sábado, 22 de agosto de 2026

Nada é Para Sempre

Nada é Para Sempre
No Estado americano de Montana, no começo do século XX, dois jovens crescem e enfrentam as adversidades da vida adulta. São filhos do reverendo Maclean (Tom Skerritt). Paul (Brad Pitt) é impulsivo, rebelde e aventureiro. Norman (Craig Sheffer) apenas deseja seguir os passos de seu pai. O estouro da I Guerra Mundial trará grandes modificações no seio familiar. Eu poderia escrever um texto bem longo sobre essa produção dirigida por Robert Redford mas isso iria ser desnecessário porque o filme pode ser resumido numa frase simples: "Nada é Para Sempre" é um filme bonito. Isso mesmo. A produção não é apenas bonita por ter sido filmada numa das reservas naturais mais belas dos Estados Unidos, o que resultou numa fotografia de encher os olhos. Ele é bonito porque tem um roteiro com muito lirismo, nostalgia e saudosismo. 

Baseado em fatos reais o filme se apóia nas ternas lembranças de Norman Maclean, um professor em idade avançada que vai recordando os anos de sua juventude ao lado de seu irmão e seus pais. Como pano de fundo as pescarias que faziam juntos, com o rio servindo como um símbolo da própria vida que passa por nós! Tudo muito suave, relembrado com muita ternura. Embora seja estrelado pelo ator Craig Sheffer, o filme acabou sendo um dos primeiros de repercussão do jovem Brad Pitt. Ainda meio desconhecido dentro da indústria Brad mostra muita desenvoltura e boa disposição no papel de Paul, o filho caçula dos Macleans. Interessante notar que mesmo em um filme dirigido por Redford o praticamente novato Pitt não se intimidou e aparece bem à vontade, num sinal do grande astro que ele iria se transformar dentro de alguns anos. Esse papel causou suspiros em suas jovens fãs no começo dos anos 90 pois Brad estava no auge da juventude e beleza. Como se isso não bastasse o filme ainda é agraciado por uma das melhores trilhas incidentais que já ouvi. "Nada é Para Sempre" é isso, bonito como sua fotografia, belo como o lirismo de seu roteiro e um colírio para os olhos por suas lindas paisagens naturais. Se ainda não assistiu fica a dica, sendo você um amante da beleza ou não. 

Nada é Para Sempre (A River Runs Through It, Estados Unidos, 1992) Direção: Robert Redford / Roteiro: Richard Friedenberg baseado no livro de Norman Maclean / Elenco: Craig Sheffer, Brad Pitt, Tom Skerritt / Sinopse: No Estado americano de Montana, no começo do século XX, dois jovens crescem e enfrentam as adversidades da vida adulta. São filhos do reverendo Maclean (Tom Skerritt). Paul (Brad Pitt) é impulsivo, rebelde e aventureiro. Norman (Craig Sheffer) apenas deseja seguir os passos de seu pai. O estouro da I Guerra Mundial trará grandes modificações no seio familiar. 

Pablo Aluísio.

Mundo Proibido

Mundo Proibido
Em 1992 Brad Pitt estrelou outro filme que era bem fora dos padrões chamado "Mundo Proibido". Essa produção misturava cenas com atores reais e desenhos animados. Era de certa forma uma nova versão mais pobre e sem os mesmos recursos do sucesso "Uma Cilada Para Roger Rabitt". A protagonista era uma versão animada da atriz Kim Basinger, que fazia de tudo para copiar a sensual Jessica Rabbit. O filme não deu certo, foi fracasso de público e crítica, justamente por não ser nada original. Nem o clima de fim noir, que o diretor tentou imprimir à direção de arte, ajudou. Hoje em dia é uma produção que poucos conhecem, sendo praticamente desconhecida.

De minha parte realmente tenho poucos elogios a tecer sobre essa animação. A Kim animada era bem mais bonita e sensual do que a Kim do mundo real. Os cartunistas não foram econômicos em lhes dar muitas curvas e sensualidade. O fato porém é que Kim Basinger, apesar de ser uma atriz popular na época, não tinha todo esse cacife para virar desenho animado de sucesso. Ela não era assim tão mundialmente conhecida. Dessa maneira o filme realmente não aconteceu e só circulou entre poucas pessoas, no mercado de vídeos VHS dos anos 90. 

Mundo Proibido (Cool World, Estados Unidos, 1992) Direção: Ralph Bakshi / Roteiro: Michael Grais, Mark Victor / Elenco: Gabriel Byrne, Kim Basinger, Brad Pitt, Janni Brenn / Sinopse: Uma personagem de história em quadrinhos quer viver no mundo real e para isso não mede esforços, chegando a seduzir seu próprio criador.

Pablo Aluísio. 

Johnny Suede

Johnny Suede
Depois de chamar a atenção com "Thelma & Louise" os produtores lançaram no mercado um estranho filme que Brad Pitt havia estrelado chamado "Johnny Suede". Esse filme chegou a ser lançado no Brasil, em VHS, mas pouquíssimas pessoas assistiram. Era uma produção nonsense, com pretensões de se tornar cult, trazendo Pitt interpretando um personagem com um imenso topete (de fazer inveja a Elvis e James Dean). O roteiro era fraco e o filme como um todo não fazia muito sentido. Mesmo assim, visando principalmente ganhar algum proveito em cima da fama do ator, acabou sendo lançado, mas sem causar maior interesse tanto do público como da crítica. 

Tive a oportunidade de assistir ao filme na época, em VHS. Pelo que me consta jamais foi lançado em nossos cinemas. Afinal nesse tempo Pitt não era conhecido, poucos tinham ouvido falar em seu nome, além disso o filme não tinha a menor chance de fazer sucesso comercial em nosso cinemas, primeiro por ser esquisito demais. Segundo por não ter nenhum grande nome popular em seu elenco. Assim acabou passando em brancas nuvens realmente. Só os mais antenados assistiram. 

Johnny Suede (Johnny Suede, Estados Unidos, 1991) Direção: Tom DiCillo / Roteiro: Tom DiCillo / Elenco: Brad Pitt, Richard Boes, Cheryl Costa / Sinopse: Jovem músico desconhecido sonha em se tornar uma estrela de rock ao estilo anos 50, cantando Rockabilly. Só que realizar esse sonho não vai ser nada fácil como ele bem vai descobrir. 

Pablo Aluísio. 

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Um Amor Verdadeiro

Título no Brasil: Um Amor Verdadeiro
Título Original: One True Thing
Ano de Produção: 1998
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures
Direção: Carl Franklin
Roteiro: Karen Croner
Elenco: Meryl Streep, Renée Zellweger, William Hurt, Tom Everett Scott, Lauren Graham, Nicky Katt

Sinopse:
Baseado na novela escrita por Anna Quindlen, o filme "Um Amor Verdadeiro" conta a história da jornalista Ellen Gulden (Renée Zellweger), uma mulher bem sucedida na carreira que precisa retornar à velha casa dos pais porque sua mãe Kate (Meryl Streep) está morrendo de um câncer agressivo que lhe dará poucas semanas de vida. Filme indicado ao Oscar e ao Globo de Ouro na categoria de melhor atriz (Meryl Streep).

Comentários:
Excelente drama que tem um elenco excepcionalmente bom. Tudo gira em torno de uma família que precisa passar seu passado a limpo por causa da mãe que está partindo. Ela foi diagnosticada com um câncer maligno. Esse papel da matriarca que se vai foi interpretada pela excelente e oscarizada Meryl Streep. Ela está graciosa e insuperável nesse personagem complicado, que apenas grandes atrizes teriam coragem de interpretar. Renée Zellweger é a filha que vê seu chão desaparecer da noite para o dia. Ele sempre teve problemas de relacionamento com sua mãe e agora precisa endireitar tudo, no pouco tempo de vida que resta dela. Um filme sensível, muito triste em diversos aspectos e ao mesmo assim grande cinema. Revendo deu saudades de um tempo em que o cinema americano investia bem mais nesses dramas edificantes da alma humana. São filmes que nos fazem crescer como seres humanos. Um espetáculo cinematográfico em todos os sentidos.

Pablo Aluísio.

Um Preço Acima dos Rubis

Um Preço Acima dos Rubis
Eu sempre gostei dos filmes da atriz Renée Zellweger. Hoje em dia, como sabemos, ela destruiu sua imagem com uma série desastrosa de cirurgias plásticas que inclusive  mudaram suas feições, o que foi um absurdo completo. Nesse filme aqui, ainda bem, isso ainda não tinha acontecido. Renée Zellweger estava como sempre a conhecemos desde o começo de sua carreira, ou seja, era uma mocinha adorável. O interessante é que se trata de um drama até com tema meio pesado. Bem diferente da linha de seu trabalho na época, que ia de comédias românticas a filmes mais leves. Claro que ela estava mirando em prêmios maiores, como até mesmo o Oscar.

