sexta-feira, 9 de outubro de 2026
Quase Famosos
Título Original: Almost Famous
Ano de Produção: 2000
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures, DreamWorks SKG
Direção: Cameron Crowe
Roteiro: Cameron Crowe
Elenco: Billy Crudup, Frances McDormand, Kate Hudson, Philip Seymour Hoffman
Sinopse: Um garoto de apenas 15 anos realiza o sonho de qualquer jovem de sua idade: cobrir a excursão de uma banda de rock durante os anos 70. Contratado pela famosa revista Rolling Stone ele coloca o pé na estrada ao lado de músicos, empresários e tietes e vivencia na pele os loucos anos da história do rock americano.
Comentários:
Sim, faz bastante tempo, mas me lembro bem do lançamento desse "Almost Famous". Na época o filme foi mais do que badalado. Também pudera, o cineasta Cameron Crowe virou o queridinho da mídia e do jornalismo que se achava mais descolado. No auge do exagero chegaram a chamar Crowe de "gênio da nova geração". Como sou muito precavido desses arroubos da imprensa - sempre indo atrás da última modinha - resolvi esperar para crer. Não há como negar que " Quase Famosos" é um bom filme. O mesmo se aplica a "Jerry Maguire" e "Vida de Solteiro". O mesmo não se pode dizer porém de coisas como "Tudo Acontece em Elizabethtown" e "Compramos Um Zoológico". Trocando em miúdos: Crowe é um diretor interessante? Sim, claro. É um gênio da sétima arte? Não, faça-me o favor... Assim deixando as bobagens da mídia de lado vamos analisar o filme sem exageros. O roteiro é de fato acima da média (levemente inspirado na própria vida de Crowe) e o elenco como um todo está muito bem (com destaque para Frances McDormand, Kate Hudson e Philip Seymour Hoffman). Obviamente que quem gosta de Rock vai apreciar muito mais, afinal o filme passeia com desenvoltura dentro do cenário musical das bandas dos anos 70. Mas fora isso não há como qualificar "Quase Famosos" como excepcional ou obra prima. Assista, ignore as opiniões mais ufanistas e descabeladas e o mais importante de tudo, divirta-se sem maiores compromissos. Quer algo mais rock ´n´ roll do que isso?
Pablo Aluísio.
As Quatro Plumas
Título Original: The Four Feathers
Ano de Produção: 2002
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Shekhar Kapur
Roteiro: Michael Schiffer
Elenco: Heath Ledger, Kate Hudson, Wes Bentley, Daniel Caltagirone, Lucy Gordon, Alex Jennings
Sinopse:
Durante uma guerra nas colônias inglesas um oficial britânico decide abandonar o campo de batalha. Isso cria uma série de problemas pessoais e profissionais para ele pois a partir de então ele é visto como um mero covarde, recebendo quatro plumas por seu ato. Um gesto simbólico de desmerecimento.
Comentários:
Heath Ledger morreu jovem demais. Em janeiro de 2008 ele sofreu uma overdose de drogas que acabou com sua vida. Estava em um dos melhores momentos de sua carreira. Outro talento que sucumbiu ao vício. Uma pena. Esse "As Quatro Plumas" foi uma tentativa da Paramount em transformá-lo em astro. Ele ainda estava começando a se tornar conhecido e contracenava com a gracinha da Kate Hudson. É um filme de época, com todos aqueles uniformes militares pomposos e um código de ética e moral que soam completamente estranhos para as novas gerações. Apesar de ter até gostado do filme achei que o diretor indiano Shekhar Kapur não conseguiu imprimir um bom ritmo para o filme. O desenvolvimento se torna lento e pesado em algumas partes. Um pouco mais de leveza cairia muito bem. Talvez por isso o filme não tenha feito sucesso, chegando a dar prejuízo para o estúdio dentro do mercado americano. Assim apesar da boa e bonita produção, não é aquele tipo de épico marcante. É um momento de presenciar Heath Ledger tentando chegar ao topo em Hollywood e nada muito além disso. Dizem que na época ele teve um caso amoroso com Kate Hudson. Bom, se isso foi verdade então já valeu ter feito o filme...apesar de tudo.
Pablo Aluísio.
Kate Hudson - Filmografia Selecionada
sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Quatro Casamentos e Um Funeral
Quatro Casamentos e Um Funeral
Essa comédia acabou transformando o ator Hugh Grant em um astro. Seu estilo tipicamente britânico acabou caindo no gosto do grande público, inclusive do americano, já que as mulheres acabaram suspirando por seu ar tímido e atrapalhado, que acabava se revelando um charme irresistível para o público feminino. Bom para ele, que depois desse sucesso cruzou o Atlântico e começou uma bem sucedida carreira na América, colecionando sucessos e mais sucessos de bilheteria (embora hoje em dia ele esteja em baixa, praticamente aposentado). Mesmo assim ainda vale muito a pena rever o filme, pois ele não envelheceu em nada, mantendo-se ainda muito divertido e engraçado, com ótima trilha sonora.
Quatro Casamentos e Um Funeral (Four Weddings and a Funeral, Inglaterra, 1994) Direção: Mike Newell / Roteiro: Richard Curtis / Elenco: Hugh Grant, Andie MacDowell, James Fleet / Sinopse: Comédia romântica de sucesso nos anos 90, com toques de puro humor negro inglês. Indicado ao Oscar nas categorias de Melhor Filme e Melhor Roteiro Original. Vencedor do Globo de Ouro na categoria de Melhor Ator - Comédia ou Musical (Hugh Grant).
