmes está prestes a se casar com Bridget e precisa viajar de Nova York até Savannah, na Geórgia, para chegar a tempo de seu casamento. Pouco antes da viagem, porém, um acidente com o avião faz com que ele fique com medo de voar e seja obrigado a procurar outra maneira de chegar ao destino. Durante a viagem, Ben conhece Sarah Lewis, uma jovem espontânea, aventureira e completamente diferente dele. Os dois acabam seguindo juntos por estrada, enfrentando uma sucessão de acontecimentos inesperados que tornam a viagem cada vez mais complicada. Carros, trens, ônibus, tempestades e outros imprevistos transformam os dois dias seguintes em uma verdadeira aventura. Enquanto tentam chegar a Savannah, Ben começa a questionar algumas das certezas que tinha sobre sua vida e seu casamento. A convivência com Sarah faz surgir uma aproximação que ele não esperava, colocando seus planos para o futuro em conflito com sentimentos novos.

Comentários: 
Forças do Destino é uma comédia romântica de estrada que combina situações de humor, romance e aventura com uma história sobre escolhas pessoais e relacionamentos. Sandra Bullock interpreta Sarah com seu habitual estilo espontâneo e carismático, enquanto Ben Affleck apresenta Ben como um homem mais contido, que inicialmente está concentrado apenas em chegar ao próprio casamento. A química entre os dois protagonistas é o principal elemento da produção, já que a longa viagem permite que suas personalidades sejam reveladas gradualmente. Maura Tierney interpreta Bridget, a noiva de Ben, enquanto Steve Zahn participa como Alan, acrescentando vários momentos de humor à jornada. A direção de Bronwen Hughes utiliza os desastres e contratempos da viagem para movimentar a história e aproximar os personagens. O filme foi lançado nos Estados Unidos em 19 de março de 1999 e teve classificação PG-13.

A recepção crítica foi bastante dividida. Roger Ebert, em crítica publicada no Chicago Sun-Times, considerou que o roteiro era excessivamente artificial e criticou especialmente o desenvolvimento da história e seu desfecho. Já a produção encontrou seu público entre os espectadores interessados em comédias românticas protagonizadas por grandes estrelas de Hollywood. O filme teve orçamento estimado em US$ 75 milhões e arrecadou cerca de US$ 93,9 milhões mundialmente, enquanto sua bilheteria doméstica nos Estados Unidos ficou em aproximadamente US$ 52,9 milhões. Mesmo sem alcançar o mesmo reconhecimento de outros trabalhos de Sandra Bullock daquele período, Forças do Destino permanece como uma produção característica das comédias românticas de fim dos anos 1990. A presença de Bullock e Affleck, a viagem repleta de acontecimentos e a combinação de romance com humor deram ao filme uma identidade própria dentro do gênero. Hoje, a obra também é lembrada por reunir dois atores que estavam em grande evidência no cinema americano naquele momento.

Erick Steve. 

Da Magia à Sedução

Título no Brasil: Da Magia à Sedução
Título Original: Practical Magic
Ano de Produção: 1998
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros
Direção: Griffin Dunne
Roteiro: Alice Hoffman, Robin Swicord
Elenco: Sandra Bullock, Nicole Kidman, Stockard Channing, Dianne Wiest, Evan Rachel Wood, Aidan Quinn
  
Sinopse:
Duas irmãs, Sally (Sandra Bullock) e Gillian (Nicole Kidman), tentam fugir de uma maldição secular. As mulheres de sua família, bruxas em um passado distante, não conseguem ser felizes no amor. Os homens com quem elas se envolvem geralmente acabam tendo finais trágicos. Para fugir desse destino tão cruel elas então tentam mudar o futuro, olhando para as lições do passado. Filme vencedor do Blockbuster Entertainment Awards na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante (Stockard Channing).

Comentários:
É um filme que hoje em dia está mais do que datado. E isso nem faz muita diferença pois o filme realmente nunca foi grande coisa! O roteiro jamais convence, é tudo muito popzinho, inofensivo, nada marcante. Revisto hoje em dia o maior atrativo vem obviamente do elenco, com uma ótima dupla de beldades de Hollywood, ainda bem jovens, bonitas e sensuais na época, prestes a se tornarem grandes estrelas de cinema (na época do filme elas ainda não tinham atingido esse status, sendo apenas atrizes promissoras). Como escrevi o argumento é bobinho, bobinho, tudo baseado na obra teen da escritora Alice Hoffman (alguém ainda lembra dos livros dela?). Nicole Kidman, já com os cabelos alisados, sem aqueles grandes cachos do começo de sua carreira, mas ainda bem ruivos, rouba todas as atenções com sua beleza. Já Bullock faz a linha mais inteligente, intelectual, embora também esteja muito bonita em cena. Um detalhe curioso: esse foi um dos primeiros trabalhos de Evan Rachel Wood (de "Westworld"). Ela era apenas uma garotinha e foi indicada, veja só, ao prêmio da Young Artist Awards! Mas enfim, esse é mesmo um desses filmes sobre magia que eram direcionados mais para o público jovem dos anos 90. Hoje em dia anda bem esquecido, o que não deixa de ser completamente compreensível porque é um filme bem mais ou menos.

Pablo Aluísio.

Enquanto Você Dormia

Título no Brasil: Enquanto Você Dormia
Título Original: While You Were Sleeping
Ano de Produção: 1995
País: Estados Unidos
Estúdio: Hollywood Pictures
Direção: Jon Turteltaub
Roteiro: Daniel G. Sullivan, Fredric Lebow
Elenco: Sandra Bullock, Bill Pullman, Peter Gallagher, Peter Boyle, ack Warden, Glynis Johns

Sinopse:
Lucy (Sandra Bullock) trabalha vendendo bilhetes no metrô de Chicago. Certo dia ela acaba salvando a vida de um passageiro e passa a ser confundida como se fosse a namorada dele, o que gera uma série de mal-entendidos e confusões de todos os tipos. Filme indicado ao Globo de Ouro na categoria de melhor atriz - musical ou comédia (Sandra Bullock).

Comentários:

A atriz Sandra Bullock começou a se transformar em estrela de Hollywood nesse filme. Essa produção era para ser apenas uma comédia romântica como tantas outras que eram lançadas naquela mesma temporada, mas acabou se tornando um grande sucesso de bilheteria. Qual era o segredo desse sucesso? Para muitos críticos na época de lançamento do filme, o segredo era o carisma da própria Sandra Bullock. Ela foi a alma desse filme, encantando a todos. Sua personagem tinha o estilo certo para agradar ao grande público. Além disso todos estavam em busca de um filme romântico, leve, bem humorado, com jeitão de filmes de romance da era de ouro de Hollywood. Com todos esses elementos nos lugares certos, o filme acabou funcionando muito bem. E o diretor Jon Turteltaub que era acostumado a dirigir comédias mais exageradas também acertou a mão. Ao lado da atriz encontrou o caminho certo, principalmente no uso de sutileza e elegância necessárias para se contar uma boa história de amor.

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Um Sonho Sem Limites

Título no Brasil: Um Sonho Sem Limites
Título Original: To Die For
Ano de Lançamento: 1995
País: Estados Unidos e Reino Unido
Estúdio: Columbia Pictures
Direção: Gus Van Sant
Roteiro: Buck Henry e Joyce Maynard
Elenco: Nicole Kidman, Matt Dillon, Joaquin Phoenix, Casey Affleck, Illeana Douglas e Alison Folland

Sinopse: 
Suzanne Stone é uma jovem ambiciosa que vive em uma pequena cidade e sonha em se tornar uma personalidade famosa da televisão. Determinada a alcançar o sucesso, ela consegue um emprego em uma emissora local e passa a acreditar que sua carreira poderá levá-la ao estrelato. Seu casamento com Larry Maretto, proprietário de uma pizzaria, começa a ser visto por ela como um obstáculo para seus objetivos. Suzanne então decide produzir um documentário sobre adolescentes e aproxima-se de três jovens que passam por dificuldades pessoais e sociais. Entre eles está Jimmy Emmett, um rapaz problemático que desenvolve uma forte ligação com ela. Aos poucos, Suzanne começa a manipular os jovens para que atendam aos seus interesses. Sua obsessão pela fama cresce até transformar sua busca pelo sucesso em uma perigosa conspiração criminosa.