O tema do filme gira em torno de uma jovem mulher da comunidade judaica. Renée Zellweger interpreta Sonia Horowitz. Ela faz parte de uma uma família de judeus ortodoxos. Costumes fechados, rígidos, extremamente conservadores e tradicionais. No fundo ela sempre almejou por maior liberdade, mas como conseguir isso no meio daqueles parentes de costumes tão limitadores? Procurando por um pouco de independência pessoal, ela acaba indo trabalhar na joalheria do cunhado, ao mesmo tempo em que começa a se interessar por um homem latino, fora de seu meio social. Filme muito bom, embora, como já frisei, um pouco pesado, com forte carga dramática. Mesmo assim gostei bastante, principalmente pelos figurinos, pela direção de arte e reconstituição histórica. É um filme do tempo em que a Renée Zellweger ainda não tinha feito o grande erro de sua vida.

Um Preço Acima dos Rubis (A Price Above Rubies, Estados Unidos, 1998) Direção: Boaz Yakin / Roteiro: Boaz Yakin / Elenco: Renée Zellweger, Christopher Eccleston, Julianna Margulies / Sinopse: Jovem judia, nascida e criada numa comunidade fechada de judeus ortodoxos, sonha em ter mais liberdade e independência. Após ir trabalhar na joalheria de um parente acaba se apaixonando por um jovem artista latino. Filme indicado ao prêmio de melhor direção no Deauville Film Festival e melhor atriz (Renée Zellweger) no New York Film Critics Circle Awards.

Pablo Aluísio.

Jerry Maguire

Jerry Maguire
Depois do grande sucesso de “Entrevista com o Vampiro”, o ator Tom Cruise entrou de cabeça em um projeto diferente. Um drama com ares de romance ambientando no competitivo mundo dos esportes, seus promotores e empresários. Dirigido pelo jovem cineasta Cameron Crowe e co-estrelada pela bonita atriz texana Renée Zellweger o filme acabou surpreendendo pelos bons números de bilheteria e pela ótima receptividade perante a crítica. O roteiro é uma alegoria sobre os sonhos de cada um e o desejo de torná-los realidade. A trama mostra a virada de vida de um agenciador de esportes bem sucedido, Jerry Maguire (Tom Cruise), que em determinado momento de sua vida começa a ter uma crise de consciência sobre o tratamento que é imposto aos atletas que sua agência tem como clientes. Ele resolve então escrever um manifesto bem idealista sobre esse aspecto e o distribui entre os demais empregados onde trabalha. O texto basicamente defendia a idéia de se valorizar mais o lado humano do atleta sem se importar tanto com a questão puramente financeira. Uma semana após ele é despedido pela agência por causa disso. Desempregado ele decide começar praticamente do nada, agenciando ele mesmo os desportistas. Infelizmente apenas um jogador de futebol americano, Rod (Cuba Gooding Jr), e a secretária Dorothy (Renée Zellwegger) resolvem acreditar em seu projeto.

Não deixa de ser curioso a existência de um roteiro desses, que mexe com o chamado capitalismo selvagem dos Estados Unidos. Em uma nação onde se valoriza ao extremo a riqueza material o texto ousava propor uma outra visão de vida, calcado muito mais na amizade e no lado mais humano das pessoas. Sua boa mensagem acabou encontrando receptividade. Após seu lançamento o filme foi ganhando cada vez mais prestígio e acabou chegando na noite do Oscar como um dos favoritos. “Jerry Maguire” foi indicado aos Oscars de Melhor Ator (Tom Cruise), Edição, Melhor Filme e Roteiro Original mas acabou vencendo apenas numa categoria improvável, a de Melhor Ator Coadjuvante (Cuba Gooding Jr). O prêmio acabou se transformando numa das maiores zebras da história da Academia pois premiava um ator praticamente desconhecido do grande público que a despeito de seu valor não mostrava grande atuação no filme. Cuba aliás foi acertado em cheio pela tal “maldição do Oscar” pois após esse filme não conseguiu mais manter uma carreira em um bom nível artístico, estrelando várias produções medíocres em sucessão (situação em que se encontra até os dias atuais). Já Tom Cruise ficou novamente de mãos abanando. Talvez Cruise seja bem sucedido demais ou antipatizado em demasia pelos demais membros da Academia mas o fato é que ele não consegue vencer o prêmio de melhor ator, ficando eternamente na fila. De um jeito ou outra fica a dica de Jerry Maguire, um filme que ousa criticar um dos pilares da mentalidade norte-americana onde primeiro vem o dinheiro e só depois o ser humano. 

Jerry Maguire (Jerry Maguire, Estados Unidos, 1996) Direção: Cameron Crowe / Roteiro: Cameron Crowe / Elenco: Tom Cruise, Cuba Gooding Jr., Renée Zellweger, Kelly Preston, Jerry O'Connel / Sinopse: Após perder o emprego por ser idealista demais um agenciador esportivo, Jerry Maguire (Tom Cruise) resolve seguir trabalhando de forma independente. Na realização de seu sonho porém só conta com o apoio de duas pessoas, uma secretária apaixonada por ele e um exótico jogador de futebol americano. Vencedor do Globo de Ouro de Melhor Ator de Comédia e Musical (Tom Cruise) e indicações nas categorias de Melhor Filme de Comédia e Musical e Ator Coadjuvante (Cuba Gooding Jr).
   
Pablo Aluísio.

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Harry & Sally - Feitos um Para o Outro

Título no Brasil: Harry & Sally - Feitos um Para o Outro
Título Original: When Harry Met Sally
Ano de Produção: 1989
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Tri Star
Direção: Rob Reiner
Roteiro: Nora Ephron
Elenco: Billy Crystal, Meg Ryan, Carrie Fisher

Sinopse:
O filme acompanha a amizade de Harry (Billy Crystal) e Sally (Meg Ryan). Passando por vários relacionamentos fracassados eles finalmente entendem após muitos anos que foram realmente feitos um para o outro.

Comentários:
Nas décadas de 80 e 90 a atriz Meg Ryan foi o maior nome das chamadas comédias românticas. Fazendo sempre o mesmo papel, basicamente da namoradinha da América, ela foi colecionando um sucesso após o outro. Bonita e simpática, com aquele jeito de paixão do colégio, ela encantou o público em geral. Um de seus maiores êxitos de bilheteria foi esse simpático “Harry & Sally” que procurava mostrar em seu enredo a amizade de um homem e uma mulher que após longos anos descobrem que são, como diz o título nacional, feitos um para o outro. Não há segredo nesse tipo de argumento. De certa forma o filme mostra que é simplesmente impossível ocorrer uma amizade sincera entre um homem e uma mulher se algum deles se sente atraído pelo outro. Embora muitas mulheres não aceitem esse tipo de pensamento a realidade dos fatos mostra justamente isso. No caso desse filme a atração é sentida desde o início por Harry (Billy Crystal, o eterno apresentador da cerimônia da Academia). Embora ele seja apaixonado por Sally, resolve com medo de perder sua amizade, esconder seus verdadeiros sentimentos. Enquanto Sally vai colecionando um relacionamento fracassado atrás do outro, Harry segue ali ao seu lado, fiel como um cãozinho de estimação. Muita gente obviamente se identificou com o roteiro, que bem escrito, jamais parte para soluções fáceis, realmente desenvolvendo muito bem os personagens principais. É no fundo uma situação até bem comum que acontece no dia a dia de várias pessoas.

O filme foi realizado pelo cineasta Rob Reiner que teve sensibilidade em deixar a estória fluir da forma mais natural possível. De certa forma repete a sensibilidade que já tinha mostrado em “Conta Comigo”, produção nostálgica que encantou a muitos na década de 80, se repete aqui. “Harry & Sally” sempre é lembrado também por causa da famosa cena do orgasmo feminino. Sally (Meg Ryan) resolve demonstrar a Harry (Billy Crystal) como é simples e fácil fingir um orgasmo. Então ali mesmo, na mesa de um restaurante, começa a imitar os sons típicos do que seria uma mulher chegando ao êxtase sexual. Simplesmente hilário e ao mesmo tempo revelador, principalmente para aqueles que pensam que são o supra sumo entre os lençóis. Ah as mulheres e suas armas de sedução! Pobres homens indefesos! Enfim fica a dica de “Harry & Sally”, uma comédia romântica deliciosa que certamente vai agradar não apenas a elas mas a eles também!

Pablo Aluísio.