Pablo Aluísio.
Filmografia Selecionada: Hugh Grant
sexta-feira, 25 de setembro de 2026
Miss Simpatia
“Miss Simpatia” aliás investe justamente nisso, no choque que surge entre uma garota durona e o mundo fútil e artificial dos concursos de misses! É a tal coisa, choques de realidades geralmente são divertidos e engraçados e o roteiro do filme foi todo escrito aproveitando essa premissa. Sandra Bullock aqui interpreta uma policial rude e machona que acaba tendo que se disfarçar de miss para desvendar um crime ocorrido em um dos principais concursos de beleza dos EUA. O jeito sulista de Bullock então cai como uma luva para o enredo que explora exatamente a diferença existente entre o seu jeito de ser e as regras que norteiam a vida dessas dondocas e beldades. Não posso dizer que o filme é todo ruim porque há sim seqüências divertidas e engraçadas mas nada que justifique a grande bilheteria que essa comédia teve em seu lançamento. O público simplesmente adorou o jeito cafona e mal educada, além da risada de “porquinha” da personagem de Bullock! Agora uma coisa deve-se reconhecer: nada é mais engraçado no filme inteiro do que ver o eterno Capitão Kirk, o ator William Shatner, pagando mico como apresentador de concurso de misses! É realmente de rolar de rir... Por essa nem o Dr. Spock esperava...
Miss Simpatia (Miss Congeniality, Estados Unidos, 2000) Direção: Donald Petrie / Roteiro: Marc Lawrence, Katie Ford / Elenco: Sandra Bullock, Michael Caine, Benjamin Bratt, William Shatner / Sinopse: Gracie Hart (Sandra Bullock) é uma policial que precisa se infiltrar em um fútil e frívolo concurso de miss para solucionar um caso dos mais complicados.
Pablo Aluísio.
28 Dias
Condenada, é levada para uma clínica de reabilitação e aí começa a, digamos, parte chata do filme. Curiosamente Sandra Bullock escolheu pessoalmente uma diretora para o filme, que teve equipe quase toda feminina (aí incluída a roteirista). O problema é que a cineasta Betty Thomas era mais experiente com comédias, como "Dr. Dolittle" e "O Rei da Baixaria", então não havia mesmo o toque certo para esse tipo de filme. No geral ficou apenas como uma nota de rodapé na filmografia da senhorita Bullock. Poderia ser mais bem desenvolvido, poderia ser mais interessante, poderia explorar melhor o tema. Porém tudo ficou mesmo pelo meio do caminho das boas intenções.
28 Dias (28 Days, Estados Unidos, 2000) Direção: Betty Thomas / Roteiro: Susannah Grant / Elenco: Sandra Bullock, Viggo Mortensen, Dominic West / Sinopse: Jovem escritora (Bullock) vê sua vida mudar completamente quando, embriagada, bate o carro numa casa. Condenada na justiça, é enviada para uma clínica de recuperação de alcoolismo. A festa, que parecia não ter fim, chega ao seu final.
Pablo Aluísio.
sexta-feira, 18 de setembro de 2026
Forças do Destino
Da Magia à Sedução
Título Original: Practical Magic
Ano de Produção: 1998
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros
Direção: Griffin Dunne
Roteiro: Alice Hoffman, Robin Swicord
Elenco: Sandra Bullock, Nicole Kidman, Stockard Channing, Dianne Wiest, Evan Rachel Wood, Aidan Quinn
Sinopse:
Duas irmãs, Sally (Sandra Bullock) e Gillian (Nicole Kidman), tentam fugir de uma maldição secular. As mulheres de sua família, bruxas em um passado distante, não conseguem ser felizes no amor. Os homens com quem elas se envolvem geralmente acabam tendo finais trágicos. Para fugir desse destino tão cruel elas então tentam mudar o futuro, olhando para as lições do passado. Filme vencedor do Blockbuster Entertainment Awards na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante (Stockard Channing).
Comentários:
É um filme que hoje em dia está mais do que datado. E isso nem faz muita diferença pois o filme realmente nunca foi grande coisa! O roteiro jamais convence, é tudo muito popzinho, inofensivo, nada marcante. Revisto hoje em dia o maior atrativo vem obviamente do elenco, com uma ótima dupla de beldades de Hollywood, ainda bem jovens, bonitas e sensuais na época, prestes a se tornarem grandes estrelas de cinema (na época do filme elas ainda não tinham atingido esse status, sendo apenas atrizes promissoras). Como escrevi o argumento é bobinho, bobinho, tudo baseado na obra teen da escritora Alice Hoffman (alguém ainda lembra dos livros dela?). Nicole Kidman, já com os cabelos alisados, sem aqueles grandes cachos do começo de sua carreira, mas ainda bem ruivos, rouba todas as atenções com sua beleza. Já Bullock faz a linha mais inteligente, intelectual, embora também esteja muito bonita em cena. Um detalhe curioso: esse foi um dos primeiros trabalhos de Evan Rachel Wood (de "Westworld"). Ela era apenas uma garotinha e foi indicada, veja só, ao prêmio da Young Artist Awards! Mas enfim, esse é mesmo um desses filmes sobre magia que eram direcionados mais para o público jovem dos anos 90. Hoje em dia anda bem esquecido, o que não deixa de ser completamente compreensível porque é um filme bem mais ou menos.