Comentários: 
Um Sonho Sem Limites é uma das produções mais interessantes da carreira de Gus Van Sant e utiliza humor negro e sátira para mostrar o lado sombrio da busca pela fama. Nicole Kidman apresenta uma atuação muito diferente de seus trabalhos anteriores, construindo Suzanne Stone como uma personagem aparentemente simpática, mas extremamente manipuladora. Matt Dillon interpreta o marido de Suzanne com simplicidade, enquanto Joaquin Phoenix se destaca como Jimmy, um jovem vulnerável que acaba sendo influenciado por ela. Casey Affleck também participa como Russell, outro dos adolescentes envolvidos na trama. O filme consegue misturar comédia, drama, crime e suspense psicológico sem abandonar seu tom irônico. A crítica destacou especialmente a atuação de Nicole Kidman, que recebeu o Globo de Ouro de Melhor Atriz em Comédia ou Musical em 1996 e também foi indicada ao BAFTA.

A produção foi apresentada inicialmente no Festival de Cannes em maio de 1995 e chegou aos cinemas americanos em setembro daquele ano, recebendo posteriormente lançamento internacional. Embora tenha uma história bastante sombria, o diretor evita tratar Suzanne como uma vilã tradicional e prefere mostrar como sua obsessão pelo sucesso é alimentada pela própria cultura da televisão. O roteiro, baseado no romance de Joyce Maynard, também funciona como uma crítica à necessidade de transformar tudo em espetáculo. Nicole Kidman tornou Suzanne uma personagem marcante justamente por combinar ingenuidade aparente, charme e frieza. O filme posteriormente passou a ser considerado um dos trabalhos mais importantes da atriz durante os anos 1990 e ajudou a consolidar sua carreira internacional. Seu legado permanece ligado à sátira da televisão, à atuação de Kidman e à abordagem provocadora de Gus Van Sant sobre fama, ambição e manipulação.

Erick Steve. 

Batman Eternamente

Título no Brasil: Batman Eternamente
Título Original: Batman Forever
Ano de Lançamento: 1995
País: Estados Unidos e Reino Unido
Estúdio: Warner Bros.
Direção: Joel Schumacher
Roteiro: Lee Batchler, Janet Scott Batchler e Akiva Goldsman
Elenco: Val Kilmer, Tommy Lee Jones, Jim Carrey, Nicole Kidman, Chris O'Donnell e Michael Gough

Sinopse: 
Bruce Wayne continua atuando como Batman e agora precisa enfrentar dois perigosos inimigos que ameaçam Gotham City: Harvey Dent, conhecido como Duas-Caras, e Edward Nygma, que se transforma no Charada. Ao mesmo tempo, o herói começa a questionar sua própria missão e os traumas provocados pela morte de seus pais. A situação se complica ainda mais quando Dick Grayson, um jovem que perdeu a família por causa de Duas-Caras, entra na vida de Bruce. Determinado a combater o crime, Dick acaba se tornando Robin e passa a atuar ao lado de Batman. Enquanto os dois enfrentam seus inimigos, Bruce também se aproxima da psicóloga Chase Meridian, que demonstra interesse pelo homem por trás da máscara. O Charada desenvolve uma máquina capaz de absorver as mentes dos habitantes de Gotham e pretende descobrir a verdadeira identidade de Batman. Para impedir seus adversários, Batman e Robin precisam superar suas diferenças e trabalhar juntos para salvar a cidade.

Comentários: 
Batman Eternamente marcou uma mudança significativa na série cinematográfica do Homem-Morcego, substituindo o tom mais sombrio dos filmes dirigidos por Tim Burton por uma abordagem mais colorida, exagerada e próxima das histórias em quadrinhos. Joel Schumacher assumiu a direção e criou uma Gotham repleta de neon, grandes cenários e uma estética visual bastante característica dos anos 1990. Val Kilmer assumiu o papel de Batman e apresentou uma interpretação mais séria de Bruce Wayne, enquanto Jim Carrey transformou o Charada em um vilão extremamente expansivo e cômico. Tommy Lee Jones interpretou Duas-Caras de maneira igualmente exagerada, contrastando com personagens mais tradicionais da franquia. Nicole Kidman interpretou Chase Meridian, acrescentando um elemento romântico à história, enquanto Chris O'Donnell estreou como Robin. O filme recebeu críticas mistas, mas teve grande repercussão comercial e arrecadou cerca de US$ 182,5 milhões somente nos Estados Unidos.

Apesar das críticas ao excesso de humor e ao estilo visual carregado, Batman Eternamente tornou-se um filme importante dentro da trajetória cinematográfica do personagem. A produção apresentou uma nova geração de espectadores ao universo de Batman e ajudou a transformar a franquia em um grande fenômeno de merchandising durante os anos 1990. A participação de Jim Carrey foi particularmente marcante e contribuiu para o enorme sucesso popular do filme naquele momento. A trilha sonora de Elliot Goldenthal também ajudou a estabelecer uma identidade própria para essa nova fase, enquanto a música “Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me”, do U2, tornou-se um dos destaques da divulgação do longa. O filme foi indicado a três Oscars, incluindo Melhor Fotografia, Melhor Edição de Som e Melhor Som. Mesmo sendo visto hoje de maneira mais dividida, Batman Eternamente permanece como um retrato bastante característico do cinema de super-heróis dos anos 1990. Seu legado está principalmente na introdução de Robin, na interpretação de Val Kilmer e na estética exuberante que marcou a versão de Joel Schumacher para Gotham City.

Erick Steve.

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Um Sonho Distante

Título no Brasil: Um Sonho Distante
Título Original: Far and Away
Ano de Produção: 1992
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures
Direção: Ron Howard
Roteiro: Bob Dolman, Ron Howard
Elenco: Tom Cruise, Nicole Kidman, Thomas Gibson

Sinopse: 
O jovem Joseph Donnelly (Tom Cruise) decide deixar sua terra natal, a Irlanda, em busca de uma nova vida na América. Seu objetivo é participar da corrida em busca de novas terras na colonização do território do Oklahoma em 1893. O filme é um retrato da expansão rumo ao oeste dos Estados Unidos da América.

Comentários:
Após conhecer Nicole Kidman no set de "Dias de Trovão" e se apaixonar por ela, Cruise retorna à parceria nessa super produção com ares de filmes antigos. A pretensão do ator era realmente estrelar um épico ao velho estilo, com muitas cenas edificantes, músicas grandiosas e paisagens de cartão postal. Aqui ele interpreta um imigrante irlandês que vem tentar a sorte na América em 1892. O filme tem linda fotografia, uma direção de arte suntuosa e uma produção de encher os olhos mas não conseguiu cair no gosto do público. Feito para render milhões o filme comercialmente falando ficou bem abaixo das expectativas. De qualquer forma é um bom momento na carreira de Cruise, um filme que foi prejudicado por um marketing equivocado mas que mesmo assim vale a pena como bom entretenimento.

Pablo Aluísio.

Minha Vida

Minha Vida
Michael Keaton interpreta Bob Jones, um sujeito que descobre estar sofrendo de uma doença terminal que não o deixará acompanhar o crescimento e a vida de seus filhos em um futuro próximo. Inicialmente decepcionado com a trágica notícia, ele decide então gravar uma série de fitas para os garotos, com conselhos que todos os pais deveriam dar para os filhos. Numa delas ensina os meninos a tirarem a barba da forma correta, na outra deixa dicas preciosas de beisebol e por aí vai. Um filme que tentou ser leve, mas que tem um tema pesado, que simplesmente não dá para aliviar.

O filme não é grande coisa, mas também não chega a ser ruim completamente. Para ajudar na duração temos a linda Nicole Kidman interpretando Gail, a esposa de Bob (Keaton). Ela talvez seja o único motivo para rever o filme nos dias de hoje. Ainda jovem e muito bonita (se bem que ela nunca deixou de ser uma linda mulher), a atriz empresta graça e carisma a um roteiro meio capenga que perde o pique depois da segunda metade de duração. No final das contas o filme não fez muito sucesso (na realidade seu resultado comercial foi bem fraco) o que fez com que a carreira de Keaton fosse cada vez mais para o buraco. Foram tempos difíceis para o ex-Batman.