Quando Um Homem Ama Uma Mulher

Título no Brasil: Quando Um Homem Ama Uma Mulher
Título Original: When a Man Loves a Woman
Ano de Produção: 1994
País: Estados Unidos
Estúdio: Touchstone Pictures
Direção: Luis Mandoki
Roteiro: Ronald Bass, Al Franken
Elenco: Andy Garcia, Meg Ryan, Ellen Burstyn, Tina Majorino

Sinopse:
Tudo corria bem com a família Green, até que Alice (Meg Ryan), a esposa, comece a apresentar problemas relacionados ao abuso de bebidas alcoólicas. O que parecia algo comum no começo, com pilequinhos aqui e acolá, começa a tomar dimensões bem maiores após Alice demonstrar que não conseguiria mais viver sem se embriagar todos os dias. Filme indicado ao Screen Actors Guild Awards na categoria de Melhor Atriz (Meg Ryan).

Comentários:
A premissa do roteiro é até muito boa, um enfoque mais centrado no problema do alcoolismo como fator de destruição do núcleo familiar, algo até bem comum de acontecer, principalmente em países como o Brasil. O curioso é que ao invés de mostrar esse problema sendo enfrentado pelo marido - como era de se esperar - no filme o alcoolismo atinge a esposa, no caso a personagem Alice Green interpretada por uma jovem e ainda bonitinha Meg Ryan! O filme aliás foi feito para que ela conquistasse o Oscar, mas não deu, nem uma indicação conseguiu arrancar da academia. Assim Andy Garcia cumpre o papel de escada para que sua parceira de cena brilhe no quesito atuação. Talvez por Ryan ser jovem demais ainda ou pelo fato do filme ter sido produzido pela Disney através de seu estúdio Touchstone Pictures, o fato é que "When a Man Loves a Woman" apesar de ser bom, não consegue ir até as últimas consequências envolvendo o tema. Como todos sabemos o alcoolismo é tudo, menos glamouroso. Não seria a Disney que iria a fundo nessa doença, mostrando o seu pior lado. Assim tudo fica no meio termo mesmo, em uma visão um tanto quanto plastificada sobre esse mal que atinge milhões ao redor do mundo. Quem conhece sabe a barra pesada que é, mas a Disney não quis mostrar as entranhas feias desse tipo de coisa, afinal é um estúdio familiar que até topa explorar o alcoolismo, mas claro sem ir fundo demais na ferida.

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 30 de julho de 2026

Pretty Baby – Menina Bonita

Pretty Baby – Menina Bonita
Essa semana, para minha surpresa, me deparei com esse filme sendo exibido em um canal a cabo pelo período da tarde. Sem falsos moralismos acredito que esse definitivamente não seja o horário adequado para a exibição dessa película. O motivo? Basta dar uma lida na sinopse para descobrir. O filme narra a vida de uma garota de apenas 12 anos, Violet, interpretada por Brooke Shields. A estória se passa em New Orleans no começo do século XX. Tudo estaria tudo bem se não fossem as circunstâncias que rondam a vida da jovem. Ela é filha de uma prostituta, interpretada por Susan Sarandon. Vive dentro de um bordel decadente e lascivo. Como se não bastasse tem sua virgindade leiloada sem pudores durante uma noite. Entre os clientes que dão seus lances estão políticos (um senador depravado), empresários, homens de negócios e até mesmo sujeitos que passam a imagem de serem acima de qualquer suspeita dentro da sociedade. A cena do leilão é tratada com fina naturalidade, o que deixa tudo ainda mais perturbador.

O filme ainda trata sobre um improvável romance envolvendo a garotinha e um homem bem mais velho que ganha a vida vendendo fotos de nudismo das prostitutas – clicando inclusive a própria mãe da personagem de Brooke Shields. O filme tem nudez moderada (apenas seios à mostra) mas pelo tema forte e complicado do ponto de vista moral só deveria ser exibido tarde da noite, em um horário mais adequado para sua proposta. Aqui obviamente não se trata de censura mas de bom senso apenas. Tirando as questões morais de lado é importante ainda chamar a atenção para a postura do filme sobre o tema de que trata. As prostitutas, as doenças, a vida sacrificada e explorada, tudo vai surgindo na tela com se fosse algo muito natural na vida daquelas personagens. O diretor Louis Malle parece muito à vontade em contar essa estória. Algumas das mulheres nasceram em bordéis e não conseguem ver outra vida pela frente. A dona do estabelecimento, uma cafetina destruída pela vida e pelo tempo, mais parece uma personagem saída dos filmes de Fellini. Brooke Shields a estrela juvenil repudiou o filme alguns anos depois afirmando que não deveria ter feito algo assim. Olhando para trás devo concordar. O filme é bom, não restam dúvidas, mas seu tema é forte demais para uma atriz tão jovem quanto Brooke era na época. De uma forma ou outra vale a pena ser redescoberto nem que seja para vermos como a prostituição infantil era terrivelmente encarada como algo normal naquele passado distante.

Pretty Baby - Menina Bonita (Pretty Baby, Estados Unidos, 1978) Direção: Louis Malle / Roteiro: Polly Platt / Elenco: Brooke Shields, Keith Carradine, Susan Sarandon / Sinopse: Garota de 12 anos, filha de uma prostituta, tem sua virgindade leiloada no bordel onde vive. Ao mesmo tempo começa a ter sentimentos por um homem bem mais velho, um fotógrafo de nudismo.

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 24 de julho de 2026

Amor Sem Fim

Amor Sem Fim 
Amor Sem Fim (Endless Love) foi lançado em 17 de julho de 1981, dirigido por Franco Zeffirelli e baseado no romance homônimo de Scott Spencer. O roteiro foi escrito por Judith Rascoe, com revisões não creditadas de outros roteiristas durante a produção. O elenco principal reúne Brooke Shields, Martin Hewitt, Shirley Knight, Don Murray, Richard Kiley e Beatrice Straight. A história acompanha David Axelrod, um jovem de origem humilde profundamente apaixonado por Jade Butterfield, filha de uma rica família da alta sociedade. O relacionamento entre os dois é intenso e obsessivo, despertando a desaprovação dos pais da garota. Na tentativa desesperada de provar seu amor, David toma uma atitude impulsiva que desencadeia uma tragédia, levando-o a enfrentar consequências legais e emocionais que ameaçam destruir definitivamente o romance. O filme procura explorar os limites entre o amor verdadeiro, a paixão obsessiva e os conflitos entre diferentes classes sociais.

Quando estreou, Amor Sem Fim recebeu uma recepção crítica predominantemente negativa, apesar da enorme expectativa criada em torno de Brooke Shields, que vivia o auge de sua popularidade após A Lagoa Azul (1980). O The New York Times considerou que o filme sacrificava a profundidade psicológica do romance em favor de um melodrama excessivamente sentimental, observando que a paixão dos protagonistas parecia mais artificial do que convincente. O Los Angeles Times elogiou a elegância visual da direção de Franco Zeffirelli, mas criticou o desenvolvimento superficial dos personagens. A revista Variety afirmou que a produção era visualmente sofisticada, porém comprometida por um roteiro inconsistente e por um protagonista masculino sem o carisma necessário para sustentar a história. Muitos críticos também apontaram que Martin Hewitt demonstrava pouca experiência diante da forte presença de Brooke Shields. O consenso geral foi de que o filme possuía qualidades técnicas, mas não conseguia transmitir toda a força emocional presente no romance original.

Apesar das críticas desfavoráveis, Amor Sem Fim recebeu reconhecimento em uma categoria importante. A canção-tema "Endless Love", interpretada por Diana Ross e Lionel Richie, tornou-se um enorme sucesso internacional. A música foi indicada ao Oscar de Melhor Canção Original e ao Globo de Ouro, além de alcançar o primeiro lugar na parada Billboard Hot 100, permanecendo várias semanas no topo e tornando-se um dos maiores sucessos da década de 1980. Muitos críticos observaram que a trilha sonora acabou conquistando um prestígio muito superior ao do próprio filme. Até hoje, "Endless Love" é considerada uma das mais famosas baladas românticas da história da música popular.

Do ponto de vista comercial, Amor Sem Fim apresentou um desempenho satisfatório. Produzido com um orçamento estimado em cerca de US$ 20 milhões, arrecadou aproximadamente US$ 32,5 milhões nas bilheterias norte-americanas, obtendo ainda receitas adicionais no mercado internacional. Embora não tenha alcançado o status de grande blockbuster, o filme recuperou seu investimento e atraiu principalmente o público jovem interessado no romance entre Brooke Shields e Martin Hewitt. A popularidade da atriz e o enorme sucesso da música-tema contribuíram decisivamente para manter o longa em evidência durante vários meses. Posteriormente, o filme também obteve boa aceitação no mercado de vídeo doméstico e nas exibições televisivas, especialmente entre admiradores dos dramas românticos da década de 1980.