Pablo Aluísio.
Enquanto Você Dormia
Título Original: While You Were Sleeping
Ano de Produção: 1995
País: Estados Unidos
Estúdio: Hollywood Pictures
Direção: Jon Turteltaub
Roteiro: Daniel G. Sullivan, Fredric Lebow
Elenco: Sandra Bullock, Bill Pullman, Peter Gallagher, Peter Boyle, ack Warden, Glynis Johns
Sinopse:
Lucy (Sandra Bullock) trabalha vendendo bilhetes no metrô de Chicago. Certo dia ela acaba salvando a vida de um passageiro e passa a ser confundida como se fosse a namorada dele, o que gera uma série de mal-entendidos e confusões de todos os tipos. Filme indicado ao Globo de Ouro na categoria de melhor atriz - musical ou comédia (Sandra Bullock).
Comentários:
A atriz Sandra Bullock começou a se transformar em estrela de Hollywood nesse filme. Essa produção era para ser apenas uma comédia romântica como tantas outras que eram lançadas naquela mesma temporada, mas acabou se tornando um grande sucesso de bilheteria. Qual era o segredo desse sucesso? Para muitos críticos na época de lançamento do filme, o segredo era o carisma da própria Sandra Bullock. Ela foi a alma desse filme, encantando a todos. Sua personagem tinha o estilo certo para agradar ao grande público. Além disso todos estavam em busca de um filme romântico, leve, bem humorado, com jeitão de filmes de romance da era de ouro de Hollywood. Com todos esses elementos nos lugares certos, o filme acabou funcionando muito bem. E o diretor Jon Turteltaub que era acostumado a dirigir comédias mais exageradas também acertou a mão. Ao lado da atriz encontrou o caminho certo, principalmente no uso de sutileza e elegância necessárias para se contar uma boa história de amor.
Pablo Aluísio.
sexta-feira, 11 de setembro de 2026
Um Sonho Sem Limites
Batman Eternamente
sexta-feira, 4 de setembro de 2026
Um Sonho Distante
Título Original: Far and Away
Ano de Produção: 1992
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures
Direção: Ron Howard
Roteiro: Bob Dolman, Ron Howard
Elenco: Tom Cruise, Nicole Kidman, Thomas Gibson
Sinopse:
O jovem Joseph Donnelly (Tom Cruise) decide deixar sua terra natal, a Irlanda, em busca de uma nova vida na América. Seu objetivo é participar da corrida em busca de novas terras na colonização do território do Oklahoma em 1893. O filme é um retrato da expansão rumo ao oeste dos Estados Unidos da América.
Comentários:
Após conhecer Nicole Kidman no set de "Dias de Trovão" e se apaixonar por ela, Cruise retorna à parceria nessa super produção com ares de filmes antigos. A pretensão do ator era realmente estrelar um épico ao velho estilo, com muitas cenas edificantes, músicas grandiosas e paisagens de cartão postal. Aqui ele interpreta um imigrante irlandês que vem tentar a sorte na América em 1892. O filme tem linda fotografia, uma direção de arte suntuosa e uma produção de encher os olhos mas não conseguiu cair no gosto do público. Feito para render milhões o filme comercialmente falando ficou bem abaixo das expectativas. De qualquer forma é um bom momento na carreira de Cruise, um filme que foi prejudicado por um marketing equivocado mas que mesmo assim vale a pena como bom entretenimento.
Pablo Aluísio.
Minha Vida
O filme não é grande coisa, mas também não chega a ser ruim completamente. Para ajudar na duração temos a linda Nicole Kidman interpretando Gail, a esposa de Bob (Keaton). Ela talvez seja o único motivo para rever o filme nos dias de hoje. Ainda jovem e muito bonita (se bem que ela nunca deixou de ser uma linda mulher), a atriz empresta graça e carisma a um roteiro meio capenga que perde o pique depois da segunda metade de duração. No final das contas o filme não fez muito sucesso (na realidade seu resultado comercial foi bem fraco) o que fez com que a carreira de Keaton fosse cada vez mais para o buraco. Foram tempos difíceis para o ex-Batman.
Minha Vida (My Life, Estados Unidos, 1993) Direção: Bruce Joel Rubin / Roteiro: Bruce Joel Rubin / Elenco: Michael Keaton, Nicole Kidman, Bradley Whitford / Sinopse: Um homem que descobre que vai morrer em breve decide gravar uma série de vídeos para serem assistidos pelos seus filhos, em um futuro próximo.
Pablo Aluísio.
Malícia
Título Original: Malice
Ano de Produção: 1993
País: Estados Unidos
Estúdio: Castle Rock Entertainment
Direção: Harold Becker
Roteiro: Aaron Sorkin, Jonas McCord
Elenco: Alec Baldwin, Nicole Kidman, Bill Pullman
Sinopse:
Um conto sobre um casal, há pouco tempo casado, que gostaria muito de realizar o sonho de ter filhos. A esposa Tracy (Nicole Kidman) ensina arte e Andy (Bill Pullman) está no topo de sua carreira, exercendo a função de reitor em uma bela Universidade. A vida do casal muda repentinamente quando Tracy passa mal e é levada ao hospital, onde acaba conhecendo o médico Jed (Alec Baldwin), que tem planos sombrios para o futuro daquele casal. Filme vencedor do festival Cognac Festival du Film Policier na categoria de Melhor Direção (Harold Becker).