Minha Vida (My Life, Estados Unidos, 1993) Direção: Bruce Joel Rubin / Roteiro: Bruce Joel Rubin / Elenco: Michael Keaton, Nicole Kidman, Bradley Whitford / Sinopse: Um homem que descobre que vai morrer em breve decide gravar uma série de vídeos para serem assistidos pelos seus filhos, em um futuro próximo.

Pablo Aluísio.

Malícia

Título no Brasil: Malícia
Título Original: Malice
Ano de Produção: 1993
País: Estados Unidos
Estúdio: Castle Rock Entertainment
Direção: Harold Becker
Roteiro: Aaron Sorkin, Jonas McCord
Elenco: Alec Baldwin, Nicole Kidman, Bill Pullman
  
Sinopse:
Um conto sobre um casal, há pouco tempo casado, que gostaria muito de realizar o sonho de ter filhos. A esposa Tracy (Nicole Kidman) ensina arte e Andy (Bill Pullman) está no topo de sua carreira, exercendo a função de reitor em uma bela Universidade. A vida do casal muda repentinamente quando Tracy passa mal e é levada ao hospital, onde acaba conhecendo o médico Jed (Alec Baldwin), que tem planos sombrios para o futuro daquele casal. Filme vencedor do festival Cognac Festival du Film Policier na categoria de Melhor Direção (Harold Becker).

Comentários:
Nicole Kidman, quando jovem, foi uma das mulheres mais bonitas do cinema. Hoje, claro, ela ainda continua charmosa e mais elegante do que nunca, naquele tipo de sensualidade que apenas a maturidade consegue trazer para o sexo feminino, mas no começo de sua carreira ela era realmente algo impressionante. Uma beleza estupenda, de fechar quarteirão. Não sei exatamente a razão (ou talvez até saiba demais), mas o fato é que sempre associei sua figura à da princesa e musa Grace Kelly. Como não tive a oportunidade de viver na época de Kelly, transportei, até de forma inconsciente, aquela imagem para a Nicole Kidman, que acabou se tornando assim em minha mente a Grace Kelly da minha vida de cinéfilo na modernidade. Dito isso não vou me alongar muitos nos supostos méritos desse filme. Ele é apenas ok em minha opinião. É um daqueles Thrillers típicos dos anos 1990. Bem feito, com roteiro redondinho. Bom para ver em casa no VHS. Sem receios de parecer vazio ou superficial escrevo que o grande atrativo de "Malice" é mesmo a presença luminosa de uma jovem Kidman, linda de morrer! Impossível não se apaixonar. Todo o resto é secundário.

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Mary Shelley

Mary Shelley
Gostei bastante desse filme. O nome da escritora Mary Shelley está ligado para sempre ao seu livro mais famoso, aquele que a tornou imortal. Ela tinha apenas 18 anos de idade quando escreveu "Frankenstein". Como isso aconteceu? É justamente essa história que o roteiro desse filme conta. Quando o filme começa Mary é apenas uma garota de 16 anos de idade que mora com o pai e os irmãos em Londres. Sua mãe faleceu no parto e seu pai viúvo ganha a vida com dificuldades, vendendo livros em um pequeno negócio. E foi justamente nesse mundo de apertos financeiros e muitos livros ao redor que Mary foi criada.

Ele gostava de livros com histórias de fantasmas. Para desgosto do pai ela ia até um cemitério próximo de sua casa, onde sua mãe estava enterrada, para ler livros de literatura gótica, muito populares na Inglaterra naquela época. Depois de alguns anos seu pai decidiu que ela deveria ir até a Escócia, passar uma temporada por lá. Foi justamente nessa região que ela iria conhecer o amor de sua vida, o poeta Percy Shelley. O filme assim vai mostrando o namoro do casal, a explosão da paixão ao som dos versos do jovem poeta e depois a decepção completa por parte dela ao saber que Percy já era casado, com esposa e filha pequena para criar. Imagine o escândalo que isso provocou.

O filme é focado mesmo na vida pessoal de Mary. Seu conturbado romance com Percy, as dificuldades dos primeiros anos, quando o casal ficou praticamente na miséria, a amizade com o infame e libertino Lord Byron e finalmente a criação da maior obra prima literária da jovem autora, o livro "Frankenstein ou o Moderno Prometeu", publicado pela primeira vez em 1823. Em apenas pouco mais de 200 páginas ela conseguira mudar a literatura de terror para sempre, criando um dos personagens mais famosos da história. O mais importante do filme porém é realmente o resgate da vida sofrida da autora. Uma jovem vitoriana que fez suas escolhas e pagou caro por elas. Conseguiu superar preconceitos, tragédias pessoais e se firmou no mundo da literatura, que na época era bem machista e conservador. Um filme essencial para quem quiser conhecer melhor a trajetória de vida de Mary Shelley e como isso influenciou na criação de sua maior obra prima.

Mary Shelley (Inglaterra, Estados Unidos, 2017) Direção: Haifaa Al-Mansour / Roteiro: Emma Jensen, Haifaa Al-Mansour / Elenco: Elle Fanning, Maisie Williams, Ben Hardy / Sinopse: Aos 16 anos de idade a jovem Mary (Elle Fanning) conhece o poeta Percy Shelley em uma fazenda na Escócia. A aproximação muda a vida dela para sempre. Completamente apaixonada, se entrega de corpo e alma ao poeta, ao mesmo tempo em que enfrenta escândalos, traições e privações pessoais de todas as formas. Filme baseado na história pessoal da escritora Mary Shelley, autora do livro "Frankenstein".

Pablo Aluísio. 

Elle Fanning

Jovem e talentosa a Elle Fanning já deixou de ser chamada apenas de a "irmã mais jovem da Dakota". Hoje em dia ela já tem uma filmografia das mais interessantes para uma atriz de sua idade. Os roteiros são escolhidos cuidadosamente e ela tem escapado de aparecer em filmes medíocres, como acontece muitas vezes com jovens atrizes. Dos filmes mais recentes que assisti da Elle, talvez o único que não tenha me agradado muito tenha sido o estranho "Demônio de Neon". Não que o filme em si seja ruim, pelo contrário, apenas aposta em um visual absurdamente excessivo, ultra colorido, com roteiro mais esquisito ainda. Definitivamente não curti.

Ela parece se sair muito bem em filmes históricos, passados em eras que já se foram. Foi assim no faroeste remake "O Estranho que nós amamos". Baseado no romance escrito por Thomas Cullinan, a história já tinha virado filme antes, inclusive uma versão hoje clássica estrelada pelo Clint Eastwood. Remakes sempre são complicados, por isso o filme não chega a ser tão bom, mas passa longe também de ser medíocre. No meio de um elenco feminino muito bom a Elle acaba se destacando como uma das jovens que moram no casarão sulista meio abandonado bem no meio da guerra civil americana.

Outro bom momento que vi recentemente com a atriz foi "Mary Shelley" onde ela interpreta a famosa escritora que criou um dos livros de terror mais importantes da história, "Frankenstein ou o Moderno Prometeu". O filme me agradou muito, a ponto inclusive de ter sido até o momento o melhor filme da jovem atriz. Já em um papel assumidamente adulto e maduro, ela se destacou novamente dando o tom certo para sua famosa personagem. A Elle caminha assim a passos largos para se tornar em um futuro próximo uma das melhores atrizes de sua geração em Hollywood.

Pablo Aluísio.

sábado, 22 de agosto de 2026

Nada é Para Sempre

Nada é Para Sempre
No Estado americano de Montana, no começo do século XX, dois jovens crescem e enfrentam as adversidades da vida adulta. São filhos do reverendo Maclean (Tom Skerritt). Paul (Brad Pitt) é impulsivo, rebelde e aventureiro. Norman (Craig Sheffer) apenas deseja seguir os passos de seu pai. O estouro da I Guerra Mundial trará grandes modificações no seio familiar. Eu poderia escrever um texto bem longo sobre essa produção dirigida por Robert Redford mas isso iria ser desnecessário porque o filme pode ser resumido numa frase simples: "Nada é Para Sempre" é um filme bonito. Isso mesmo. A produção não é apenas bonita por ter sido filmada numa das reservas naturais mais belas dos Estados Unidos, o que resultou numa fotografia de encher os olhos. Ele é bonito porque tem um roteiro com muito lirismo, nostalgia e saudosismo. 