Atualmente, Amor Sem Fim é lembrado de maneira bastante diferente daquela observada em seu lançamento. Embora continue sendo considerado um filme inferior às melhores obras de Franco Zeffirelli, muitos espectadores passaram a apreciar sua fotografia elegante, a direção sensível e a atmosfera romântica característica do cinema do início dos anos 1980. Brooke Shields permanece como o principal destaque da produção, enquanto a canção "Endless Love" praticamente eclipsou o próprio filme, tornando-se um clássico absoluto da música romântica. O longa também é frequentemente citado como um retrato da estética cinematográfica da época e como uma curiosidade na carreira de Zeffirelli. Décadas depois de sua estreia, Amor Sem Fim continua despertando interesse tanto pela presença de Brooke Shields quanto por sua inesquecível trilha sonora.

Amor Sem Fim (Endless Love, Estados Unidos, 1981) Direção: Franco Zeffirelli / Roteiro: Judith Rascoe, baseado no romance Endless Love, de Scott Spencer / Elenco: Brooke Shields, Martin Hewitt, Shirley Knight, Don Murray, Richard Kiley e Beatrice Straight / Sinopse: Um jovem apaixonado por uma garota da alta sociedade leva seu amor ao extremo, desencadeando acontecimentos trágicos que colocam à prova seus sentimentos e transformam profundamente a vida de ambos.

Erick Steve. 

sexta-feira, 17 de julho de 2026

Brooke Shields e a Lagoa Azul

O filme A Lagoa Azul (The Blue Lagoon) foi lançado em 20 de junho de 1980, dirigido por Randal Kleiser e estrelado por Brooke Shields, Christopher Atkins, Leo McKern, William Daniels e Elva Josephson. Baseado no romance homônimo de Henry De Vere Stacpoole, publicado em 1908, o filme conta a história de Richard e Emmeline, duas crianças que sobrevivem a um naufrágio no Pacífico Sul ao lado de um velho marinheiro. Após a morte do único adulto que os acompanhava, os dois crescem completamente isolados em uma exuberante ilha tropical, aprendendo a sobreviver apenas com os recursos da natureza. Sem contato com a civilização, eles descobrem gradualmente o amor, a sexualidade e a formação de uma família, enfrentando desafios naturais e emocionais. A narrativa procura retratar a passagem da infância para a vida adulta em um ambiente paradisíaco, combinando romance, aventura e drama. As belas paisagens das ilhas Fiji contribuíram para transformar o filme em uma das produções visualmente mais marcantes do início da década de 1980.

Quando foi lançado, A Lagoa Azul recebeu uma recepção crítica predominantemente negativa. O The New York Times considerou que o filme privilegiava excessivamente a beleza de seus cenários e protagonistas em detrimento da profundidade dramática, classificando-o como uma obra visualmente atraente, mas emocionalmente superficial. O Los Angeles Times elogiou a fotografia exuberante, porém criticou o ritmo lento e a fragilidade do roteiro. A revista Variety reconheceu o enorme apelo comercial da produção, mas observou que a história apresentava desenvolvimento limitado e personagens pouco complexos. Muitos críticos também apontaram controvérsias relacionadas à sensualização de personagens adolescentes, especialmente devido à idade de Brooke Shields durante as filmagens, tema que gerou intenso debate na imprensa. Apesar das críticas ao roteiro, praticamente todos os veículos elogiaram a fotografia de Néstor Almendros e a beleza das locações naturais. Assim, a avaliação crítica foi majoritariamente desfavorável, embora alguns aspectos técnicos tenham sido amplamente reconhecidos.

Na temporada de premiações, A Lagoa Azul recebeu uma indicação ao Oscar na categoria de Melhor Fotografia, graças ao trabalho de Néstor Almendros, cuja utilização da luz natural foi amplamente elogiada. Brooke Shields também recebeu uma indicação ao Framboesa de Ouro de Pior Atriz, prêmio criado justamente naquele ano para destacar as produções mais criticadas de Hollywood. Ao longo do tempo, diversos críticos passaram a reconhecer que, embora o roteiro apresente limitações, a fotografia, a direção de arte e a trilha sonora contribuíram para criar uma atmosfera inesquecível. Publicações como The New Yorker destacaram o contraste entre a beleza visual da produção e a simplicidade de sua narrativa. O filme também permaneceu no centro de debates culturais sobre representação da adolescência e sexualidade no cinema. Dessa forma, sua importância histórica acabou ultrapassando sua recepção crítica inicial.

Do ponto de vista comercial, A Lagoa Azul foi um enorme sucesso de bilheteria. Produzido com um orçamento estimado em aproximadamente US$ 4,5 milhões, arrecadou cerca de US$ 58 milhões apenas nos Estados Unidos e mais de US$ 58 milhões no mercado internacional, superando amplamente suas expectativas comerciais. O público foi atraído pelas paisagens paradisíacas, pelo romance entre os protagonistas e pela forte campanha publicitária da Columbia Pictures. Christopher Atkins tornou-se uma revelação imediata, enquanto Brooke Shields consolidou sua posição como uma das jovens atrizes mais conhecidas do mundo. O filme também alcançou enorme popularidade nas exibições televisivas e posteriormente no mercado de vídeo doméstico. Embora a crítica permanecesse dividida, a resposta do público foi extremamente favorável, garantindo à produção o status de um dos maiores sucessos comerciais de 1980.

Atualmente, A Lagoa Azul continua sendo um dos romances mais conhecidos do cinema das décadas de 1970 e 1980. Apesar de ainda despertar discussões sobre alguns de seus temas e escolhas de produção, o filme conquistou uma legião de admiradores graças à sua fotografia exuberante, à trilha sonora delicada e ao clima de fantasia romântica. A atuação de Brooke Shields permanece uma das mais lembradas de sua juventude, enquanto Christopher Atkins ficou para sempre associado ao papel de Richard. A influência do filme pode ser percebida em diversas produções posteriores ambientadas em ilhas desertas e romances de sobrevivência. Também gerou continuações e uma refilmagem para a televisão, embora nenhuma delas tenha alcançado o mesmo impacto cultural da versão de 1980. Mais de quatro décadas após seu lançamento, A Lagoa Azul permanece um clássico popular do cinema romântico de aventura.

A Lagoa Azul (The Blue Lagoon, Estados Unidos, 1980) Direção: Randal Kleiser / Roteiro: Douglas Day Stewart, baseado no romance The Blue Lagoon, de Henry De Vere Stacpoole / Elenco: Brooke Shields, Christopher Atkins, Leo McKern, William Daniels, Elva Josephson e Glenn Kohan / Sinopse: Dois jovens sobrevivem a um naufrágio e crescem isolados em uma ilha tropical, onde aprendem a sobreviver, descobrem o amor e enfrentam os desafios da vida longe da civilização.

Erick Steve. 

A Lagoa Azul

Título no Brasil: A Lagoa Azul
Título Original: The Blue Lagoon
Ano de Produção: 1980
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures
Direção: Randal Kleiser
Roteiro: Douglas Day Stewart baseado no livro de Henry De Vere Stacpoole
Elenco: Brooke Shields, Christopher Atkins, Leo McKern

Sinopse:
Casal de náufragos vive em ilha perdida no pacífico sul. Juntos vão crescendo e vivendo as primeiras experiências amorosas e sentimentais. Filme indicado ao Oscar na categoria de Melhor Fotografia (Néstor Almendros). Indicado ao Globo de Ouro na categoria de revelação masculina (Christopher Atkins). "Vencedor" do Framboesa de Ouro na categoria Pior Atriz (Brooke Shields).

Comentários:
Se você perguntasse a um jovem do começo da década de 80 quem ele levaria para uma ilha deserta era quase certo que ele responderia: Brooke Shields. O filme "A Lagoa Azul" estaria em cartaz e a bela adolescente fazia parte do imaginário romântico e sexual de todo garoto daqueles anos. De certa forma "A Lagoa Azul" era o sonho de todo rapaz apaixonado. Ficar sozinho com uma linda jovem em uma ilha paradisíaca no meio do Oceano. O roteiro foi escrito a partir do famoso livro do romancista inglês Henry De Vere Stacpoole. A estória em si já é uma miscelânea dos ideais românticos que se espalharam pela literatura no começo do século XX. Lá está a jovem donzela, o garoto, quase homem, que a venera e o cenário extremamente bucólico ao redor. Além do romantismo, "A Lagoa Azul" ainda pincela momentos que de uma forma ou outra revisitam o livro do gênesis da Bíblia. Pois ambos são puros de coração mas vão aos poucos se descobrindo, perdendo a inocência original.