Comentários:
Nicole Kidman, quando jovem, foi uma das mulheres mais bonitas do cinema. Hoje, claro, ela ainda continua charmosa e mais elegante do que nunca, naquele tipo de sensualidade que apenas a maturidade consegue trazer para o sexo feminino, mas no começo de sua carreira ela era realmente algo impressionante. Uma beleza estupenda, de fechar quarteirão. Não sei exatamente a razão (ou talvez até saiba demais), mas o fato é que sempre associei sua figura à da princesa e musa Grace Kelly. Como não tive a oportunidade de viver na época de Kelly, transportei, até de forma inconsciente, aquela imagem para a Nicole Kidman, que acabou se tornando assim em minha mente a Grace Kelly da minha vida de cinéfilo na modernidade. Dito isso não vou me alongar muitos nos supostos méritos desse filme. Ele é apenas ok em minha opinião. É um daqueles Thrillers típicos dos anos 1990. Bem feito, com roteiro redondinho. Bom para ver em casa no VHS. Sem receios de parecer vazio ou superficial escrevo que o grande atrativo de "Malice" é mesmo a presença luminosa de uma jovem Kidman, linda de morrer! Impossível não se apaixonar. Todo o resto é secundário.
Pablo Aluísio.
sexta-feira, 28 de agosto de 2026
Mary Shelley
Ele gostava de livros com histórias de fantasmas. Para desgosto do pai ela ia até um cemitério próximo de sua casa, onde sua mãe estava enterrada, para ler livros de literatura gótica, muito populares na Inglaterra naquela época. Depois de alguns anos seu pai decidiu que ela deveria ir até a Escócia, passar uma temporada por lá. Foi justamente nessa região que ela iria conhecer o amor de sua vida, o poeta Percy Shelley. O filme assim vai mostrando o namoro do casal, a explosão da paixão ao som dos versos do jovem poeta e depois a decepção completa por parte dela ao saber que Percy já era casado, com esposa e filha pequena para criar. Imagine o escândalo que isso provocou.
O filme é focado mesmo na vida pessoal de Mary. Seu conturbado romance com Percy, as dificuldades dos primeiros anos, quando o casal ficou praticamente na miséria, a amizade com o infame e libertino Lord Byron e finalmente a criação da maior obra prima literária da jovem autora, o livro "Frankenstein ou o Moderno Prometeu", publicado pela primeira vez em 1823. Em apenas pouco mais de 200 páginas ela conseguira mudar a literatura de terror para sempre, criando um dos personagens mais famosos da história. O mais importante do filme porém é realmente o resgate da vida sofrida da autora. Uma jovem vitoriana que fez suas escolhas e pagou caro por elas. Conseguiu superar preconceitos, tragédias pessoais e se firmou no mundo da literatura, que na época era bem machista e conservador. Um filme essencial para quem quiser conhecer melhor a trajetória de vida de Mary Shelley e como isso influenciou na criação de sua maior obra prima.
Mary Shelley (Inglaterra, Estados Unidos, 2017) Direção: Haifaa Al-Mansour / Roteiro: Emma Jensen, Haifaa Al-Mansour / Elenco: Elle Fanning, Maisie Williams, Ben Hardy / Sinopse: Aos 16 anos de idade a jovem Mary (Elle Fanning) conhece o poeta Percy Shelley em uma fazenda na Escócia. A aproximação muda a vida dela para sempre. Completamente apaixonada, se entrega de corpo e alma ao poeta, ao mesmo tempo em que enfrenta escândalos, traições e privações pessoais de todas as formas. Filme baseado na história pessoal da escritora Mary Shelley, autora do livro "Frankenstein".
Pablo Aluísio.
Elle Fanning
Jovem e talentosa a Elle Fanning já deixou de ser chamada apenas de a "irmã mais jovem da Dakota". Hoje em dia ela já tem uma filmografia das mais interessantes para uma atriz de sua idade. Os roteiros são escolhidos cuidadosamente e ela tem escapado de aparecer em filmes medíocres, como acontece muitas vezes com jovens atrizes. Dos filmes mais recentes que assisti da Elle, talvez o único que não tenha me agradado muito tenha sido o estranho "Demônio de Neon". Não que o filme em si seja ruim, pelo contrário, apenas aposta em um visual absurdamente excessivo, ultra colorido, com roteiro mais esquisito ainda. Definitivamente não curti.Ela parece se sair muito bem em filmes históricos, passados em eras que já se foram. Foi assim no faroeste remake "O Estranho que nós amamos". Baseado no romance escrito por Thomas Cullinan, a história já tinha virado filme antes, inclusive uma versão hoje clássica estrelada pelo Clint Eastwood. Remakes sempre são complicados, por isso o filme não chega a ser tão bom, mas passa longe também de ser medíocre. No meio de um elenco feminino muito bom a Elle acaba se destacando como uma das jovens que moram no casarão sulista meio abandonado bem no meio da guerra civil americana.