Baseado em fatos reais o filme se apóia nas ternas lembranças de Norman Maclean, um professor em idade avançada que vai recordando os anos de sua juventude ao lado de seu irmão e seus pais. Como pano de fundo as pescarias que faziam juntos, com o rio servindo como um símbolo da própria vida que passa por nós! Tudo muito suave, relembrado com muita ternura. Embora seja estrelado pelo ator Craig Sheffer, o filme acabou sendo um dos primeiros de repercussão do jovem Brad Pitt. Ainda meio desconhecido dentro da indústria Brad mostra muita desenvoltura e boa disposição no papel de Paul, o filho caçula dos Macleans. Interessante notar que mesmo em um filme dirigido por Redford o praticamente novato Pitt não se intimidou e aparece bem à vontade, num sinal do grande astro que ele iria se transformar dentro de alguns anos. Esse papel causou suspiros em suas jovens fãs no começo dos anos 90 pois Brad estava no auge da juventude e beleza. Como se isso não bastasse o filme ainda é agraciado por uma das melhores trilhas incidentais que já ouvi. "Nada é Para Sempre" é isso, bonito como sua fotografia, belo como o lirismo de seu roteiro e um colírio para os olhos por suas lindas paisagens naturais. Se ainda não assistiu fica a dica, sendo você um amante da beleza ou não. 

Nada é Para Sempre (A River Runs Through It, Estados Unidos, 1992) Direção: Robert Redford / Roteiro: Richard Friedenberg baseado no livro de Norman Maclean / Elenco: Craig Sheffer, Brad Pitt, Tom Skerritt / Sinopse: No Estado americano de Montana, no começo do século XX, dois jovens crescem e enfrentam as adversidades da vida adulta. São filhos do reverendo Maclean (Tom Skerritt). Paul (Brad Pitt) é impulsivo, rebelde e aventureiro. Norman (Craig Sheffer) apenas deseja seguir os passos de seu pai. O estouro da I Guerra Mundial trará grandes modificações no seio familiar. 

Pablo Aluísio.

Mundo Proibido

Mundo Proibido
Em 1992 Brad Pitt estrelou outro filme que era bem fora dos padrões chamado "Mundo Proibido". Essa produção misturava cenas com atores reais e desenhos animados. Era de certa forma uma nova versão mais pobre e sem os mesmos recursos do sucesso "Uma Cilada Para Roger Rabitt". A protagonista era uma versão animada da atriz Kim Basinger, que fazia de tudo para copiar a sensual Jessica Rabbit. O filme não deu certo, foi fracasso de público e crítica, justamente por não ser nada original. Nem o clima de fim noir, que o diretor tentou imprimir à direção de arte, ajudou. Hoje em dia é uma produção que poucos conhecem, sendo praticamente desconhecida.

De minha parte realmente tenho poucos elogios a tecer sobre essa animação. A Kim animada era bem mais bonita e sensual do que a Kim do mundo real. Os cartunistas não foram econômicos em lhes dar muitas curvas e sensualidade. O fato porém é que Kim Basinger, apesar de ser uma atriz popular na época, não tinha todo esse cacife para virar desenho animado de sucesso. Ela não era assim tão mundialmente conhecida. Dessa maneira o filme realmente não aconteceu e só circulou entre poucas pessoas, no mercado de vídeos VHS dos anos 90. 

Mundo Proibido (Cool World, Estados Unidos, 1992) Direção: Ralph Bakshi / Roteiro: Michael Grais, Mark Victor / Elenco: Gabriel Byrne, Kim Basinger, Brad Pitt, Janni Brenn / Sinopse: Uma personagem de história em quadrinhos quer viver no mundo real e para isso não mede esforços, chegando a seduzir seu próprio criador.

Pablo Aluísio. 

Johnny Suede

Johnny Suede
Depois de chamar a atenção com "Thelma & Louise" os produtores lançaram no mercado um estranho filme que Brad Pitt havia estrelado chamado "Johnny Suede". Esse filme chegou a ser lançado no Brasil, em VHS, mas pouquíssimas pessoas assistiram. Era uma produção nonsense, com pretensões de se tornar cult, trazendo Pitt interpretando um personagem com um imenso topete (de fazer inveja a Elvis e James Dean). O roteiro era fraco e o filme como um todo não fazia muito sentido. Mesmo assim, visando principalmente ganhar algum proveito em cima da fama do ator, acabou sendo lançado, mas sem causar maior interesse tanto do público como da crítica. 

Tive a oportunidade de assistir ao filme na época, em VHS. Pelo que me consta jamais foi lançado em nossos cinemas. Afinal nesse tempo Pitt não era conhecido, poucos tinham ouvido falar em seu nome, além disso o filme não tinha a menor chance de fazer sucesso comercial em nosso cinemas, primeiro por ser esquisito demais. Segundo por não ter nenhum grande nome popular em seu elenco. Assim acabou passando em brancas nuvens realmente. Só os mais antenados assistiram. 

Johnny Suede (Johnny Suede, Estados Unidos, 1991) Direção: Tom DiCillo / Roteiro: Tom DiCillo / Elenco: Brad Pitt, Richard Boes, Cheryl Costa / Sinopse: Jovem músico desconhecido sonha em se tornar uma estrela de rock ao estilo anos 50, cantando Rockabilly. Só que realizar esse sonho não vai ser nada fácil como ele bem vai descobrir. 

Pablo Aluísio. 

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Um Amor Verdadeiro

Título no Brasil: Um Amor Verdadeiro
Título Original: One True Thing
Ano de Produção: 1998
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures
Direção: Carl Franklin
Roteiro: Karen Croner
Elenco: Meryl Streep, Renée Zellweger, William Hurt, Tom Everett Scott, Lauren Graham, Nicky Katt

Sinopse:
Baseado na novela escrita por Anna Quindlen, o filme "Um Amor Verdadeiro" conta a história da jornalista Ellen Gulden (Renée Zellweger), uma mulher bem sucedida na carreira que precisa retornar à velha casa dos pais porque sua mãe Kate (Meryl Streep) está morrendo de um câncer agressivo que lhe dará poucas semanas de vida. Filme indicado ao Oscar e ao Globo de Ouro na categoria de melhor atriz (Meryl Streep).

Comentários:
Excelente drama que tem um elenco excepcionalmente bom. Tudo gira em torno de uma família que precisa passar seu passado a limpo por causa da mãe que está partindo. Ela foi diagnosticada com um câncer maligno. Esse papel da matriarca que se vai foi interpretada pela excelente e oscarizada Meryl Streep. Ela está graciosa e insuperável nesse personagem complicado, que apenas grandes atrizes teriam coragem de interpretar. Renée Zellweger é a filha que vê seu chão desaparecer da noite para o dia. Ele sempre teve problemas de relacionamento com sua mãe e agora precisa endireitar tudo, no pouco tempo de vida que resta dela. Um filme sensível, muito triste em diversos aspectos e ao mesmo assim grande cinema. Revendo deu saudades de um tempo em que o cinema americano investia bem mais nesses dramas edificantes da alma humana. São filmes que nos fazem crescer como seres humanos. Um espetáculo cinematográfico em todos os sentidos.

Pablo Aluísio.

Um Preço Acima dos Rubis

Um Preço Acima dos Rubis
Eu sempre gostei dos filmes da atriz Renée Zellweger. Hoje em dia, como sabemos, ela destruiu sua imagem com uma série desastrosa de cirurgias plásticas que inclusive  mudaram suas feições, o que foi um absurdo completo. Nesse filme aqui, ainda bem, isso ainda não tinha acontecido. Renée Zellweger estava como sempre a conhecemos desde o começo de sua carreira, ou seja, era uma mocinha adorável. O interessante é que se trata de um drama até com tema meio pesado. Bem diferente da linha de seu trabalho na época, que ia de comédias românticas a filmes mais leves. Claro que ela estava mirando em prêmios maiores, como até mesmo o Oscar.