O filme foi realizado nas lindas locações das ilhas Fiji. Houve um certo desconforto com as muitas cenas sensuais e de nudez pois a atriz Brooke Shileds era menor de idade. Com extrema sensibilidade o diretor  Randal Kleiser resolveu então com habilidade na edição suavizar esses momentos, deixando tudo com um olhar de muito bom gosto, conseguindo ser sensual sem se tornar vulgar ou apelativo. Com isso a produção conseguiu uma classificação etária que não prejudicasse sua bilheteria. E por falar em bilheterias "A Lagoa Azul" se tornou um filme extremamente lucrativo para o estúdio. Com custo reduzido de meros quatro milhões de dólares conseguiu render quase 80 milhões ao redor do mundo, um resultado realmente excepcional para a Columbia que dessa forma encheu seus cofres, superando uma velha crise financeira que teimava em persistir por anos. O sucesso transformou  Brooke Shields em estrela, conseguindo um bom espaço que só não foi maior por causa de erros na administração de sua carreira. Pior aconteceu com seu parceiro de cena, Christopher Atkins, que não conseguiu alcançar maiores vôos. De qualquer modo mesmo tendo consciência que o filme envelheceu e que de certa forma saturou por ter sido muito satirizado ao longo dos anos, não há como negar que ainda continua charmoso e muito romântico, quase atemporal. Se você é uma pessoa que ainda acredita no amor não deixe de assistir "A Lagoa Azul".

Pablo Aluísio.

De Volta à Lagoa Azul

Título no Brasil: De Volta à Lagoa Azul
Título Original: Return to the Blue Lagoon
Ano de Produção: 1991
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures
Direção: William A. Graham
Roteiro: Henry De Vere Stacpoole, Leslie Stevens
Elenco: Brian Krause, Milla Jovovich, Lisa Pelikan

Sinopse:
Duas crianças são abandonadas e ficam isoladas numa linda ilha no Pacífico Sul. Ao se tornarem adolescentes começam a perceber estranhos sentimentos uma em relação à outra. Não tarda para que o romance entre elas surja com toda a intensidade própria da idade.

Comentários:
Sem dúvida um dos filmes mais oportunistas que se tem notícia. A Columbia não assumiu o filme como um remake e nem como uma continuação - assim é complicado entender do que se trata mesmo esse "De Volta à Lagoa Azul". A premissa é completamente a mesma do famoso sucesso com Brooke Shields no começo dos anos 80. Um filme feito para jovens apaixonados que gostariam de viver um grande amor numa ilha paradisíaca perdida no meio da imensidão do Oceano Pacífico. O problema é que aqui não podemos contar nem mesmo com o carisma do casal de atores do filme original. A modelo Milla Jovovich pela primeira vez chama a atenção no cinema. Mal sabia ela que sua carreira só iria decolar mesmo depois de encontrar zumbis no meio do caminho na franquia de terror "Resident Evil". Se Milla não é grande coisa como atriz imagine seu nulo parceiro, Brian Krause, em cena. Enfim uma refilmagem completamente desnecessária e inútil que, como sempre, só se salva pela linda fotografia que procura tirar todo o proveito da maravilhosa ilha onde tudo foi filmado. Fora isso nada digno de nota.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 15 de julho de 2026

George Washington

Título no Brasil: George Washington 
Título Original: Young Washington
Ano de Lançamento: 2026
País: Estados Unidos
Estúdio: Wonder Project, 2521 Entertainment e Angel Studios
Direção: Jon Erwin
Roteiro: Jon Erwin, Diederik Hoogstraten e Tom Provost
Elenco: William Franklyn-Miller, Ben Kingsley, Andy Serkis, Mary-Louise Parker, Kelsey Grammer, Joel David Smallbone, Mia Rodgers e Jonno Davies. O filme estreou no Festival de Tribeca em junho de 2026 antes de seu lançamento comercial nos Estados Unidos em 3 de julho de 2026.

Sinopse:
Antes de se tornar o primeiro presidente dos Estados Unidos e um dos principais líderes da independência americana, George Washington era apenas um jovem oficial da milícia da Virgínia tentando provar seu valor. A narrativa acompanha os acontecimentos da Guerra Franco-Indígena, quando uma missão comandada pelo inexperiente Washington termina em desastre e contribui para desencadear um conflito de dimensões mundiais. Obrigado a enfrentar os próprios erros, lidar com derrotas militares e conquistar o respeito de seus superiores, o jovem oficial inicia um processo de amadurecimento que moldará o homem destinado a liderar a Revolução Americana anos depois. O filme combina grandes cenas de batalha com um drama biográfico centrado na formação moral e política de Washington, enfatizando os desafios pessoais que antecederam sua consagração como um dos fundadores dos Estados Unidos.

Comentários:
Young Washington foi lançado como parte das comemorações dos 250 anos da independência dos Estados Unidos e despertou grande interesse por abordar um período pouco explorado da vida de George Washington. A crítica americana recebeu o filme de forma moderadamente positiva. No Rotten Tomatoes, a aprovação inicial ficou em torno de 60%, indicando uma recepção favorável, embora distante do consenso entusiasmado obtido por grandes épicos históricos recentes. Diversos críticos elogiaram a direção de Jon Erwin por privilegiar o desenvolvimento humano do protagonista em vez de construir uma narrativa excessivamente patriótica. A revista Entertainment Weekly destacou a atuação de William Franklyn-Miller, afirmando que o jovem ator consegue retratar Washington como um líder inseguro, impulsivo e falível, tornando sua evolução dramática convincente. Também receberam muitos elogios as interpretações de Ben Kingsley, no papel do governador Robert Dinwiddie, e de Andy Serkis como o general britânico Edward Braddock. A fotografia das batalhas e o cuidadoso trabalho de reconstituição histórica foram frequentemente apontados entre os maiores méritos técnicos da produção. Ao mesmo tempo, alguns críticos observaram que o roteiro simplifica determinados acontecimentos históricos e adota um tom bastante reverente em relação ao personagem principal.

Entre o público, a recepção foi significativamente mais calorosa do que entre os críticos. O filme recebeu nota A no CinemaScore e alcançou cerca de 92% de aprovação da audiência no site da Angel Studios, demonstrando forte aceitação entre os espectadores. Nas comunidades de cinema, as opiniões foram bastante variadas. Alguns espectadores elogiaram o equilíbrio entre espetáculo e drama histórico, comparando a produção a clássicos como The Patriot e Braveheart em sua abordagem das batalhas e do heroísmo. Outros criticaram o tom excessivamente idealizado da narrativa e questionaram a ausência de maior aprofundamento em aspectos mais controversos da biografia de George Washington. Comercialmente, o longa representou um dos maiores sucessos da história da Angel Studios, registrando uma forte estreia no feriado da Independência americana e levando o estúdio a anunciar rapidamente o desenvolvimento de uma sequência intitulada 1776, que deverá acompanhar Washington durante a Revolução Americana.

Erick Steve. 

Uma Casa na Pradaria

Título no Brasil: Uma Casa na Pradaria
Título Original: Little House on the Prairie
Ano de Lançamento: 2026
País: Estados Unidos
Plataforma: Netflix
Produção: CBS Studios, Anonymous Content Studios e Trip Friendly Productions
Criação: Rebecca Sonnenshine, baseada na série de livros de Laura Ingalls Wilder
Elenco: Luke Bracey, Crosby Fitzgerald, Alice Halsey, Skywalker Hughes, Warren Christie, Jocko Sims, Meegwun Fairbrother, Alyssa Wapanatâhk, Barrett Doss e Ryan Robbins. A primeira temporada estreou em julho de 2026, com oito episódios, e foi renovada para uma segunda temporada antes mesmo da estreia oficial.

Sinopse:
A nova adaptação de Little House on the Prairie retorna às origens da obra de Laura Ingalls Wilder, inspirando-se diretamente nos livros autobiográficos da autora. Diferentemente da clássica série estrelada por Michael Landon, a primeira temporada é ambientada em Independence, Kansas, acompanhando a chegada da família Ingalls ao Oeste americano durante a década de 1870. Charles e Caroline Ingalls procuram construir uma nova vida ao lado das filhas Mary e Laura, enfrentando as dificuldades da fronteira, as intempéries, a escassez de recursos e os conflitos inerentes ao processo de colonização. A produção também amplia a perspectiva histórica ao incluir personagens indígenas da Nação Osage, afro-americanos e outros grupos frequentemente ausentes das adaptações anteriores, oferecendo uma visão mais abrangente e historicamente contextualizada da expansão para o Oeste. O resultado é um drama familiar que combina aventura, amadurecimento e reflexão sobre as complexas relações sociais da época.