Outro bom momento que vi recentemente com a atriz foi "Mary Shelley" onde ela interpreta a famosa escritora que criou um dos livros de terror mais importantes da história, "Frankenstein ou o Moderno Prometeu". O filme me agradou muito, a ponto inclusive de ter sido até o momento o melhor filme da jovem atriz. Já em um papel assumidamente adulto e maduro, ela se destacou novamente dando o tom certo para sua famosa personagem. A Elle caminha assim a passos largos para se tornar em um futuro próximo uma das melhores atrizes de sua geração em Hollywood.
Pablo Aluísio.
sábado, 22 de agosto de 2026
Nada é Para Sempre
Baseado em fatos reais o filme se apóia nas ternas lembranças de Norman Maclean, um professor em idade avançada que vai recordando os anos de sua juventude ao lado de seu irmão e seus pais. Como pano de fundo as pescarias que faziam juntos, com o rio servindo como um símbolo da própria vida que passa por nós! Tudo muito suave, relembrado com muita ternura. Embora seja estrelado pelo ator Craig Sheffer, o filme acabou sendo um dos primeiros de repercussão do jovem Brad Pitt. Ainda meio desconhecido dentro da indústria Brad mostra muita desenvoltura e boa disposição no papel de Paul, o filho caçula dos Macleans. Interessante notar que mesmo em um filme dirigido por Redford o praticamente novato Pitt não se intimidou e aparece bem à vontade, num sinal do grande astro que ele iria se transformar dentro de alguns anos. Esse papel causou suspiros em suas jovens fãs no começo dos anos 90 pois Brad estava no auge da juventude e beleza. Como se isso não bastasse o filme ainda é agraciado por uma das melhores trilhas incidentais que já ouvi. "Nada é Para Sempre" é isso, bonito como sua fotografia, belo como o lirismo de seu roteiro e um colírio para os olhos por suas lindas paisagens naturais. Se ainda não assistiu fica a dica, sendo você um amante da beleza ou não.
Nada é Para Sempre (A River Runs Through It, Estados Unidos, 1992) Direção: Robert Redford / Roteiro: Richard Friedenberg baseado no livro de Norman Maclean / Elenco: Craig Sheffer, Brad Pitt, Tom Skerritt / Sinopse: No Estado americano de Montana, no começo do século XX, dois jovens crescem e enfrentam as adversidades da vida adulta. São filhos do reverendo Maclean (Tom Skerritt). Paul (Brad Pitt) é impulsivo, rebelde e aventureiro. Norman (Craig Sheffer) apenas deseja seguir os passos de seu pai. O estouro da I Guerra Mundial trará grandes modificações no seio familiar.
Pablo Aluísio.
Mundo Proibido
Johnny Suede
sexta-feira, 14 de agosto de 2026
Um Amor Verdadeiro
Título Original: One True Thing
Ano de Produção: 1998
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures
Direção: Carl Franklin
Roteiro: Karen Croner
Elenco: Meryl Streep, Renée Zellweger, William Hurt, Tom Everett Scott, Lauren Graham, Nicky Katt
Sinopse:
Baseado na novela escrita por Anna Quindlen, o filme "Um Amor Verdadeiro" conta a história da jornalista Ellen Gulden (Renée Zellweger), uma mulher bem sucedida na carreira que precisa retornar à velha casa dos pais porque sua mãe Kate (Meryl Streep) está morrendo de um câncer agressivo que lhe dará poucas semanas de vida. Filme indicado ao Oscar e ao Globo de Ouro na categoria de melhor atriz (Meryl Streep).
Comentários:
Excelente drama que tem um elenco excepcionalmente bom. Tudo gira em torno de uma família que precisa passar seu passado a limpo por causa da mãe que está partindo. Ela foi diagnosticada com um câncer maligno. Esse papel da matriarca que se vai foi interpretada pela excelente e oscarizada Meryl Streep. Ela está graciosa e insuperável nesse personagem complicado, que apenas grandes atrizes teriam coragem de interpretar. Renée Zellweger é a filha que vê seu chão desaparecer da noite para o dia. Ele sempre teve problemas de relacionamento com sua mãe e agora precisa endireitar tudo, no pouco tempo de vida que resta dela. Um filme sensível, muito triste em diversos aspectos e ao mesmo assim grande cinema. Revendo deu saudades de um tempo em que o cinema americano investia bem mais nesses dramas edificantes da alma humana. São filmes que nos fazem crescer como seres humanos. Um espetáculo cinematográfico em todos os sentidos.
Pablo Aluísio.
Um Preço Acima dos Rubis
O tema do filme gira em torno de uma jovem mulher da comunidade judaica. Renée Zellweger interpreta Sonia Horowitz. Ela faz parte de uma uma família de judeus ortodoxos. Costumes fechados, rígidos, extremamente conservadores e tradicionais. No fundo ela sempre almejou por maior liberdade, mas como conseguir isso no meio daqueles parentes de costumes tão limitadores? Procurando por um pouco de independência pessoal, ela acaba indo trabalhar na joalheria do cunhado, ao mesmo tempo em que começa a se interessar por um homem latino, fora de seu meio social. Filme muito bom, embora, como já frisei, um pouco pesado, com forte carga dramática. Mesmo assim gostei bastante, principalmente pelos figurinos, pela direção de arte e reconstituição histórica. É um filme do tempo em que a Renée Zellweger ainda não tinha feito o grande erro de sua vida.