O tema do filme gira em torno de uma jovem mulher da comunidade judaica. Renée Zellweger interpreta Sonia Horowitz. Ela faz parte de uma uma família de judeus ortodoxos. Costumes fechados, rígidos, extremamente conservadores e tradicionais. No fundo ela sempre almejou por maior liberdade, mas como conseguir isso no meio daqueles parentes de costumes tão limitadores? Procurando por um pouco de independência pessoal, ela acaba indo trabalhar na joalheria do cunhado, ao mesmo tempo em que começa a se interessar por um homem latino, fora de seu meio social. Filme muito bom, embora, como já frisei, um pouco pesado, com forte carga dramática. Mesmo assim gostei bastante, principalmente pelos figurinos, pela direção de arte e reconstituição histórica. É um filme do tempo em que a Renée Zellweger ainda não tinha feito o grande erro de sua vida.

Um Preço Acima dos Rubis (A Price Above Rubies, Estados Unidos, 1998) Direção: Boaz Yakin / Roteiro: Boaz Yakin / Elenco: Renée Zellweger, Christopher Eccleston, Julianna Margulies / Sinopse: Jovem judia, nascida e criada numa comunidade fechada de judeus ortodoxos, sonha em ter mais liberdade e independência. Após ir trabalhar na joalheria de um parente acaba se apaixonando por um jovem artista latino. Filme indicado ao prêmio de melhor direção no Deauville Film Festival e melhor atriz (Renée Zellweger) no New York Film Critics Circle Awards.

Pablo Aluísio.

Jerry Maguire

Jerry Maguire
Depois do grande sucesso de “Entrevista com o Vampiro”, o ator Tom Cruise entrou de cabeça em um projeto diferente. Um drama com ares de romance ambientando no competitivo mundo dos esportes, seus promotores e empresários. Dirigido pelo jovem cineasta Cameron Crowe e co-estrelada pela bonita atriz texana Renée Zellweger o filme acabou surpreendendo pelos bons números de bilheteria e pela ótima receptividade perante a crítica. O roteiro é uma alegoria sobre os sonhos de cada um e o desejo de torná-los realidade. A trama mostra a virada de vida de um agenciador de esportes bem sucedido, Jerry Maguire (Tom Cruise), que em determinado momento de sua vida começa a ter uma crise de consciência sobre o tratamento que é imposto aos atletas que sua agência tem como clientes. Ele resolve então escrever um manifesto bem idealista sobre esse aspecto e o distribui entre os demais empregados onde trabalha. O texto basicamente defendia a idéia de se valorizar mais o lado humano do atleta sem se importar tanto com a questão puramente financeira. Uma semana após ele é despedido pela agência por causa disso. Desempregado ele decide começar praticamente do nada, agenciando ele mesmo os desportistas. Infelizmente apenas um jogador de futebol americano, Rod (Cuba Gooding Jr), e a secretária Dorothy (Renée Zellwegger) resolvem acreditar em seu projeto.

Não deixa de ser curioso a existência de um roteiro desses, que mexe com o chamado capitalismo selvagem dos Estados Unidos. Em uma nação onde se valoriza ao extremo a riqueza material o texto ousava propor uma outra visão de vida, calcado muito mais na amizade e no lado mais humano das pessoas. Sua boa mensagem acabou encontrando receptividade. Após seu lançamento o filme foi ganhando cada vez mais prestígio e acabou chegando na noite do Oscar como um dos favoritos. “Jerry Maguire” foi indicado aos Oscars de Melhor Ator (Tom Cruise), Edição, Melhor Filme e Roteiro Original mas acabou vencendo apenas numa categoria improvável, a de Melhor Ator Coadjuvante (Cuba Gooding Jr). O prêmio acabou se transformando numa das maiores zebras da história da Academia pois premiava um ator praticamente desconhecido do grande público que a despeito de seu valor não mostrava grande atuação no filme. Cuba aliás foi acertado em cheio pela tal “maldição do Oscar” pois após esse filme não conseguiu mais manter uma carreira em um bom nível artístico, estrelando várias produções medíocres em sucessão (situação em que se encontra até os dias atuais). Já Tom Cruise ficou novamente de mãos abanando. Talvez Cruise seja bem sucedido demais ou antipatizado em demasia pelos demais membros da Academia mas o fato é que ele não consegue vencer o prêmio de melhor ator, ficando eternamente na fila. De um jeito ou outra fica a dica de Jerry Maguire, um filme que ousa criticar um dos pilares da mentalidade norte-americana onde primeiro vem o dinheiro e só depois o ser humano. 

Jerry Maguire (Jerry Maguire, Estados Unidos, 1996) Direção: Cameron Crowe / Roteiro: Cameron Crowe / Elenco: Tom Cruise, Cuba Gooding Jr., Renée Zellweger, Kelly Preston, Jerry O'Connel / Sinopse: Após perder o emprego por ser idealista demais um agenciador esportivo, Jerry Maguire (Tom Cruise) resolve seguir trabalhando de forma independente. Na realização de seu sonho porém só conta com o apoio de duas pessoas, uma secretária apaixonada por ele e um exótico jogador de futebol americano. Vencedor do Globo de Ouro de Melhor Ator de Comédia e Musical (Tom Cruise) e indicações nas categorias de Melhor Filme de Comédia e Musical e Ator Coadjuvante (Cuba Gooding Jr).
   
Pablo Aluísio.

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Harry & Sally - Feitos um Para o Outro

Título no Brasil: Harry & Sally - Feitos um Para o Outro
Título Original: When Harry Met Sally
Ano de Produção: 1989
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Tri Star
Direção: Rob Reiner
Roteiro: Nora Ephron
Elenco: Billy Crystal, Meg Ryan, Carrie Fisher

Sinopse:
O filme acompanha a amizade de Harry (Billy Crystal) e Sally (Meg Ryan). Passando por vários relacionamentos fracassados eles finalmente entendem após muitos anos que foram realmente feitos um para o outro.

Comentários:
Nas décadas de 80 e 90 a atriz Meg Ryan foi o maior nome das chamadas comédias românticas. Fazendo sempre o mesmo papel, basicamente da namoradinha da América, ela foi colecionando um sucesso após o outro. Bonita e simpática, com aquele jeito de paixão do colégio, ela encantou o público em geral. Um de seus maiores êxitos de bilheteria foi esse simpático “Harry & Sally” que procurava mostrar em seu enredo a amizade de um homem e uma mulher que após longos anos descobrem que são, como diz o título nacional, feitos um para o outro. Não há segredo nesse tipo de argumento. De certa forma o filme mostra que é simplesmente impossível ocorrer uma amizade sincera entre um homem e uma mulher se algum deles se sente atraído pelo outro. Embora muitas mulheres não aceitem esse tipo de pensamento a realidade dos fatos mostra justamente isso. No caso desse filme a atração é sentida desde o início por Harry (Billy Crystal, o eterno apresentador da cerimônia da Academia). Embora ele seja apaixonado por Sally, resolve com medo de perder sua amizade, esconder seus verdadeiros sentimentos. Enquanto Sally vai colecionando um relacionamento fracassado atrás do outro, Harry segue ali ao seu lado, fiel como um cãozinho de estimação. Muita gente obviamente se identificou com o roteiro, que bem escrito, jamais parte para soluções fáceis, realmente desenvolvendo muito bem os personagens principais. É no fundo uma situação até bem comum que acontece no dia a dia de várias pessoas.

O filme foi realizado pelo cineasta Rob Reiner que teve sensibilidade em deixar a estória fluir da forma mais natural possível. De certa forma repete a sensibilidade que já tinha mostrado em “Conta Comigo”, produção nostálgica que encantou a muitos na década de 80, se repete aqui. “Harry & Sally” sempre é lembrado também por causa da famosa cena do orgasmo feminino. Sally (Meg Ryan) resolve demonstrar a Harry (Billy Crystal) como é simples e fácil fingir um orgasmo. Então ali mesmo, na mesa de um restaurante, começa a imitar os sons típicos do que seria uma mulher chegando ao êxtase sexual. Simplesmente hilário e ao mesmo tempo revelador, principalmente para aqueles que pensam que são o supra sumo entre os lençóis. Ah as mulheres e suas armas de sedução! Pobres homens indefesos! Enfim fica a dica de “Harry & Sally”, uma comédia romântica deliciosa que certamente vai agradar não apenas a elas mas a eles também!