Comentários:
A nova versão de Uma Casa na Pradaria foi recebida de maneira amplamente positiva pela crítica americana, que destacou sua proposta de modernizar a obra sem abandonar os valores centrais dos livros de Laura Ingalls Wilder. No Rotten Tomatoes, a primeira temporada estreou com 80% de aprovação da crítica, refletindo um consenso favorável quanto à qualidade da produção. A revista Entertainment Weekly elogiou a escolha do elenco, especialmente Alice Halsey como Laura Ingalls e Luke Bracey como Charles Ingalls, afirmando que a série preserva o espírito da obra original enquanto amplia sua perspectiva histórica. A revista Marie Claire destacou que Rebecca Sonnenshine optou por uma adaptação mais fiel aos livros do que à série dos anos 1970, incorporando personagens indígenas, afro-americanos e figuras históricas reais para retratar de maneira mais completa a vida na fronteira americana. Muitos críticos também elogiaram a fotografia cinematográfica, as locações naturais e a direção, observando que a produção apresenta um tom mais dramático e realista do que sua antecessora. Outro aspecto bastante elogiado foi o cuidado em reconstruir o cotidiano dos pioneiros, valorizando o trabalho agrícola, as dificuldades da sobrevivência e a convivência entre diferentes culturas no Kansas do século XIX. Antes mesmo de sua estreia, a Netflix anunciou a renovação para uma segunda temporada, demonstrando grande confiança no projeto.

Entre o público, a recepção foi mais dividida, principalmente em razão das inevitáveis comparações com a série clássica estrelada por Michael Landon. Muitos espectadores elogiaram a abordagem mais fiel aos livros e a qualidade técnica da produção, que rapidamente figurou entre os programas mais assistidos da Netflix em diversos países. Em fóruns de fãs, vários comentários destacaram a excelente interpretação de Alice Halsey como Laura e a forma como a série desenvolve personagens historicamente negligenciados nas adaptações anteriores. Por outro lado, alguns admiradores da produção de 1974 sentiram falta do tom mais caloroso e sentimental característico da versão clássica. Em discussões no Reddit, parte dos espectadores considerou que a nova série adota uma linguagem contemporânea em excesso e apresenta menos carga emocional do que a obra original, enquanto outros elogiaram justamente sua tentativa de construir um retrato mais complexo e historicamente fundamentado da vida na fronteira americana. Apesar dessas divergências, o consenso é que a Netflix conseguiu revitalizar uma das propriedades mais importantes da televisão americana para uma nova geração, preservando os temas centrais de família, perseverança e esperança que tornaram Little House on the Prairie um clássico atemporal. Além do bom desempenho de audiência, a rápida renovação para uma segunda temporada reforçou a confiança da plataforma no potencial da série para se tornar uma franquia duradoura.

Erick Steve. 

Mensagens para Isabelle

Título no Brasil: Mensagens para Isabelle
Título Original: Voicemails for Isabelle
Ano de Lançamento: 2026
País: Estados Unidos
Estúdio: Netflix Studios, Escape Artists e Sony Pictures Releasing
Direção: Leah McKendrick
Roteiro: Leah McKendrick
Elenco: Zoey Deutch, Nick Robinson, Nick Offerman, Lukas Gage, Harry Shum Jr., Ciara Bravo, Megan Danso, Toby Sandeman e Spencer Lord. O filme estreou mundialmente na Netflix em 19 de junho de 2026.

Sinopse:
Jill é uma jovem confeiteira que vive em San Francisco e ainda tenta lidar com a morte de sua irmã, Isabelle, vítima de fibrose cística. Como forma de manter viva a ligação entre as duas, ela continua deixando mensagens de voz no antigo número de telefone da irmã, contando seus medos, fracassos, sonhos e acontecimentos do dia a dia. O que Jill não sabe é que o número foi transferido para Wes, um corretor de imóveis que vive em Austin. Aos poucos, Wes passa a ouvir aquelas mensagens profundamente pessoais e acaba se apaixonando por uma mulher que nunca conheceu. Quando os dois finalmente se encontram, nasce uma delicada história de amor marcada por segredos, culpa e pelo desafio de revelar a verdade sobre a origem daquele improvável relacionamento. Misturando romance, comédia e drama, o filme aborda temas como luto, superação e a importância das conexões humanas.

Comentários:
Mensagens para Isabelle foi uma das maiores surpresas da Netflix em 2026. Escrito e dirigido por Leah McKendrick, o filme conquistou a crítica especializada por transformar uma premissa potencialmente problemática em uma história sensível sobre perda e recomeço. No Rotten Tomatoes, a produção estreou com 88% de aprovação, e o consenso dos críticos afirmou que o filme "tem sucesso ao fundamentar seu romance em emoção autêntica e humor centrado nos personagens, com atuações envolventes que tornam sua história agridoce tão emocionante quanto divertida". A revista Entertainment Weekly destacou Voicemails for Isabelle entre os lançamentos mais importantes do verão da Netflix, elogiando especialmente o roteiro de McKendrick e a química entre Zoey Deutch e Nick Robinson. O site Decider reconheceu que a premissa poderia parecer moralmente desconfortável, mas ressaltou que a interpretação extremamente carismática de Zoey Deutch consegue sustentar a narrativa, equilibrando humor, romance e emoção de forma convincente. A atuação de Deutch recebeu elogios praticamente unânimes, sendo considerada uma das melhores de sua carreira, enquanto Nick Robinson foi apontado como o parceiro ideal para construir um romance delicado e emocionalmente honesto.

Entre o público, a recepção foi ainda mais calorosa. O filme rapidamente alcançou o topo das produções mais assistidas da Netflix em diversos países e tornou-se um dos romances mais comentados do ano. Em comunidades como o Reddit, muitos espectadores afirmaram que a produção lembrava as grandes comédias românticas dos anos 1990 e 2000, destacando o equilíbrio entre humor e emoção. Diversos comentários elogiaram o relacionamento entre Jill e Isabelle como o verdadeiro coração da história, observando que o filme fala tanto sobre o amor entre irmãs quanto sobre romance. Houve, entretanto, algumas críticas à lógica da premissa, principalmente quanto ao comportamento de Wes ao ouvir as mensagens antes de revelar a verdade, questão debatida por parte da imprensa e dos fãs. Mesmo assim, a maioria considerou que o roteiro consegue resolver esse dilema de maneira satisfatória. A trilha sonora, que reúne artistas como Robyn, Taylor Swift, Benson Boone e Kesha, também recebeu muitos elogios por reforçar a carga emocional da narrativa. Ao final, Mensagens para Isabelle consolidou-se como uma das comédias românticas mais elogiadas de 2026, demonstrando que ainda há espaço para histórias românticas originais e emocionalmente maduras no cinema contemporâneo.

Erick Steve.

sexta-feira, 10 de julho de 2026

Flertando: Aprendendo a Viver

Título no Brasil: Flertando: Aprendendo a Viver
Título Original: Flirting
Ano de Lançamento: 1991
País: Austrália
Estúdio: Kennedy Miller Productions
Direção: John Duigan
Roteiro: John Duigan
Elenco: Noah Taylor, Thandiwe Newton, Nicole Kidman, Naomi Watts, Bartholomew Rose, Kym Wilson e Marshall Napier.

Sinopse:
Sequência de The Year My Voice Broke (1987), Flirting acompanha o jovem Danny Embling, agora estudante em um rígido internato masculino australiano durante a década de 1960. Inteligente, sensível e pouco adaptado ao ambiente dominado pela disciplina e pelo bullying, Danny conhece Thandiwe Adjewa, uma brilhante estudante de origem ugandense que frequenta um colégio feminino próximo. Os dois iniciam um delicado romance, mas logo enfrentam a oposição provocada pelo preconceito racial, pelas rígidas normas escolares e pelas expectativas sociais da época. Paralelamente, o filme retrata o amadurecimento emocional de Danny e sua luta contra o autoritarismo presente nas instituições de ensino. Nicole Kidman interpreta Nicola, uma das alunas mais populares do colégio feminino, enquanto Naomi Watts aparece em um pequeno papel, em uma de suas primeiras atuações no cinema.