Um Preço Acima dos Rubis (A Price Above Rubies, Estados Unidos, 1998) Direção: Boaz Yakin / Roteiro: Boaz Yakin / Elenco: Renée Zellweger, Christopher Eccleston, Julianna Margulies / Sinopse: Jovem judia, nascida e criada numa comunidade fechada de judeus ortodoxos, sonha em ter mais liberdade e independência. Após ir trabalhar na joalheria de um parente acaba se apaixonando por um jovem artista latino. Filme indicado ao prêmio de melhor direção no Deauville Film Festival e melhor atriz (Renée Zellweger) no New York Film Critics Circle Awards.
Pablo Aluísio.
Jerry Maguire
Não deixa de ser curioso a existência de um roteiro desses, que mexe com o chamado capitalismo selvagem dos Estados Unidos. Em uma nação onde se valoriza ao extremo a riqueza material o texto ousava propor uma outra visão de vida, calcado muito mais na amizade e no lado mais humano das pessoas. Sua boa mensagem acabou encontrando receptividade. Após seu lançamento o filme foi ganhando cada vez mais prestígio e acabou chegando na noite do Oscar como um dos favoritos. “Jerry Maguire” foi indicado aos Oscars de Melhor Ator (Tom Cruise), Edição, Melhor Filme e Roteiro Original mas acabou vencendo apenas numa categoria improvável, a de Melhor Ator Coadjuvante (Cuba Gooding Jr). O prêmio acabou se transformando numa das maiores zebras da história da Academia pois premiava um ator praticamente desconhecido do grande público que a despeito de seu valor não mostrava grande atuação no filme. Cuba aliás foi acertado em cheio pela tal “maldição do Oscar” pois após esse filme não conseguiu mais manter uma carreira em um bom nível artístico, estrelando várias produções medíocres em sucessão (situação em que se encontra até os dias atuais). Já Tom Cruise ficou novamente de mãos abanando. Talvez Cruise seja bem sucedido demais ou antipatizado em demasia pelos demais membros da Academia mas o fato é que ele não consegue vencer o prêmio de melhor ator, ficando eternamente na fila. De um jeito ou outra fica a dica de Jerry Maguire, um filme que ousa criticar um dos pilares da mentalidade norte-americana onde primeiro vem o dinheiro e só depois o ser humano.
Jerry Maguire (Jerry Maguire, Estados Unidos, 1996) Direção: Cameron Crowe / Roteiro: Cameron Crowe / Elenco: Tom Cruise, Cuba Gooding Jr., Renée Zellweger, Kelly Preston, Jerry O'Connel / Sinopse: Após perder o emprego por ser idealista demais um agenciador esportivo, Jerry Maguire (Tom Cruise) resolve seguir trabalhando de forma independente. Na realização de seu sonho porém só conta com o apoio de duas pessoas, uma secretária apaixonada por ele e um exótico jogador de futebol americano. Vencedor do Globo de Ouro de Melhor Ator de Comédia e Musical (Tom Cruise) e indicações nas categorias de Melhor Filme de Comédia e Musical e Ator Coadjuvante (Cuba Gooding Jr).
Pablo Aluísio.
sexta-feira, 7 de agosto de 2026
Harry & Sally - Feitos um Para o Outro
Título Original: When Harry Met Sally
Ano de Produção: 1989
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Tri Star
Direção: Rob Reiner
Roteiro: Nora Ephron
Elenco: Billy Crystal, Meg Ryan, Carrie Fisher
Sinopse:
O filme acompanha a amizade de Harry (Billy Crystal) e Sally (Meg Ryan). Passando por vários relacionamentos fracassados eles finalmente entendem após muitos anos que foram realmente feitos um para o outro.
Comentários:
Nas décadas de 80 e 90 a atriz Meg Ryan foi o maior nome das chamadas comédias românticas. Fazendo sempre o mesmo papel, basicamente da namoradinha da América, ela foi colecionando um sucesso após o outro. Bonita e simpática, com aquele jeito de paixão do colégio, ela encantou o público em geral. Um de seus maiores êxitos de bilheteria foi esse simpático “Harry & Sally” que procurava mostrar em seu enredo a amizade de um homem e uma mulher que após longos anos descobrem que são, como diz o título nacional, feitos um para o outro. Não há segredo nesse tipo de argumento. De certa forma o filme mostra que é simplesmente impossível ocorrer uma amizade sincera entre um homem e uma mulher se algum deles se sente atraído pelo outro. Embora muitas mulheres não aceitem esse tipo de pensamento a realidade dos fatos mostra justamente isso. No caso desse filme a atração é sentida desde o início por Harry (Billy Crystal, o eterno apresentador da cerimônia da Academia). Embora ele seja apaixonado por Sally, resolve com medo de perder sua amizade, esconder seus verdadeiros sentimentos. Enquanto Sally vai colecionando um relacionamento fracassado atrás do outro, Harry segue ali ao seu lado, fiel como um cãozinho de estimação. Muita gente obviamente se identificou com o roteiro, que bem escrito, jamais parte para soluções fáceis, realmente desenvolvendo muito bem os personagens principais. É no fundo uma situação até bem comum que acontece no dia a dia de várias pessoas.