Pablo Aluísio.

Quando Um Homem Ama Uma Mulher

Título no Brasil: Quando Um Homem Ama Uma Mulher
Título Original: When a Man Loves a Woman
Ano de Produção: 1994
País: Estados Unidos
Estúdio: Touchstone Pictures
Direção: Luis Mandoki
Roteiro: Ronald Bass, Al Franken
Elenco: Andy Garcia, Meg Ryan, Ellen Burstyn, Tina Majorino

Sinopse:
Tudo corria bem com a família Green, até que Alice (Meg Ryan), a esposa, comece a apresentar problemas relacionados ao abuso de bebidas alcoólicas. O que parecia algo comum no começo, com pilequinhos aqui e acolá, começa a tomar dimensões bem maiores após Alice demonstrar que não conseguiria mais viver sem se embriagar todos os dias. Filme indicado ao Screen Actors Guild Awards na categoria de Melhor Atriz (Meg Ryan).

Comentários:
A premissa do roteiro é até muito boa, um enfoque mais centrado no problema do alcoolismo como fator de destruição do núcleo familiar, algo até bem comum de acontecer, principalmente em países como o Brasil. O curioso é que ao invés de mostrar esse problema sendo enfrentado pelo marido - como era de se esperar - no filme o alcoolismo atinge a esposa, no caso a personagem Alice Green interpretada por uma jovem e ainda bonitinha Meg Ryan! O filme aliás foi feito para que ela conquistasse o Oscar, mas não deu, nem uma indicação conseguiu arrancar da academia. Assim Andy Garcia cumpre o papel de escada para que sua parceira de cena brilhe no quesito atuação. Talvez por Ryan ser jovem demais ainda ou pelo fato do filme ter sido produzido pela Disney através de seu estúdio Touchstone Pictures, o fato é que "When a Man Loves a Woman" apesar de ser bom, não consegue ir até as últimas consequências envolvendo o tema. Como todos sabemos o alcoolismo é tudo, menos glamouroso. Não seria a Disney que iria a fundo nessa doença, mostrando o seu pior lado. Assim tudo fica no meio termo mesmo, em uma visão um tanto quanto plastificada sobre esse mal que atinge milhões ao redor do mundo. Quem conhece sabe a barra pesada que é, mas a Disney não quis mostrar as entranhas feias desse tipo de coisa, afinal é um estúdio familiar que até topa explorar o alcoolismo, mas claro sem ir fundo demais na ferida.

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 30 de julho de 2026

Pretty Baby – Menina Bonita

Pretty Baby – Menina Bonita
Essa semana, para minha surpresa, me deparei com esse filme sendo exibido em um canal a cabo pelo período da tarde. Sem falsos moralismos acredito que esse definitivamente não seja o horário adequado para a exibição dessa película. O motivo? Basta dar uma lida na sinopse para descobrir. O filme narra a vida de uma garota de apenas 12 anos, Violet, interpretada por Brooke Shields. A estória se passa em New Orleans no começo do século XX. Tudo estaria tudo bem se não fossem as circunstâncias que rondam a vida da jovem. Ela é filha de uma prostituta, interpretada por Susan Sarandon. Vive dentro de um bordel decadente e lascivo. Como se não bastasse tem sua virgindade leiloada sem pudores durante uma noite. Entre os clientes que dão seus lances estão políticos (um senador depravado), empresários, homens de negócios e até mesmo sujeitos que passam a imagem de serem acima de qualquer suspeita dentro da sociedade. A cena do leilão é tratada com fina naturalidade, o que deixa tudo ainda mais perturbador.

O filme ainda trata sobre um improvável romance envolvendo a garotinha e um homem bem mais velho que ganha a vida vendendo fotos de nudismo das prostitutas – clicando inclusive a própria mãe da personagem de Brooke Shields. O filme tem nudez moderada (apenas seios à mostra) mas pelo tema forte e complicado do ponto de vista moral só deveria ser exibido tarde da noite, em um horário mais adequado para sua proposta. Aqui obviamente não se trata de censura mas de bom senso apenas. Tirando as questões morais de lado é importante ainda chamar a atenção para a postura do filme sobre o tema de que trata. As prostitutas, as doenças, a vida sacrificada e explorada, tudo vai surgindo na tela com se fosse algo muito natural na vida daquelas personagens. O diretor Louis Malle parece muito à vontade em contar essa estória. Algumas das mulheres nasceram em bordéis e não conseguem ver outra vida pela frente. A dona do estabelecimento, uma cafetina destruída pela vida e pelo tempo, mais parece uma personagem saída dos filmes de Fellini. Brooke Shields a estrela juvenil repudiou o filme alguns anos depois afirmando que não deveria ter feito algo assim. Olhando para trás devo concordar. O filme é bom, não restam dúvidas, mas seu tema é forte demais para uma atriz tão jovem quanto Brooke era na época. De uma forma ou outra vale a pena ser redescoberto nem que seja para vermos como a prostituição infantil era terrivelmente encarada como algo normal naquele passado distante.

Pretty Baby - Menina Bonita (Pretty Baby, Estados Unidos, 1978) Direção: Louis Malle / Roteiro: Polly Platt / Elenco: Brooke Shields, Keith Carradine, Susan Sarandon / Sinopse: Garota de 12 anos, filha de uma prostituta, tem sua virgindade leiloada no bordel onde vive. Ao mesmo tempo começa a ter sentimentos por um homem bem mais velho, um fotógrafo de nudismo.

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 24 de julho de 2026

Amor Sem Fim

Amor Sem Fim 
Amor Sem Fim (Endless Love) foi lançado em 17 de julho de 1981, dirigido por Franco Zeffirelli e baseado no romance homônimo de Scott Spencer. O roteiro foi escrito por Judith Rascoe, com revisões não creditadas de outros roteiristas durante a produção. O elenco principal reúne Brooke Shields, Martin Hewitt, Shirley Knight, Don Murray, Richard Kiley e Beatrice Straight. A história acompanha David Axelrod, um jovem de origem humilde profundamente apaixonado por Jade Butterfield, filha de uma rica família da alta sociedade. O relacionamento entre os dois é intenso e obsessivo, despertando a desaprovação dos pais da garota. Na tentativa desesperada de provar seu amor, David toma uma atitude impulsiva que desencadeia uma tragédia, levando-o a enfrentar consequências legais e emocionais que ameaçam destruir definitivamente o romance. O filme procura explorar os limites entre o amor verdadeiro, a paixão obsessiva e os conflitos entre diferentes classes sociais.

Quando estreou, Amor Sem Fim recebeu uma recepção crítica predominantemente negativa, apesar da enorme expectativa criada em torno de Brooke Shields, que vivia o auge de sua popularidade após A Lagoa Azul (1980). O The New York Times considerou que o filme sacrificava a profundidade psicológica do romance em favor de um melodrama excessivamente sentimental, observando que a paixão dos protagonistas parecia mais artificial do que convincente. O Los Angeles Times elogiou a elegância visual da direção de Franco Zeffirelli, mas criticou o desenvolvimento superficial dos personagens. A revista Variety afirmou que a produção era visualmente sofisticada, porém comprometida por um roteiro inconsistente e por um protagonista masculino sem o carisma necessário para sustentar a história. Muitos críticos também apontaram que Martin Hewitt demonstrava pouca experiência diante da forte presença de Brooke Shields. O consenso geral foi de que o filme possuía qualidades técnicas, mas não conseguia transmitir toda a força emocional presente no romance original.

Apesar das críticas desfavoráveis, Amor Sem Fim recebeu reconhecimento em uma categoria importante. A canção-tema "Endless Love", interpretada por Diana Ross e Lionel Richie, tornou-se um enorme sucesso internacional. A música foi indicada ao Oscar de Melhor Canção Original e ao Globo de Ouro, além de alcançar o primeiro lugar na parada Billboard Hot 100, permanecendo várias semanas no topo e tornando-se um dos maiores sucessos da década de 1980. Muitos críticos observaram que a trilha sonora acabou conquistando um prestígio muito superior ao do próprio filme. Até hoje, "Endless Love" é considerada uma das mais famosas baladas românticas da história da música popular.