Comentários:
Flirting foi recebido com entusiasmo pela crítica australiana e internacional, sendo considerado um dos melhores filmes da carreira do diretor John Duigan. Diversos críticos elogiaram a sensibilidade com que o cineasta aborda temas como racismo, descoberta da sexualidade, amadurecimento e intolerância, evitando os clichês comuns dos dramas adolescentes. O jornal The New York Times destacou a delicadeza do romance entre Danny e Thandiwe e a autenticidade com que os conflitos da juventude são retratados. A revista Variety elogiou a direção de Duigan, observando que o filme consegue equilibrar humor, romance e crítica social sem perder sua naturalidade. A atuação de Noah Taylor foi amplamente elogiada pela vulnerabilidade e sinceridade que imprime ao protagonista, enquanto Thandiwe Newton, então em seu primeiro grande papel no cinema, foi apontada como uma das grandes revelações do ano. Muitos críticos também chamaram atenção para a participação de Nicole Kidman, que começava a construir sua carreira internacional antes de conquistar Hollywood. O filme venceu o prêmio de Melhor Filme no Australian Film Institute Awards, reforçando seu prestígio na cinematografia australiana.

Com o passar dos anos, Flirting consolidou-se como um dos mais respeitados filmes de formação produzidos na Austrália. Em retrospectivas, críticos passaram a considerá-lo uma obra à frente de seu tempo por abordar relações inter-raciais e preconceito de forma madura e profundamente humana. Em comunidades de cinéfilos, o longa é frequentemente lembrado como um dos melhores romances adolescentes da década de 1990 e um dos trabalhos mais pessoais de John Duigan, inspirado em experiências de sua própria juventude. Usuários e críticos destacam a química entre Noah Taylor e Thandiwe Newton, além da elegância da fotografia de Geoff Burton e da atmosfera nostálgica da narrativa. Muitos historiadores do cinema também observam que o filme reúne, ainda em início de carreira, três futuras estrelas internacionais: Nicole Kidman, Naomi Watts e Thandiwe Newton. Embora nunca tenha alcançado grande sucesso comercial fora da Austrália, Flirting conquistou status de clássico cult e continua sendo recomendado por revistas especializadas e estudiosos do cinema como uma das mais belas histórias de amadurecimento produzidas no país, permanecendo relevante por sua abordagem sensível da juventude, da intolerância e do primeiro amor.

Erick Steve. 

sexta-feira, 3 de julho de 2026

Nicole Kidman - Primeiros Filmes

Terror a Bordo (1989) 
O primeiro filme com Nicole Kidman a ter sucesso internacional foi essa produção australiana chamada "Terror a Bordo". Era um suspense dirigido pelo cineasta veterano Phillip Noyce. O roteiro contava a estória de suspense e terror passada em um veleiro, no meio do oceano. O filme chamou a atenção da crítica internacional, ganhou status de cult movie e abriu as portas de Hollywood para a atriz.

Dias de Trovão (1990)
O primeiro filme de repercussão internacional que a atriz participou foi esse "Dias de Trovão". Foi a primeira grande produção da carreira da atriz que contracenava com o astro e ídolo Tom Cruise. O romance dos personagens acabou passando para fora das telas e Nicole e Cruise começaram a namorar, em um dos romances mais badalados dos anos 90. Romance esse que iria virar casamento que infelizmente não iria terminar muito bem, anos depois. "Dias de Trovão" foi dirigido por Tony Scott que em suas próprias palavras quis realizar um "Ases Indomáveis com carros de corrida"

Flertando - Aprendendo a Viver (1990)
Depois do blockbuster "Dias de Trovão", ao lado do namorado Tom Cruise, Nicole resolveu alisar seus cabelos que chamavam a atenção por causa de seus longos cachos ondulados, para atuar nesse pequeno filme independente chamado "Flirting", dirigido por John Duigan. O filme se passava todo em um ambiente escolar nada saudável. A produção australiana foi premiada em seu país, pelo Australian Film Institute, ganhando uma boa receptividade por parte da crítica internacional de um modo em geral.

Billy Bathgate: O Mundo a Seus Pés (1991)
Filme passado na era dos grandes gangsters americanos. Nicole Kidman interpretou uma personagem chamada Drew Preston, em um papel não muito significativo. Foi complicado para a atriz se sobressair em um elenco com tantos astros como Dustin Hoffman e Bruce Willis. Dirigido pelo cineasta Robert Benton, o filme não conseguiu fazer sucesso, ficando no meio do caminho. Com orçamento milionário o filme foi mal nas bilheterias. Uma das poucas coisas boas, segundo a crítica da época de lançamento da produção, era justamente a presença de Kidman, que com figurino de época ficou ainda mais bonita e glamorosa.

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 26 de junho de 2026

Dias de Trovão

Título no Brasil: Dias de Trovão
Título Original: Days of Thunder
Ano de Lançamento: 1990
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures / Don Simpson-Jerry Bruckheimer Films
Direção: Tony Scott
Roteiro: Robert Towne, com história de Tom Cruise e Robert Towne
Elenco: Tom Cruise, Nicole Kidman, Robert Duvall, Randy Quaid, Michael Rooker, Cary Elwes, John C. Reilly e Fred Dalton Thompson.

Sinopse:
Cole Trickle é um talentoso piloto de corridas de monopostos que recebe a oportunidade de competir na NASCAR, a principal categoria de stock car dos Estados Unidos. Dono de enorme habilidade ao volante, mas impulsivo e inexperiente, ele passa a ser treinado pelo veterano chefe de equipe Harry Hogge, que procura transformar seu talento bruto em disciplina. Durante a temporada, Cole desenvolve uma intensa rivalidade com o experiente piloto Rowdy Burns, culminando em um grave acidente que muda a vida de ambos. Enquanto se recupera dos ferimentos, ele conhece a neurocirurgiã Dra. Claire Lewicki, por quem se apaixona. Para retornar às pistas, Cole precisará superar seus medos, amadurecer como piloto e enfrentar um novo adversário na disputa pela prestigiosa Daytona 500.

Comentários:
Dias de Trovão nasceu da bem-sucedida parceria entre o diretor Tony Scott, os produtores Don Simpson e Jerry Bruckheimer e Tom Cruise, repetindo a fórmula que havia transformado Top Gun em um fenômeno mundial. A crítica americana, porém, mostrou-se dividida. O crítico Roger Ebert considerou o filme "um entretenimento de grande habilidade", mas observou que ele seguia de maneira bastante previsível a fórmula dos sucessos anteriores estrelados por Cruise. Ebert elogiou especialmente a direção dinâmica de Tony Scott, a atuação sempre segura de Robert Duvall e a espetacular fotografia das corridas, embora tenha afirmado que Nicole Kidman recebia pouco espaço para desenvolver sua personagem. A revista Time Out fez observações semelhantes, afirmando que o filme impressionava pelo visual e pelas cenas de velocidade, mas recorria a situações dramáticas bastante convencionais. Mesmo assim, destacou o excelente trabalho de Robert Duvall como mentor do protagonista e a energia das sequências automobilísticas. O consenso do Rotten Tomatoes resume bem a recepção crítica da época: Tom Cruise e o espetáculo visual garantem entretenimento, mas não conseguem compensar um roteiro considerado previsível e personagens pouco desenvolvidos.

Com o passar dos anos, Dias de Trovão conquistou um sólido status de filme cult entre os fãs de automobilismo e admiradores da carreira de Tom Cruise. Muitos críticos modernos observam que o longa envelheceu melhor do que sua recepção inicial sugeria, principalmente graças ao estilo visual inconfundível de Tony Scott, à trilha sonora marcante de Hans Zimmer e à autenticidade das cenas de corrida, nas quais Cruise realizou boa parte da pilotagem. O filme também ganhou importância histórica por marcar o início do relacionamento entre Tom Cruise e Nicole Kidman, que se conheceram durante as filmagens e se casaram ainda em 1990. Em comunidades de cinéfilos e fãs de automobilismo, é frequentemente lembrado como um dos filmes mais divertidos sobre a NASCAR, sendo elogiado pelo ritmo intenso e pela química entre Cruise e Robert Duvall. O interesse renovado pela obra aumentou ainda mais após a confirmação de que uma sequência está em desenvolvimento, novamente com Tom Cruise e o produtor Jerry Bruckheimer envolvidos no projeto.

Pablo Aluísio. 

Terror a Bordo

Título no Brasil: Terror a Bordo
Título Original: Dead Calm
Ano de Lançamento: 1989
País: Austrália
Estúdio: Kennedy Miller Productions
Direção: Phillip Noyce
Roteiro: Terry Hayes, baseado no romance de Charles Williams
Elenco: Nicole Kidman, Sam Neill, Billy Zane

Sinopse:
Após a trágica morte de seu filho em um acidente, o casal John e Rae Ingram decide fazer uma longa viagem de iate pelo Oceano Pacífico na tentativa de superar o trauma. Em alto-mar, eles encontram uma escuna aparentemente abandonada e resgatam Hughie Warriner, o único sobrevivente da embarcação. O estranho afirma que toda a tripulação morreu vítima de uma intoxicação alimentar, mas John desconfia da história e decide investigar o navio. A partir desse momento, o casal é lançado em um angustiante jogo de sobrevivência em pleno oceano, onde não há para onde fugir nem quem possa ajudá-los. Rae precisa usar toda a sua inteligência para enfrentar um psicopata imprevisível enquanto luta para reencontrar o marido e permanecer viva.