O filme foi realizado pelo cineasta Rob Reiner que teve sensibilidade em deixar a estória fluir da forma mais natural possível. De certa forma repete a sensibilidade que já tinha mostrado em “Conta Comigo”, produção nostálgica que encantou a muitos na década de 80, se repete aqui. “Harry & Sally” sempre é lembrado também por causa da famosa cena do orgasmo feminino. Sally (Meg Ryan) resolve demonstrar a Harry (Billy Crystal) como é simples e fácil fingir um orgasmo. Então ali mesmo, na mesa de um restaurante, começa a imitar os sons típicos do que seria uma mulher chegando ao êxtase sexual. Simplesmente hilário e ao mesmo tempo revelador, principalmente para aqueles que pensam que são o supra sumo entre os lençóis. Ah as mulheres e suas armas de sedução! Pobres homens indefesos! Enfim fica a dica de “Harry & Sally”, uma comédia romântica deliciosa que certamente vai agradar não apenas a elas mas a eles também!
Pablo Aluísio.
Quando Um Homem Ama Uma Mulher
Título Original: When a Man Loves a Woman
Ano de Produção: 1994
País: Estados Unidos
Estúdio: Touchstone Pictures
Direção: Luis Mandoki
Roteiro: Ronald Bass, Al Franken
Elenco: Andy Garcia, Meg Ryan, Ellen Burstyn, Tina Majorino
Sinopse:
Tudo corria bem com a família Green, até que Alice (Meg Ryan), a esposa, comece a apresentar problemas relacionados ao abuso de bebidas alcoólicas. O que parecia algo comum no começo, com pilequinhos aqui e acolá, começa a tomar dimensões bem maiores após Alice demonstrar que não conseguiria mais viver sem se embriagar todos os dias. Filme indicado ao Screen Actors Guild Awards na categoria de Melhor Atriz (Meg Ryan).
Comentários:
A premissa do roteiro é até muito boa, um enfoque mais centrado no problema do alcoolismo como fator de destruição do núcleo familiar, algo até bem comum de acontecer, principalmente em países como o Brasil. O curioso é que ao invés de mostrar esse problema sendo enfrentado pelo marido - como era de se esperar - no filme o alcoolismo atinge a esposa, no caso a personagem Alice Green interpretada por uma jovem e ainda bonitinha Meg Ryan! O filme aliás foi feito para que ela conquistasse o Oscar, mas não deu, nem uma indicação conseguiu arrancar da academia. Assim Andy Garcia cumpre o papel de escada para que sua parceira de cena brilhe no quesito atuação. Talvez por Ryan ser jovem demais ainda ou pelo fato do filme ter sido produzido pela Disney através de seu estúdio Touchstone Pictures, o fato é que "When a Man Loves a Woman" apesar de ser bom, não consegue ir até as últimas consequências envolvendo o tema. Como todos sabemos o alcoolismo é tudo, menos glamouroso. Não seria a Disney que iria a fundo nessa doença, mostrando o seu pior lado. Assim tudo fica no meio termo mesmo, em uma visão um tanto quanto plastificada sobre esse mal que atinge milhões ao redor do mundo. Quem conhece sabe a barra pesada que é, mas a Disney não quis mostrar as entranhas feias desse tipo de coisa, afinal é um estúdio familiar que até topa explorar o alcoolismo, mas claro sem ir fundo demais na ferida.
Pablo Aluísio.
quinta-feira, 30 de julho de 2026
Pretty Baby – Menina Bonita
O filme ainda trata sobre um improvável romance envolvendo a garotinha e um homem bem mais velho que ganha a vida vendendo fotos de nudismo das prostitutas – clicando inclusive a própria mãe da personagem de Brooke Shields. O filme tem nudez moderada (apenas seios à mostra) mas pelo tema forte e complicado do ponto de vista moral só deveria ser exibido tarde da noite, em um horário mais adequado para sua proposta. Aqui obviamente não se trata de censura mas de bom senso apenas. Tirando as questões morais de lado é importante ainda chamar a atenção para a postura do filme sobre o tema de que trata. As prostitutas, as doenças, a vida sacrificada e explorada, tudo vai surgindo na tela com se fosse algo muito natural na vida daquelas personagens. O diretor Louis Malle parece muito à vontade em contar essa estória. Algumas das mulheres nasceram em bordéis e não conseguem ver outra vida pela frente. A dona do estabelecimento, uma cafetina destruída pela vida e pelo tempo, mais parece uma personagem saída dos filmes de Fellini. Brooke Shields a estrela juvenil repudiou o filme alguns anos depois afirmando que não deveria ter feito algo assim. Olhando para trás devo concordar. O filme é bom, não restam dúvidas, mas seu tema é forte demais para uma atriz tão jovem quanto Brooke era na época. De uma forma ou outra vale a pena ser redescoberto nem que seja para vermos como a prostituição infantil era terrivelmente encarada como algo normal naquele passado distante.
Pretty Baby - Menina Bonita (Pretty Baby, Estados Unidos, 1978) Direção: Louis Malle / Roteiro: Polly Platt / Elenco: Brooke Shields, Keith Carradine, Susan Sarandon / Sinopse: Garota de 12 anos, filha de uma prostituta, tem sua virgindade leiloada no bordel onde vive. Ao mesmo tempo começa a ter sentimentos por um homem bem mais velho, um fotógrafo de nudismo.