Do ponto de vista comercial, Amor Sem Fim apresentou um desempenho satisfatório. Produzido com um orçamento estimado em cerca de US$ 20 milhões, arrecadou aproximadamente US$ 32,5 milhões nas bilheterias norte-americanas, obtendo ainda receitas adicionais no mercado internacional. Embora não tenha alcançado o status de grande blockbuster, o filme recuperou seu investimento e atraiu principalmente o público jovem interessado no romance entre Brooke Shields e Martin Hewitt. A popularidade da atriz e o enorme sucesso da música-tema contribuíram decisivamente para manter o longa em evidência durante vários meses. Posteriormente, o filme também obteve boa aceitação no mercado de vídeo doméstico e nas exibições televisivas, especialmente entre admiradores dos dramas românticos da década de 1980.

Atualmente, Amor Sem Fim é lembrado de maneira bastante diferente daquela observada em seu lançamento. Embora continue sendo considerado um filme inferior às melhores obras de Franco Zeffirelli, muitos espectadores passaram a apreciar sua fotografia elegante, a direção sensível e a atmosfera romântica característica do cinema do início dos anos 1980. Brooke Shields permanece como o principal destaque da produção, enquanto a canção "Endless Love" praticamente eclipsou o próprio filme, tornando-se um clássico absoluto da música romântica. O longa também é frequentemente citado como um retrato da estética cinematográfica da época e como uma curiosidade na carreira de Zeffirelli. Décadas depois de sua estreia, Amor Sem Fim continua despertando interesse tanto pela presença de Brooke Shields quanto por sua inesquecível trilha sonora.

Amor Sem Fim (Endless Love, Estados Unidos, 1981) Direção: Franco Zeffirelli / Roteiro: Judith Rascoe, baseado no romance Endless Love, de Scott Spencer / Elenco: Brooke Shields, Martin Hewitt, Shirley Knight, Don Murray, Richard Kiley e Beatrice Straight / Sinopse: Um jovem apaixonado por uma garota da alta sociedade leva seu amor ao extremo, desencadeando acontecimentos trágicos que colocam à prova seus sentimentos e transformam profundamente a vida de ambos.

Erick Steve. 

sexta-feira, 17 de julho de 2026

Brooke Shields e a Lagoa Azul

O filme A Lagoa Azul (The Blue Lagoon) foi lançado em 20 de junho de 1980, dirigido por Randal Kleiser e estrelado por Brooke Shields, Christopher Atkins, Leo McKern, William Daniels e Elva Josephson. Baseado no romance homônimo de Henry De Vere Stacpoole, publicado em 1908, o filme conta a história de Richard e Emmeline, duas crianças que sobrevivem a um naufrágio no Pacífico Sul ao lado de um velho marinheiro. Após a morte do único adulto que os acompanhava, os dois crescem completamente isolados em uma exuberante ilha tropical, aprendendo a sobreviver apenas com os recursos da natureza. Sem contato com a civilização, eles descobrem gradualmente o amor, a sexualidade e a formação de uma família, enfrentando desafios naturais e emocionais. A narrativa procura retratar a passagem da infância para a vida adulta em um ambiente paradisíaco, combinando romance, aventura e drama. As belas paisagens das ilhas Fiji contribuíram para transformar o filme em uma das produções visualmente mais marcantes do início da década de 1980.

Quando foi lançado, A Lagoa Azul recebeu uma recepção crítica predominantemente negativa. O The New York Times considerou que o filme privilegiava excessivamente a beleza de seus cenários e protagonistas em detrimento da profundidade dramática, classificando-o como uma obra visualmente atraente, mas emocionalmente superficial. O Los Angeles Times elogiou a fotografia exuberante, porém criticou o ritmo lento e a fragilidade do roteiro. A revista Variety reconheceu o enorme apelo comercial da produção, mas observou que a história apresentava desenvolvimento limitado e personagens pouco complexos. Muitos críticos também apontaram controvérsias relacionadas à sensualização de personagens adolescentes, especialmente devido à idade de Brooke Shields durante as filmagens, tema que gerou intenso debate na imprensa. Apesar das críticas ao roteiro, praticamente todos os veículos elogiaram a fotografia de Néstor Almendros e a beleza das locações naturais. Assim, a avaliação crítica foi majoritariamente desfavorável, embora alguns aspectos técnicos tenham sido amplamente reconhecidos.

Na temporada de premiações, A Lagoa Azul recebeu uma indicação ao Oscar na categoria de Melhor Fotografia, graças ao trabalho de Néstor Almendros, cuja utilização da luz natural foi amplamente elogiada. Brooke Shields também recebeu uma indicação ao Framboesa de Ouro de Pior Atriz, prêmio criado justamente naquele ano para destacar as produções mais criticadas de Hollywood. Ao longo do tempo, diversos críticos passaram a reconhecer que, embora o roteiro apresente limitações, a fotografia, a direção de arte e a trilha sonora contribuíram para criar uma atmosfera inesquecível. Publicações como The New Yorker destacaram o contraste entre a beleza visual da produção e a simplicidade de sua narrativa. O filme também permaneceu no centro de debates culturais sobre representação da adolescência e sexualidade no cinema. Dessa forma, sua importância histórica acabou ultrapassando sua recepção crítica inicial.

Do ponto de vista comercial, A Lagoa Azul foi um enorme sucesso de bilheteria. Produzido com um orçamento estimado em aproximadamente US$ 4,5 milhões, arrecadou cerca de US$ 58 milhões apenas nos Estados Unidos e mais de US$ 58 milhões no mercado internacional, superando amplamente suas expectativas comerciais. O público foi atraído pelas paisagens paradisíacas, pelo romance entre os protagonistas e pela forte campanha publicitária da Columbia Pictures. Christopher Atkins tornou-se uma revelação imediata, enquanto Brooke Shields consolidou sua posição como uma das jovens atrizes mais conhecidas do mundo. O filme também alcançou enorme popularidade nas exibições televisivas e posteriormente no mercado de vídeo doméstico. Embora a crítica permanecesse dividida, a resposta do público foi extremamente favorável, garantindo à produção o status de um dos maiores sucessos comerciais de 1980.

Atualmente, A Lagoa Azul continua sendo um dos romances mais conhecidos do cinema das décadas de 1970 e 1980. Apesar de ainda despertar discussões sobre alguns de seus temas e escolhas de produção, o filme conquistou uma legião de admiradores graças à sua fotografia exuberante, à trilha sonora delicada e ao clima de fantasia romântica. A atuação de Brooke Shields permanece uma das mais lembradas de sua juventude, enquanto Christopher Atkins ficou para sempre associado ao papel de Richard. A influência do filme pode ser percebida em diversas produções posteriores ambientadas em ilhas desertas e romances de sobrevivência. Também gerou continuações e uma refilmagem para a televisão, embora nenhuma delas tenha alcançado o mesmo impacto cultural da versão de 1980. Mais de quatro décadas após seu lançamento, A Lagoa Azul permanece um clássico popular do cinema romântico de aventura.

A Lagoa Azul (The Blue Lagoon, Estados Unidos, 1980) Direção: Randal Kleiser / Roteiro: Douglas Day Stewart, baseado no romance The Blue Lagoon, de Henry De Vere Stacpoole / Elenco: Brooke Shields, Christopher Atkins, Leo McKern, William Daniels, Elva Josephson e Glenn Kohan / Sinopse: Dois jovens sobrevivem a um naufrágio e crescem isolados em uma ilha tropical, onde aprendem a sobreviver, descobrem o amor e enfrentam os desafios da vida longe da civilização.

Erick Steve. 

A Lagoa Azul

Título no Brasil: A Lagoa Azul
Título Original: The Blue Lagoon
Ano de Produção: 1980
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures
Direção: Randal Kleiser
Roteiro: Douglas Day Stewart baseado no livro de Henry De Vere Stacpoole
Elenco: Brooke Shields, Christopher Atkins, Leo McKern

Sinopse:
Casal de náufragos vive em ilha perdida no pacífico sul. Juntos vão crescendo e vivendo as primeiras experiências amorosas e sentimentais. Filme indicado ao Oscar na categoria de Melhor Fotografia (Néstor Almendros). Indicado ao Globo de Ouro na categoria de revelação masculina (Christopher Atkins). "Vencedor" do Framboesa de Ouro na categoria Pior Atriz (Brooke Shields).