Comentários:
Terror a Bordo foi o filme que apresentou Nicole Kidman ao público internacional e é frequentemente apontado como a produção que abriu as portas de Hollywood para a atriz. A crítica americana recebeu o longa com grande entusiasmo, elogiando sua construção de suspense quase insuportável. A jornalista Sheila Benson, do Los Angeles Times, escreveu que o filme era "uma obra inteligente e sedutora, com tensão suficiente para nos deixar sem fôlego durante horas", frase que passou a acompanhar a divulgação do longa em diversos países. A revista Variety destacou a direção segura de Phillip Noyce e a decisão de trabalhar praticamente com apenas três personagens, transformando o oceano em um ambiente de permanente claustrofobia. Diversos críticos também chamaram atenção para a atuação de Billy Zane, que interpreta um dos vilões mais perturbadores do cinema de suspense dos anos 1980, alternando momentos de aparente fragilidade com explosões de violência e manipulação psicológica. A fotografia de Dean Semler, filmada nas águas da Grande Barreira de Corais, foi outro aspecto amplamente elogiado, utilizando a imensidão do mar para aumentar a sensação de isolamento e desespero.

Com o passar das décadas, Terror a Bordo consolidou-se como um dos grandes thrillers psicológicos marítimos da história do cinema. O consenso crítico registrado pelo Rotten Tomatoes destaca que "a intensidade contida de Nicole Kidman e a direção vigorosa de Phillip Noyce conferem ao filme uma inquietante sensação de ameaça constante". O crítico Roger Ebert também elogiou a eficiência narrativa da produção, ressaltando que ela extrai enorme tensão de um cenário extremamente simples: três pessoas isoladas em pleno oceano. Entre os fãs do gênero, o filme é frequentemente citado ao lado de clássicos como Duel e Cape Fear como um exemplo de suspense baseado mais na construção psicológica do que em efeitos especiais. Em comunidades de cinéfilos, é comum encontrar elogios à atuação de Nicole Kidman, considerada uma das melhores de sua fase inicial, e ao desempenho ameaçador de Billy Zane, que muitos consideram sua interpretação mais marcante. Hoje, Terror a Bordo é visto como um clássico moderno do suspense, uma obra que envelheceu muito bem e continua sendo recomendada por críticos e revistas especializadas como um dos filmes mais tensos produzidos no final da década de 1980.

Pablo Aluísio. 

quinta-feira, 25 de junho de 2026

O Relacionamento entre Tom Cruise e Nicole Kidman

O relacionamento entre Tom Cruise e Nicole Kidman foi um dos mais famosos e comentados de Hollywood durante a década de 1990. Os dois se conheceram durante as filmagens do filme Days of Thunder ("Dias de Trovão"), lançado em 1990. Na época, Tom Cruise já era uma das maiores estrelas do cinema mundial, enquanto Nicole Kidman começava a conquistar reconhecimento internacional. A química entre os dois foi imediata, tanto nas telas quanto fora delas. Poucos meses após se conhecerem, iniciaram um relacionamento amoroso e decidiram se casar ainda em 1990. A união chamou grande atenção da imprensa, transformando o casal em um dos mais famosos do mundo do entretenimento. Durante anos, eles foram vistos como um exemplo de sucesso pessoal e profissional.

Ao longo do casamento, Tom Cruise e Nicole Kidman trabalharam juntos em diversos projetos cinematográficos. Além de "Dias de Trovão", atuaram em Far and Away ("Um Sonho Distante") e, anos depois, no aclamado Eyes Wide Shut ("De Olhos Bem Fechados"), dirigido por Stanley Kubrick. Este último filme foi particularmente marcante porque explorava temas relacionados à intimidade, ao casamento e à confiança, coincidindo com um período em que o relacionamento do casal enfrentava dificuldades. Apesar disso, durante grande parte da década de 1990, ambos demonstravam apoio mútuo e frequentemente apareciam juntos em eventos, premiações e estreias de cinema. A imprensa acompanhava cada passo do casal, que era considerado um dos mais influentes de Hollywood.

Durante o casamento, o casal decidiu adotar duas crianças: Isabella Jane Cruise e Connor Cruise. Nicole Kidman revelou posteriormente que também passou pela dolorosa experiência de perder uma gravidez no início do relacionamento. Apesar dessas dificuldades, ela frequentemente descreveu os anos iniciais do casamento como um período de grande felicidade. O casal procurava manter uma vida familiar relativamente reservada, embora isso fosse difícil devido ao enorme interesse da mídia. A fama global de Tom Cruise e a crescente carreira de Nicole Kidman faziam com que qualquer notícia relacionada aos dois ganhasse repercussão internacional.

Em fevereiro de 2001, após cerca de onze anos de casamento, Tom Cruise pediu o divórcio, surpreendendo fãs e jornalistas. O anúncio gerou enorme especulação, já que o casal era visto publicamente como sólido e estável. As razões exatas da separação nunca foram totalmente esclarecidas. Em entrevistas posteriores, Nicole Kidman afirmou que a decisão foi um choque para ela. Diversas teorias surgiram ao longo dos anos, envolvendo diferenças de estilo de vida, pressões da fama e questões relacionadas à Igreja da Cientologia, da qual Tom Cruise é um dos membros mais conhecidos. No entanto, muitas dessas especulações permanecem sem confirmação oficial. O processo de divórcio foi concluído em 2001, encerrando uma das uniões mais famosas da história recente de Hollywood.

Após a separação, ambos seguiram caminhos distintos e continuaram alcançando grande sucesso profissional. Nicole Kidman consolidou-se como uma das atrizes mais respeitadas de sua geração, vencendo o Oscar por sua atuação em The Hours. Tom Cruise, por sua vez, permaneceu como uma das maiores estrelas do cinema de ação, especialmente graças à franquia Mission: Impossible. Embora o casamento tenha terminado há muitos anos, a relação entre os dois continua despertando interesse do público e dos historiadores da cultura popular. O casal marcou uma época em Hollywood, representando a união de duas estrelas em ascensão que alcançaram enorme sucesso juntas. Seu relacionamento permanece como um dos capítulos mais lembrados da história das celebridades nas décadas de 1990 e 2000.

quarta-feira, 24 de junho de 2026

Filmografia Nicole Kidman


Filmografia Nicole Kidman:
Terror a Bordo
Dias de Trovão
Flertando: Aprendendo a Viver
Billy Bathgate
Um Sonho Distante
Malícia
Minha Vida
Um Sonho Sem Limites
Batman Eternamente
Retratos de uma Mulher
O Sedutor
O Pacificador
Da Magia à Sedução
De Olhos Bem Fechados
Moulin Rouge
Os Outros
A Isca Perfeita
As Horas
Dogville
Revelações
Cold Mountain
Mulheres Perfeitas
Reencarnação
A Intérprete
A Feiticeira
A Pele
Invasores
Margot e o Casamento
A Bússola de Ouro
Austrália
Nine
Reencontrando a Felicidade
Esposa de Mentirinha
Reféns
Obsessão
Hemingway e Martha
Segredos de Sangue
Uma Longa Viagem
Grace de Mônaco
Antes de Dormir
Terra Estranha
Rainha do Deserto
Desafiando a Arte
Olhos da Justiça
Os Irmãos Guardiões
O Mestre dos Gênios
Lion: Uma Jornada para Casa
Como Falar com Garotas em Festas
O Sacrifício do Cervo Sagrado
O Estranho que Nós Amamos
Amigos para Sempre
O Peso do Passado
Boy Erased
Aquaman
O Pintassilgo
O Escândalo
A Festa de Formatura
Apresentando os Ricardos
O Homem do Norte
Aquaman 2
Tudo em Família
Babygirl
Holland

Obs: Não incluídos trabalhos para a TV
Pesquisa: Pablo Aluísio. 

terça-feira, 23 de junho de 2026

Drama & Romance - Lista de Atores e Atrizes

 
Drama & Romance - Lista de Atores e Atrizes

Atrizes: 
Nicole Kidman
Renée Zellweger
Natalie Portman
Elisha Cuthbert
Meg Ryan

Atores: 
Ralph Fiennes
Ryan Gosling
Jake Gyllenhaal
Robert Pattinson
William Hurt

Pablo Aluísio.