Pablo Aluísio.
sexta-feira, 24 de julho de 2026
Amor Sem Fim
sexta-feira, 17 de julho de 2026
Brooke Shields e a Lagoa Azul
A Lagoa Azul
Título Original: The Blue Lagoon
Ano de Produção: 1980
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures
Direção: Randal Kleiser
Roteiro: Douglas Day Stewart baseado no livro de Henry De Vere Stacpoole
Elenco: Brooke Shields, Christopher Atkins, Leo McKern
Sinopse:
Casal de náufragos vive em ilha perdida no pacífico sul. Juntos vão crescendo e vivendo as primeiras experiências amorosas e sentimentais. Filme indicado ao Oscar na categoria de Melhor Fotografia (Néstor Almendros). Indicado ao Globo de Ouro na categoria de revelação masculina (Christopher Atkins). "Vencedor" do Framboesa de Ouro na categoria Pior Atriz (Brooke Shields).
Comentários:
Se você perguntasse a um jovem do começo da década de 80 quem ele levaria para uma ilha deserta era quase certo que ele responderia: Brooke Shields. O filme "A Lagoa Azul" estaria em cartaz e a bela adolescente fazia parte do imaginário romântico e sexual de todo garoto daqueles anos. De certa forma "A Lagoa Azul" era o sonho de todo rapaz apaixonado. Ficar sozinho com uma linda jovem em uma ilha paradisíaca no meio do Oceano. O roteiro foi escrito a partir do famoso livro do romancista inglês Henry De Vere Stacpoole. A estória em si já é uma miscelânea dos ideais românticos que se espalharam pela literatura no começo do século XX. Lá está a jovem donzela, o garoto, quase homem, que a venera e o cenário extremamente bucólico ao redor. Além do romantismo, "A Lagoa Azul" ainda pincela momentos que de uma forma ou outra revisitam o livro do gênesis da Bíblia. Pois ambos são puros de coração mas vão aos poucos se descobrindo, perdendo a inocência original.
O filme foi realizado nas lindas locações das ilhas Fiji. Houve um certo desconforto com as muitas cenas sensuais e de nudez pois a atriz Brooke Shileds era menor de idade. Com extrema sensibilidade o diretor Randal Kleiser resolveu então com habilidade na edição suavizar esses momentos, deixando tudo com um olhar de muito bom gosto, conseguindo ser sensual sem se tornar vulgar ou apelativo. Com isso a produção conseguiu uma classificação etária que não prejudicasse sua bilheteria. E por falar em bilheterias "A Lagoa Azul" se tornou um filme extremamente lucrativo para o estúdio. Com custo reduzido de meros quatro milhões de dólares conseguiu render quase 80 milhões ao redor do mundo, um resultado realmente excepcional para a Columbia que dessa forma encheu seus cofres, superando uma velha crise financeira que teimava em persistir por anos. O sucesso transformou Brooke Shields em estrela, conseguindo um bom espaço que só não foi maior por causa de erros na administração de sua carreira. Pior aconteceu com seu parceiro de cena, Christopher Atkins, que não conseguiu alcançar maiores vôos. De qualquer modo mesmo tendo consciência que o filme envelheceu e que de certa forma saturou por ter sido muito satirizado ao longo dos anos, não há como negar que ainda continua charmoso e muito romântico, quase atemporal. Se você é uma pessoa que ainda acredita no amor não deixe de assistir "A Lagoa Azul".
Pablo Aluísio.
De Volta à Lagoa Azul
Título Original: Return to the Blue Lagoon
Ano de Produção: 1991
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures
Direção: William A. Graham
Roteiro: Henry De Vere Stacpoole, Leslie Stevens
Elenco: Brian Krause, Milla Jovovich, Lisa Pelikan
Sinopse:
Duas crianças são abandonadas e ficam isoladas numa linda ilha no Pacífico Sul. Ao se tornarem adolescentes começam a perceber estranhos sentimentos uma em relação à outra. Não tarda para que o romance entre elas surja com toda a intensidade própria da idade.
Comentários:
Sem dúvida um dos filmes mais oportunistas que se tem notícia. A Columbia não assumiu o filme como um remake e nem como uma continuação - assim é complicado entender do que se trata mesmo esse "De Volta à Lagoa Azul". A premissa é completamente a mesma do famoso sucesso com Brooke Shields no começo dos anos 80. Um filme feito para jovens apaixonados que gostariam de viver um grande amor numa ilha paradisíaca perdida no meio da imensidão do Oceano Pacífico. O problema é que aqui não podemos contar nem mesmo com o carisma do casal de atores do filme original. A modelo Milla Jovovich pela primeira vez chama a atenção no cinema. Mal sabia ela que sua carreira só iria decolar mesmo depois de encontrar zumbis no meio do caminho na franquia de terror "Resident Evil". Se Milla não é grande coisa como atriz imagine seu nulo parceiro, Brian Krause, em cena. Enfim uma refilmagem completamente desnecessária e inútil que, como sempre, só se salva pela linda fotografia que procura tirar todo o proveito da maravilhosa ilha onde tudo foi filmado. Fora isso nada digno de nota.
Pablo Aluísio.






