Comentários:
Se você perguntasse a um jovem do começo da década de 80 quem ele levaria para uma ilha deserta era quase certo que ele responderia: Brooke Shields. O filme "A Lagoa Azul" estaria em cartaz e a bela adolescente fazia parte do imaginário romântico e sexual de todo garoto daqueles anos. De certa forma "A Lagoa Azul" era o sonho de todo rapaz apaixonado. Ficar sozinho com uma linda jovem em uma ilha paradisíaca no meio do Oceano. O roteiro foi escrito a partir do famoso livro do romancista inglês Henry De Vere Stacpoole. A estória em si já é uma miscelânea dos ideais românticos que se espalharam pela literatura no começo do século XX. Lá está a jovem donzela, o garoto, quase homem, que a venera e o cenário extremamente bucólico ao redor. Além do romantismo, "A Lagoa Azul" ainda pincela momentos que de uma forma ou outra revisitam o livro do gênesis da Bíblia. Pois ambos são puros de coração mas vão aos poucos se descobrindo, perdendo a inocência original.

O filme foi realizado nas lindas locações das ilhas Fiji. Houve um certo desconforto com as muitas cenas sensuais e de nudez pois a atriz Brooke Shileds era menor de idade. Com extrema sensibilidade o diretor  Randal Kleiser resolveu então com habilidade na edição suavizar esses momentos, deixando tudo com um olhar de muito bom gosto, conseguindo ser sensual sem se tornar vulgar ou apelativo. Com isso a produção conseguiu uma classificação etária que não prejudicasse sua bilheteria. E por falar em bilheterias "A Lagoa Azul" se tornou um filme extremamente lucrativo para o estúdio. Com custo reduzido de meros quatro milhões de dólares conseguiu render quase 80 milhões ao redor do mundo, um resultado realmente excepcional para a Columbia que dessa forma encheu seus cofres, superando uma velha crise financeira que teimava em persistir por anos. O sucesso transformou  Brooke Shields em estrela, conseguindo um bom espaço que só não foi maior por causa de erros na administração de sua carreira. Pior aconteceu com seu parceiro de cena, Christopher Atkins, que não conseguiu alcançar maiores vôos. De qualquer modo mesmo tendo consciência que o filme envelheceu e que de certa forma saturou por ter sido muito satirizado ao longo dos anos, não há como negar que ainda continua charmoso e muito romântico, quase atemporal. Se você é uma pessoa que ainda acredita no amor não deixe de assistir "A Lagoa Azul".

Pablo Aluísio.

De Volta à Lagoa Azul

Título no Brasil: De Volta à Lagoa Azul
Título Original: Return to the Blue Lagoon
Ano de Produção: 1991
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures
Direção: William A. Graham
Roteiro: Henry De Vere Stacpoole, Leslie Stevens
Elenco: Brian Krause, Milla Jovovich, Lisa Pelikan

Sinopse:
Duas crianças são abandonadas e ficam isoladas numa linda ilha no Pacífico Sul. Ao se tornarem adolescentes começam a perceber estranhos sentimentos uma em relação à outra. Não tarda para que o romance entre elas surja com toda a intensidade própria da idade.

Comentários:
Sem dúvida um dos filmes mais oportunistas que se tem notícia. A Columbia não assumiu o filme como um remake e nem como uma continuação - assim é complicado entender do que se trata mesmo esse "De Volta à Lagoa Azul". A premissa é completamente a mesma do famoso sucesso com Brooke Shields no começo dos anos 80. Um filme feito para jovens apaixonados que gostariam de viver um grande amor numa ilha paradisíaca perdida no meio da imensidão do Oceano Pacífico. O problema é que aqui não podemos contar nem mesmo com o carisma do casal de atores do filme original. A modelo Milla Jovovich pela primeira vez chama a atenção no cinema. Mal sabia ela que sua carreira só iria decolar mesmo depois de encontrar zumbis no meio do caminho na franquia de terror "Resident Evil". Se Milla não é grande coisa como atriz imagine seu nulo parceiro, Brian Krause, em cena. Enfim uma refilmagem completamente desnecessária e inútil que, como sempre, só se salva pela linda fotografia que procura tirar todo o proveito da maravilhosa ilha onde tudo foi filmado. Fora isso nada digno de nota.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 15 de julho de 2026

George Washington

Título no Brasil: George Washington 
Título Original: Young Washington
Ano de Lançamento: 2026
País: Estados Unidos
Estúdio: Wonder Project, 2521 Entertainment e Angel Studios
Direção: Jon Erwin
Roteiro: Jon Erwin, Diederik Hoogstraten e Tom Provost
Elenco: William Franklyn-Miller, Ben Kingsley, Andy Serkis, Mary-Louise Parker, Kelsey Grammer, Joel David Smallbone, Mia Rodgers e Jonno Davies. O filme estreou no Festival de Tribeca em junho de 2026 antes de seu lançamento comercial nos Estados Unidos em 3 de julho de 2026.

Sinopse:
Antes de se tornar o primeiro presidente dos Estados Unidos e um dos principais líderes da independência americana, George Washington era apenas um jovem oficial da milícia da Virgínia tentando provar seu valor. A narrativa acompanha os acontecimentos da Guerra Franco-Indígena, quando uma missão comandada pelo inexperiente Washington termina em desastre e contribui para desencadear um conflito de dimensões mundiais. Obrigado a enfrentar os próprios erros, lidar com derrotas militares e conquistar o respeito de seus superiores, o jovem oficial inicia um processo de amadurecimento que moldará o homem destinado a liderar a Revolução Americana anos depois. O filme combina grandes cenas de batalha com um drama biográfico centrado na formação moral e política de Washington, enfatizando os desafios pessoais que antecederam sua consagração como um dos fundadores dos Estados Unidos.

Comentários:
Young Washington foi lançado como parte das comemorações dos 250 anos da independência dos Estados Unidos e despertou grande interesse por abordar um período pouco explorado da vida de George Washington. A crítica americana recebeu o filme de forma moderadamente positiva. No Rotten Tomatoes, a aprovação inicial ficou em torno de 60%, indicando uma recepção favorável, embora distante do consenso entusiasmado obtido por grandes épicos históricos recentes. Diversos críticos elogiaram a direção de Jon Erwin por privilegiar o desenvolvimento humano do protagonista em vez de construir uma narrativa excessivamente patriótica. A revista Entertainment Weekly destacou a atuação de William Franklyn-Miller, afirmando que o jovem ator consegue retratar Washington como um líder inseguro, impulsivo e falível, tornando sua evolução dramática convincente. Também receberam muitos elogios as interpretações de Ben Kingsley, no papel do governador Robert Dinwiddie, e de Andy Serkis como o general britânico Edward Braddock. A fotografia das batalhas e o cuidadoso trabalho de reconstituição histórica foram frequentemente apontados entre os maiores méritos técnicos da produção. Ao mesmo tempo, alguns críticos observaram que o roteiro simplifica determinados acontecimentos históricos e adota um tom bastante reverente em relação ao personagem principal.

Entre o público, a recepção foi significativamente mais calorosa do que entre os críticos. O filme recebeu nota A no CinemaScore e alcançou cerca de 92% de aprovação da audiência no site da Angel Studios, demonstrando forte aceitação entre os espectadores. Nas comunidades de cinema, as opiniões foram bastante variadas. Alguns espectadores elogiaram o equilíbrio entre espetáculo e drama histórico, comparando a produção a clássicos como The Patriot e Braveheart em sua abordagem das batalhas e do heroísmo. Outros criticaram o tom excessivamente idealizado da narrativa e questionaram a ausência de maior aprofundamento em aspectos mais controversos da biografia de George Washington. Comercialmente, o longa representou um dos maiores sucessos da história da Angel Studios, registrando uma forte estreia no feriado da Independência americana e levando o estúdio a anunciar rapidamente o desenvolvimento de uma sequência intitulada 1776, que deverá acompanhar Washington durante a Revolução Americana.

Erick Steve.